Você sabe o que é Acromegalia?

(Dra. Morgana R. Rodrigues explica)

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Dia 1º de novembro foi comemorado o Dia da Conscientização da Acromegalia, doença causada pela produção excessiva do Hormônio de Crescimento (GH) por um tumor (adenoma) na Hipófise, levando ao crescimento de extremidades ósseas e partes moles: mãos e  pés, língua, alargamento do nariz e lábios, proeminência frontal da face, mandíbula, alargamento do maxilar com separação dos dentes e má oclusão dentária, sudorese excessiva e dores articulares além de estar associado a doenças metabólicas (Diabetes, HAS, Dislipidemia, Apneia do Sono). Dra. Morgana Regina Rodrigues explica que o tratamento é cirúrgico com a retirada do Tumor. Em 50% dos casos não há cura, sendo necessário o uso de Análogos de Somatostatina (Octreotide e Lanreotide aprovados no Brasil).

Curiosidade: o francês Maurice Tillet, profissional de Luta Livre, que obteve grande sucesso no começo da década de 1940, sendo reconhecido como campeão dos pesos-pesados em Boston pode ter sido inspiração para a criação do personagem Shrek, apesar da produtora nunca ter confirmado. Ele falava 14 idiomas e era portador de uma doença rara chamada Acromegalia. Faleceu aos 51 anos por complicações cardiovasculares associadas a doença.

Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e atua no corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações 3344-3600.

E como fica nosso vínculo agora? Sem amamentar…

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A gravidez é um evento importante na vida das mulheres, traz consigo muitas expectativas para a futura mãe, tais como o crescimento da barriga, a descoberta do sexo da criança, a hora do parto, o desenvolvimento do bebê e a amamentação. No entanto, algumas vezes, tais expectativas não são vivenciadas devido a determinados fatores, tais como, relacionados a saúde da mãe ou do bebê, impossibilitando de amamentar.

O leite materno é o alimento ideal e mais completo para o bebê devido às suas propriedades nutricionais e imunológicas, protegendo o recém-nascido de infecções, diarreia, doenças respiratórias, entre outras e permitindo seu crescimento e desenvolvimento saudável.

Além de oferecer este efeito protetor contra doenças no início da vida do lactente, oferece benefícios psicológicos e auxiliares na formação do vínculo afetivo entre mãe e filho.

São inúmeras as ações e programas de incentivo para a amamentação, no entanto, algumas vezes amamentar não é uma tarefa tão simples e prazerosa e podem surgir obstáculos que dificultem ou até interrompam este processo. As causas dessas dificuldades podem ser inúmeras, de ordem fisiológicas, social ou emocional.

Seja qual for a razão, não amamentar pode trazer muita frustração, sentimento de culpa e de fracasso às mães que sonhavam com essa prática e que se prepararam durante toda a gestação.

Porém, quando isso não for possível, é preciso reconhecer a possibilidade e os avanços que existem a disposição bem como todo o aparato necessário: fórmulas para todas as idades e tipos de metabolismo, mamadeiras anticolicas e antirefluxo e bicos ortodônticos.

Precisamos ressaltar para estas mães que o fator mais importante no ato de amamentar, seja no peito ou mamadeira, é a maneira como é feito. A interação da mãe com o bebê é que realmente faz a diferença no desenvolvimento psicoafetivo da criança.

Portanto a enfermeira Rejane salienta, não queremos desestimular o aleitamento materno, mas sim, ressaltar que  somos diferentes uns dos outros, com sutilezas anatômicas e orgânicas específicas de cada um. Pressão e culpa não ajudam em nada, ao contrário, trazem ansiedade e tensão, e os bebês são muito sensíveis ao estado emocional de suas mães. Não ter amamentado não define a dedicação e a entrega que uma mulher tem por um filho.

Rejane Santini Federle é enfermeira e atua com o Dr. Mario Blaya médico ginecologista e obstetra e Dra. Elenice Mariotto Blaya médica pediatra, junto a Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações 3344-3600.

