Acne no adulto e a importância do acompanhamento hormonal

Morgana 2019

 

A acne, alteração de pele comum na adolescência, pode também surgir em mulheres na vida adulta. Dados epidemiológicos em países ocidentais sugerem que a prevalência de acne em adultos com mais de 25 anos é de aproximadamente 50%, com predominância feminina.

Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista, explica que muitas vezes acontece por persistência da acne juvenil, mas em outros casos são alterações hormonais da idade adulta que justificam o aparecimento da acne.

A Síndrome dos ovários policísticos é uma das principais causas de aparecimento da acne da mulher adulta. Está associada com irregularidade da menstruação e ganho de peso, além de desenvolvimento de pré-diabetes.

Alterações nas glândulas suprarrenais, que produzem os hormônios masculinos e aumento da sensibilidade da pele a estes hormônios também devem ser investigadas, além é claro, de acompanhamento com Dermatologista para o tratamento local da acne”, explica a médica.

Além das alterações hormonais, o desenvolvimento e a gravidade da acne podem estar associados a predisposição genética, uso de produtos cosméticos, tabagismo, estresse, exposição à poluição e o comportamento alimentar.

Recente publicação de um estudo francês NutriNet-Santé avaliou a associação do consumo de produtos gordurosos e açucarados, bebidas açucaradas e leite e a presença de acne em adultos. O resultado do estudo foi de uma possível associação em virtude da alta carga glicêmica, que aumenta os níveis circulantes de IGF-1 e insulina, gerando aumento de estresse oxidativo e inflamação, além de aumento na produção de sebo, responsáveis pelo desenvolvimento de acne.

Assim, a avaliação do Endocrinologista é fundamental, pois através do exame clínico e exames laboratoriais faz-se o correto diagnóstico, além de propor o tratamento adequado para corrigir o distúrbio hormonal e outras possíveis causas.

Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Primeira consulta com ginecologista

(Dr. Mario Blaya dá algumas orientações importantes)

Dr. Mario - abril 2020

Há um tempo atrás as meninas menstruavam mais tarde e iam pela primeira vez ao ginecologista, já casadas, depois que engravidavam. Antes disso, só consultavam um médico, na maior parte das vezes um clínico geral, se tivessem algum problema sério de saúde.

Atualmente, as meninas menstruam mais cedo e o início da vida sexual é mais precoce. “Teoricamente, antes que isso aconteça, é o momento ideal para a primeira consulta ao ginecologista”, afirma o Dr. Mario Blaya, ginecologista e obstetra.

A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO MATERNA

Descobrir a época certa da primeira consulta ao ginecologista depende muito da menina ou da adolescente. O primeiro passo é orientar as mulheres para que orientem bem suas filhas. Por isso, é fundamental a mãe estar preparada para transmitir à filha a informação necessária a fim de que não se assuste com a menstruação.

A partir do momento em que a menina menstruou, se sentir necessidade, deve ser levada ao ginecologista. Nunca deve ser levada à força, contra vontade. A maneira como a mãe encara a imagem do médico ao longo da vida, é de fundamental importância. Uma sugestão é a garota ir com a mãe a uma das consultas não como cliente, mas como simples acompanhante.

Dr. Mario Blaya alerta que talvez não seja um problema, mas a adolescente precisa conhecer seu ciclo menstrual. Por isso, deve marcar a data das menstruações, quanto duraram e se o fluxo foi abundante ou não. Dessa forma, no fim do ano, conseguirá organizar os dados necessários para estabelecer o padrão de seu ciclo menstrual.

Têm ocorrido mudanças no amadurecimento do aparelho reprodutor feminino. Existe mesmo uma antecipação na idade da primeira menstruação. O grande problema não é o amadurecimento do aparelho reprodutor. É a maturidade emocional da menina. Embora sejam muito mais maduras que os meninos da mesma idade, muitas não estão prontas para iniciar a vida sexual e não é pequeno o número das que engravidam. O problema não é físico, é de maturidade”, esclarece o médico

As mães devem orientar suas filhas a respeito da importância da consulta ao ginecologista. Na verdade, tudo depende de como a mãe apresenta o problema.

Dr. Mario Blaya é ginecologista e obstetra integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica e responsável técnico da Saúde Center Fertilidade. Informações pelo telefone 3344-3600.

Você planeja realizar uma cirurgia plástica, mas ainda não decidiu quando?

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Saiba que o INVERNO é a melhor época do ano para fazer uma intervenção cirúrgica. Isso acontece porque os meses mais frios proporcionam um conjunto de vantagens ao paciente. Confira!

CLIMA  – Cirurgias como lipoaspiração e abdominoplastia necessitam do uso de roupas e modeladores específicos. Nos dias mais frios, a utilização desses utensílios pode ser mais confortável e discreta, já que as blusas e os casacos costumam esconder bem esses acessórios. Inchaços e sangramentos também podem ser atenuados com as temperaturas mais baixas, visto que o calor favorece a dilatação dos vasos sanguíneos e a retenção de líquidos. Além disso, dias mais frios diminuem a exposição ao sol. Isso ajuda no cuidado com as cicatrizes, uma vez que quando expostas ao sol, as cicatrizes podem resultar em hiperpigmentação e dificilmente são clareadas depois;

RECUPERAÇÃO –  Até o verão você terá alguns meses para se recuperar e exibir sua nova forma. As cirurgias plásticas costumam não ter resultados imediatos e exigem cuidados especiais até que o paciente possa retomar as atividades habituais. Além do mais, algumas intervenções necessitam de tratamentos estéticos posteriores para ajudar na recuperação, como o caso da drenagem linfática pós-cirúrgica;

No entanto, é sempre importante lembrar que as outras estações do ano não são contraindicadas para a realização de cirurgias plásticas, Ok? Basta que o paciente siga corretamente as orientações médicas e tenha o tempo adequado para o pós-operatório.

Dr. Bruno Blaya é cirurgião plástico e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações 3344-3600.

 

Dr. Bruno Blaya | CRM/ RS 35691 | RQE/ RS 31926

Como aumentar a imunidade da gestante

(Dra. Daniela Maris Piccoli explica)

Dra. Daniela 2020

Algumas das mudanças que acontecem no corpo de uma mulher durante a gravidez são bem óbvias e visíveis, como por exemplo, os enjoos matinais e inchaços.

Essas alterações fazem parte da natureza e preparam o corpo da mulher para uma gravidez de sucesso.

Mas a Dra. Daniela Maris Piccoli, ginecologista e obstetra revela que, o que muita gente não sabe é que a gestação também altera a imunidade e para mantê-la em alta, fique de olho na sua alimentação!

Uma dieta balanceada é a chave para uma imunidade alta, tanto da mamãe, quanto do bebê. É necessário tirar da lista de compras os enlatados, industrializados e refrigerantes, que inflamam o organismo.

Priorize as frutas, legumes e verduras. Iogurtes naturais também são ótimos aliados para manter a imunidade alta!

Além da alimentação ruim, o estresse e a fumaça de cigarros/cachimbos também são prejudiciais. Fique longe, assim como das bebidas alcoólicas. Importante também realizar algum exercício físico e ter um sono tranquilo e restaurador.

Com acompanhamento médico, você conseguirá manter uma dieta saudável e cuidar da sua saúde e do seu bebê!

Dra. Daniela Maris Piccoli é médica Ginecologista e Obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Campanha de vacinação contra a gripe segue até 30 de junho

(Dra. Elenice alerta para a importância da vacinação)

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O Ministério da Saúde prorrogou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe para até 30 de junho, em todo o país. A terceira e última fase tem prioridade aos grupos formados por pessoas com deficiência, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, professores e pessoas de 55 a 59 anos de idade.

“É fundamental que as pessoas que fazem parte dos grupos de riscos, que ainda não se vacinaram, procurem os postos de saúde. A vacina é importante para reduzir complicações e óbitos por influenza”, enfatiza a Dra. Elenice Mariotto Blaya, médica pediatra.

A vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus, porém, neste momento, irá auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a COVID-19, já que os sintomas são parecidos, ajudando a reduzir a procura por serviços de saúde.

Em relação à vacina contra a gripe, uma das mais seguras e eficientes no quesito da prevenção, estudos demonstram que a mesma reduz entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da doença.

A pediatra explicou que, vacinando os pequenos, além de protegê-los diretamente da doença, é possível resguardar também os adultos que com eles convivem, uma vez que a gripe é transmitida de forma respiratória. Dra. Elenice ainda advertiu que, apesar das crianças poderem ser assintomáticas para Covid-19, isso não tem nenhuma relação com a vacinação contra a gripe.

Dra. Elenice Mariotto Blaya é médica pediatra e faz parte do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Os perigos dos distúrbios da tireoide na gravidez e na fertilidade

(Dra. Morgana Regina Rodrigues, endocrinologista, explica)

Morgana 2019

 Levantamento, encomendado pela farmacêutica Merck e realizado pela YouGov, mostra que a maior parte dos entrevistados não sabe que o hipertireoidismo e o hipotireoidismo elevam o risco de complicações para a mãe e o bebê na gestação — e também podem levar à infertilidade.

A Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista, conta que “O resultado trouxe um alerta sobre a necessidade de conscientizar mais a população sobre os impactos que a falta de diagnóstico pode ocasionar para mães recentes e seus filhos”.  A especialista acredita que o dado mais alarmante é o de que menos da metade dos entrevistados (48%) julgavam ser importante examinar a tireoide das mulheres durante a gestação.