Você sabia?! O “hormônio do sono” melhora a fertilidade das mulheres

(Dra. Daniela Piccoli explica)

Dra. Daniela 2020

A melatonina, um hormônio produzido pela glândula pineal em nosso cérebro, desempenha um papel importante na fertilidade feminina. Portanto, futuras mamães, tratem de dormir bem!
COMO ISSO ACONTECE?
A Dra. Daniela Maris Piccoli, ginecologista e obstetra explica que, por ser um antioxidante, o hormônio inibe o processo de oxidação. Quando as células se oxidam, elas criam radicais livres que danificam a célula. Ao reduzir a quantidade de danos aos óvulos, a melatonina aumenta a qualidade, levando a taxas de fertilização mais altas durante a fertilização in vitro.
Portanto, as propriedades antioxidantes da melatonina podem ser uma das maneiras pelas quais ela funciona para melhorar os resultados da fertilidade.
Outro possibilidade é através da capacidade da melatonina de regular nosso ritmo circadiano.
Em um estudo feito na Universidade de Harvard, 500 mulheres submetidas à fertilização in vitro foram estudadas quanto ao impacto do trabalho por turnos na fertilidade.
O estudo descobriu que mulheres que trabalhavam apenas durante o dia produziram 2,5 óvulos a mais após o estímulo, em comparação com as mulheres que trabalhavam em turnos noturnos. Os pesquisadores acreditam que a interrupção do ritmo circadiano pode impedir que mais óvulos amadureçam.
Se você apresenta dificuldades para engravidar e problemas para dormir, é ainda mais importante procurar ajuda especializada para obter níveis adequados de melatonina!
Lembrando que a melatonina é importante também para a fertilidade e sucesso gestacional mesmo em mulheres que não irão se submeter à processo de fertilização assistida. Converse com seu ginecologista.
Dra. Daniela Maris Piccoli é ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações 3344-3600.

Você conhece as diferenças entre: creme, loção cremosa, gel, pomada ou solução

(Dra. Laura Costamilam, dermatologista, explica)

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Os produtos como creme, loção, gel, entre outros, são substâncias empregadas para incorporação e entrega de drogas ativas. A escolha do produto relaciona-se à estabilidade do princípio ativo, ao tipo de pele do paciente, à área a ser tratada e à textura ao toque.

Dra. Laura Zambonato Costamilan, médica dermatologista explica que no momento da escolha de um produto, a seleção do produto inadequado pode implicar tanto no resultado quanto na tolerabilidade ao tratamento.

Algumas rápidas considerações sobre veículos rotineiramente prescritos na Dermatologia:
– Pomadas: mistura de substâncias untuosas – apresentam textura densa, até oclusiva, permitindo entrega terapêutica máxima do ativo; ainda, são frequentemente empregadas em áreas irritadas, onde outros veículos podem levar a sensação de ardência.
– Cremes: o meio é composto por água dispersa em substância oleosa – têm consistência pastosa e significativo poder hidratante, além de efeito calmante; representam ótima opção a pacientes com pele ressecada e/ou sensibilizada.
– Loções cremosas: o meio é constituído de substância oleosa dispersa em água – apresentam textura mais fluida, com toque menos “pegajoso” após aplicação (em comparação aos cremes); são designadas, em cosmética, de “leites” e, geralmente, bem aceitas para hidratação do corpo na rotina pós-banho.
– Géis: as partículas são distribuídas em meio gelatinoso – pela ausência de componente gorduroso, são muito agradáveis no contato com a pele e bem tolerados inclusive por pacientes com pele mista ou oleosa.
– Soluções: misturas homogêneas em solventes líquidos – as soluções aquosas são empregadas sob a forma de banhos ou compressas úmidas; já, as soluções hidroalcoólicas são interessantes para entrega de ativos no couro cabeludo, em que a evaporação rápida do produto leva à mínima oleosidade residual.

Dra. Laura Zambonato Costamilan é dermatologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Doze Dicas para prevenir o câncer

(Dr. Johnny Zoppas comenta)

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Hábitos saudáveis podem ser nosso aliado no combate ao câncer. Hoje o Dr. Johnny Dorval Zoppas, clínico geral e cirurgião, dá algumas dicas importantes:

Não fume!   Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Parar de fumar e de poluir o ambiente é fundamental para a prevenção do câncer.

Alimentação saudável protege contra o câncer.   Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados e bebidas adoçadas, pode prevenir o câncer.
Mantenha o peso corporal adequado. Manter um peso saudável ao longo da vida é uma das formas mais importantes de se proteger contra o câncer. A atividade física também contribui para se proteger contra o câncer, além de contribuir para a manutenção do peso corporal saudável.

Pratique atividades físicas. Você pode, por exemplo, caminhar, dançar, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, buscar modalidades como a corrida de rua, ginástica, musculação, entre outras. Experimente, ache aquela modalidade que você goste, aproveite e busque fazer dessas atividades um momento prazeroso e divertido.

Amamente. O aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável. A amamentação até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de vida da criança, protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil.
Preventivo. Mulheres acima de 25 anos devem fazer o preventivo. As alterações das células do colo do útero são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame.

Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos. A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo (Papanicolaou) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do útero.

Vacine contra a hepatite B.  O câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da hepatite B e a vacina é um importante meio de prevenção deste câncer. O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra esse vírus para pessoas de todas as idades.

Evite a ingestão de bebidas alcoólicas.  – Seu consumo, em qualquer quantidade, contribui para o risco de desenvolver câncer.

Evite comer carne processada. Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela… podem aumentar a chance de desenvolver câncer. Os conservantes podem provocar o surgimento de câncer de intestino (cólon e reto) e o sal provocar o de estômago.

Evite a exposição ao sol entre 10h e 16he use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios.
Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho. – Agentes químicos, físicos e biológicos ou suas combinações são causas bem conhecidas de câncer relacionado ao trabalho, e evitar ou diminuir a exposição a estes agentes seria o ideal e desejável.

Dr. Johnny Zoppas é clínico geral e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Como a localização da gordura corporal pode afetar na expectativa de vida

(Dra. Morgana Regina Rodrigues, explica)

Morgana 2019

O excesso de peso está relacionado a um risco aumentado de morte prematura, mas a parte do corpo que carrega a gordura adicionada pode fazer uma grande diferença.

O peso extra em alguns lugares pode realmente diminuir o risco. Uma revisão de 72 estudos prospectivos incluindo mais de dois milhões e meio de participantes com dados sobre gordura corporal e mortalidade foi apresentado recentemente.

Segundo a Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista, a adiposidade central (cintura grande) está consistentemente associada a um maior risco de mortalidade por todas as causas. Cada aumento de 10 cm no tamanho da cintura foi associado a um aumento de 11% no risco relativo de morte prematura. O tamanho da cintura é um indicador da quantidade de gordura visceral, ou seja, gordura armazenada redor dos órgãos internos. Esse tipo de gordura está associado a um risco aumentado de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, câncer e doença de Alzheimer.

Mas o aumento da gordura em dois lugares parece estar associado a um menor risco de morte. Três estudos mostraram que cada aumento de 5cm na circunferência da coxa estava associado a um risco 18% menor de mortalidade por todas as causas. Em nove estudos, um aumento de 10cm de circunferência do quadril de uma mulher foi associado a um risco 10% menor de morte. “O tamanho da coxa é um indicador da quantidade de músculo, que é protetor e a gordura do quadril, não é uma gordura visceral, mas gordura subcutânea, que é considerada benéfica”, afirma Taussef Ahmad Khan da Universidade de Toronto.

Assim, segundo Dra. Morgana, comparando duas pessoas com o mesmo tamanho de quadril, a pessoa com a cintura maior, corre maior risco de mortalidade prematura. A perda do excesso de peso é essencial, mas provavelmente não há como redistribuir o peso, ou perder peso apenas de cintura. É necessário perder peso geral e isso também vai reduzir a gordura central.

Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clinica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

13 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Conscientização da Trombose

Dr. André
No dia 13 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Conscientização da Trombose. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa morre a cada 37 segundos, por complicações de um coágulo sanguíneo. A trombose venosa é uma doença vascular causada pela formação de um trombo – ou coágulo – dentro de uma veia que bloqueia, parcial ou totalmente, o retorno da circulação para o coração no segmento afetado. No Brasil, estima-se que ocorra de um a dois casos de trombose a cada mil habitantes ao ano, ou seja, até 400 mil casos por ano.
De acordo com o Dr. André Lorenzon, cirurgião vascular, cerca de 90% dos casos, acometem as veias dos membros inferiores. Os sintomas mais frequentes são endurecimento da musculatura da panturrilha, dor, inchaço e aumento das veias mais superficiais. A trombose pode causar complicações como a perda de membros e a embolia pulmonar.
No surgimento de quaisquer sinais, Dr. André ressalta a importância de procurar um cirurgião vascular e manter um acompanhamento de rotina. “Ele é o especialista que tem o conhecimento sobre as melhores técnicas de investigação e tratamento e pode, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de identificar, prevenir e tratar este problema.”, esclarece.
Imobilização prolongada, obesidade, varizes, uso de hormônios femininos associados ao tabagismo, pós-cirúrgicos, idade avançada, fase final da gravidez, pós-parto e doenças relacionadas à coagulação sanguínea, como a trombofilia, são os principais fatores de risco para a trombose. O diagnóstico inclui exames clínicos, de sangue e/ou ultrassom Doppler. O tratamento, em maior parte, é realizado com medicamento anticoagulante, repouso com as pernas elevadas e, em alguns cenários, uso de meias elásticas medicinais.
Os médicos associados à SBACV têm acesso diferenciado à informação técnica, cursos de aperfeiçoamento profissional e educação continuada.
Dr. André Lorenzon é cirurgião vascular e atende na Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

ESTRESSE TÓXICO NA INFÂNCIA DURANTE A PANDEMIA

(Dr. Gerson Peres, pediatra, explica)

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A necessidade de permanecer em casa diante da pandemia de COVID-19 foi uma medida extrema que modificou completamente o funcionamento da vida de todos e certamente essa situação de adversidade aumenta muito o estresse, e quando ele é elevado e diário, pode ser tóxico.

Segundo Dr. Gerson Peres, pediatra, o estresse tóxico é definido como um estresse elevado e contínuo, que pode gerar danos irreversíveis ao desenvolvimento neuropsicomotor da criança, além de aumentar os riscos para doenças orgânicas ao longo dos anos. Ele pode acarretar várias consequências a curto prazo, como transtornos do sono, irritabilidade, piora da imunidade, medos, e a médio e longo prazo, como maior prevalência de atrasos no desenvolvimento, de transtorno de ansiedade, de depressão, queda no rendimento escolar e estilo de vida pouco saudável na vida adulta.

A pandemia trouxe a questão relacionada ao incerto por não haver tratamento e uma prevenção para a doença. Além disso, a mudança de rotina causa impacto nas famílias e eleva o estresse e quando isso ocorre, altera todo o contexto do lar. A alteração na postura dos pais, diante da situação que estamos vivenciando, torna o ambiente fragilizado e coloca a criança em risco.

É essencial o suporte das famílias, com o apoio da sociedade, escolas e profissionais de saúde, na prevenção dos prejuízos à saúde e ao desenvolvimento das crianças para que o estresse possa ser tolerável e a família conseguir desenvolver estratégias para ajudar a criança a se reorganizar. Para isso, precisa prover carinho, suporte, acolhimento, tempo de escuta da angústia da criança, além de tentar organizar a rotina de um modo mais organizado e com atividades positivas.

Como dicas, segundo Dr. Gerson, podemos tentar dividir as atividades da criança dentro de casa para que, se possível, cada atividade aconteça em um determinado ambiente ou em um cômodo da casa. Como estudar no quarto, brincar na sala, assim por diante. As crianças precisam de uma rotina estruturada, então, quando ela identifica aquele esquema no qual pode realizar determinada atividade naquele ambiente, isso diminui o seu nível de ansiedade.

Fazer com que as brincadeiras ocorram da forma estruturada pelo máximo de tempo possível. Quando a criança brinca, ela consegue imaginar, fazer resolução de problemas, aumentar seu jogo simbólico e consegue fazer reflexões que irão ajudá-la a superar esse momento.

Os adultos devem realizar momentos de diálogo com seus filhos para discussão das atividades prioritárias do dia a dia, das necessidades básicas da casa, da divisão de tarefas e obrigações, e sobre a situação atual, com linguagem simples e adequada para cada idade da criança.

Definir horários para jogos online com os amigos e para videoconferências com os avós (visualizar os avós em boa saúde pode tranquilizar as crianças). Estimular os avós a terem conversas alegres e momentos de descontração durante os contatos à distância.

Inserir as crianças e adolescentes nas tarefas domésticas respeitando a capacidade de acordo com a idade de cada um através do ensinamento colaborativo e supervisionado.

Reservar um a dois momentos do dia para que os adultos possam se atualizar em relação às informações, sem expor as crianças a conteúdos inadequados. A maioria das informações repassadas pelas mídias são direcionadas para o público adulto e cabe aos pais limitar o acesso das crianças, repassando o que for necessário com linguagem adequada.

Incluir na agenda pausas durante o dia para que a família possa estar unida de forma alegre e prazerosa. Os jogos pedagógicos, que permitem trabalhar com conceitos de números e letras são boas opções. Entre os sites para encontrar esse tipo de jogo gratuito, estão o Games Educativos e o Jogos Para Crianças.

Os pilares da saúde e do desenvolvimento precisam ser respeitados e o momento não é de férias e sim de uma situação emergencial transitória de reorganização do formato em que as atividades cotidianas devem ser cumpridas, para isso seja você o modelo de comportamento que espera de seus filhos.

Dr. Gerson Peres é médico pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Miomas: a importância de se discutir alternativas à histerectomia

(Dr. Mario Blaya explica)

Dr. Mario - abril 2020

Desafio para mulheres, em todo o mundo, mioma é um tumor uterino benigno que atinge, ao menos, 50% delas ao longo da fase reprodutiva. Assintomático em metade dos casos, o mioma tende a se manifestar por meio de fortes dores abdominais, sangramentos (que podem ser confundidos com aumento do fluxo menstrual) e aumento do volume abdominal. Por trás desses sintomas aparentemente comuns está uma doença que, somente no Brasil, resulta em cerca de 300 mil cirurgias anuais para remoção do útero, segundo o Ministério da Saúde.

O ginecologista Dr. Mario Blaya, explica que os miomas são diagnosticados por meio de avaliação da história clínica da paciente, exames clínicos e exames de imagem. O tratamento tende a buscar o controle dos sintomas, como forma de preservar o útero e possibilitar a gestação. Segundo ele, cerca de 20% das mulheres que fazem tratamento apresentam recidiva da doença, em até cinco anos.

O tratamento pode ocorrer ainda por meio cirúrgico. Neste caso, Dr. Mario explica que há a miomectomia (retirada só do mioma) e a histerectomia, a remoção parcial ou total do útero. “A histerectomia não prejudica a vida sexual, hormonal, nem impacta a saúde da bexiga e intestino. Contudo, fecha um ciclo na vida da mulher ao não possibilitar que ela desenvolva uma gravidez. Por isso, esse método é indicado quando a paciente está de acordo e deseja essa solução definitiva. Hoje a histerectomia é a segunda cirurgia de médio e grande porte mais realizada em mulheres, em todo o mundo. É importante que se discuta alternativas quando há essa possibilidade clínica”.

 Dr. Mario Blaya é ginecologista e obstetra integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica e responsável técnico pela Saúde Center Fertilidade, de Tapejara.  Informações pelo telefone 3344-3600.

Cardiologista Dra. Mariza Rosa participa de Congresso online para atualizações sobre cuidados cardiovasculares

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 ESC Congress 2020 foi realizado online, mantendo o intercâmbio científico e colocando a comunidade médica para mostrar as atualizações sobre os cuidados cardiovasculares.

Durante os quatro dias de evento, dez tópicos foram transmitidos simultaneamente durante o evento e um deles exclusivamente dedicado a estudos sobre a Covid-19.

A Dra. Mariza Garcia Rosa, médica cardiologista participou deste congresso. Segundo ela, vários temas foram abordados e vários estudos foram concluídos e divulgados neste evento. Ela destacou algumas novidades:

Foram feitos estudos com algumas novas medicações que seriam usadas para diabetes e se descobriu que eles melhoram a força cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca com função diminuída. Nesse estudo foi visto que eles podem ser usados tanto em pacientes diabéticos quanto não diabéticos.

Neste mesmo grupo de remédios, certificou-se que eles também melhoram a função renal do paciente, diminuindo a progressão da doença.  Então estes remédios poderão ser usados tanto em pacientes com função cardíaca ruim, quanto com já alteração da função renal, beneficiando tanto diabéticos, quanto não diabéticos.

Outro fato importante abordado neste Congresso foi a Fibrilação Arterial, uma arritmia muito comum. Pesquisas alertaram médicos da importância de se conversar muito com os pacientes, pois precisa encontrar e tratar a causa (o que leva a essa arritmia) que podem ser várias causas, como obesidade, apneia do sono… e o importante: incentivar atividade física e mudanças de estilo de vida.

Para os pacientes com COVID, no início da pandemia se achava que não deveriam ser usados alguns remédios para pressão, como Enalapril e Losartana, porque poderia ter um pior prognóstico, mas um estudo Brasileiro foi realizado com pacientes que usam estes remédios e que podem continuar, pois não apresentou nenhum malefício.

Dra. Mariza Garcia Rosa, é médica cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo Telefone 3344-3600.