O sucesso da gravidez depende do funcionamento adequado do sistema endócrino — o conjunto de glândulas que produzem hormônios. “Entre 8% e 12% de todos os abortos espontâneos resultam de fatores endócrinos”, avisa Morgana. De acordo com a médica, mulheres com hipotireoidismo não tratado possuem maior probabilidade de experimentar complicações na gestação, especialmente pré-eclâmpsia e aborto.

 Outro dado levantado é o de que 55% dos respondentes não sabiam que recém-nascidos precisam ser avaliados para checar a presença do hipotireoidismo congênito, que compromete o desenvolvimento. Esse diagnóstico é feito através do teste do pezinho.

Dra. Morgana explica que, quando a glândula não está trabalhando adequadamente, os ovários e os testículos sofrem. “Há uma redução das taxas de concepção e um risco aumentado de hemorragias”.

E atenção: o sexo feminino é mais atingido por problemas na tireoide. “Uma em cada oito mulheres os desenvolve. A prevalência é maior por motivos ainda não totalmente esclarecidos e aumenta com o passar dos anos”, informa Morgana.

A detecção do hipo e do hipertireoidismo não é muito complexa. Basta realizar um exame de sangue com dosagem do hormônio tireoestimulante (TSH) — se o médico receitar, claro. Converse com ele sobre o assunto.

“Para quem possui histórico familiar desses problemas, é necessário fazer a avaliação com mais frequência, pelo menos uma vez ao ano. Os testes também são importantes no primeiro trimestre da gravidez e no pós-parto, bem como em recém-nascidos”, complementa Morgana.

A boa notícia é que os distúrbios da tireoide são tratáveis. E, uma vez controlados, o risco de interferirem na fertilidade ou na gestação cai drasticamente.

Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Pediatra dá dicas de nutrição em tempos de coronavírus

(Dra. Elenice segue orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria)

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O Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou a nota de alerta “Nutrição em tempos de COVID-19”, com dicas de alimentação saudável em tempos de pandemia.

Segundo a Dra. Elenice Mariotto Blaya, médica pediatra, o cuidado com a alimentação de crianças e adolescentes, bem como para os adultos, deve ser contínuo, independentemente de estarem com alguma doença ou não. Uma dieta variada que inclua os diferentes grupos como frutas, hortaliças, proteínas (de fonte animal e vegetal) carboidratos e gorduras em porções balanceadas é o ideal.

A nota da Sociedade Brasileira de pediatria alerta também que a baixa exposição aos raios ultravioleta pode causar ou agravar a deficiência de vitamina D. Portanto, deve-se dar atenção especial àqueles alimentos que atuam na manutenção e/ou fortalecimento da imunidade e que a deficiência de ingestão, absorção ou aproveitamento destes nutrientes contribui para a deficiência do sistema imunológico com consequente aumento do risco de adoecer e de agravar doenças existentes.

“A ingestão adequada dos grupos alimentares, é suficiente para manter a saúde, não sendo necessárias suplementações na maioria dos casos, esclarece a pediatra Dra. Elenice.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya é médica pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

7 dicas para manter o sono em dia durante a quarentena

(Dr. Johnny dá dicas importantes)

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A pandemia do novo coronavírus trouxe uma realidade com a qual não estávamos acostumados. Muitos trabalhadores que não atuam em serviços essenciais estão em casa, e as crianças estão sem aulas nas escolas. Dr. Johnny Dorval Zoppas afirma que a quarentena é importante para evitar disseminação do vírus, mas se adaptar a uma nova rotina não é tão simples, e pode ter consequências na saúde mental, na alimentação e no sono.

O período de confinamento causa uma ansiedade maior que o normal, e isso pode levar a noites mal dormidas. E dormir mal pode causar redução da imunidade, alterações no humor, aumento do estresse, dores de cabeça e até maior vulnerabilidade a problemas cardiovasculares. Ter boas noites de sono faz toda a diferença na qualidade de vida. Por isso, Dr. Johnny separou algumas dicas para ajudá-lo a dormir bem durante a quarentena:

1 – CRIE E SIGA NOVAS ROTINAS

Ter uma rotina ajuda a ajustar o relógio biológico. Se você está trabalhando em casa neste período de quarentena, defina as horas do dia que serão dedicadas ao trabalho e as horas que serão dedicadas a outras atividades, como tarefas de casa e cuidados pessoais.

2 – PROCURE DORMIR E ACORDAR NO MESMO HORÁRIO

Tente se organizar para ir para a cama todos os dias na mesma hora, assim será mais fácil acordar na mesma hora. Lembre-se de dormir pelo menos de 7 a 8 horas por noite e evite longas sonecas ao longo do dia para não perder o sono à noite.

3 – EVITE O CONSUMO DE BEBIDAS ESTIMULANTES À NOITE

Bebidas que contêm cafeína (como café, chás e chocolates) devem ser evitadas algumas horas antes de dormir, já que possuem efeito estimulante e dificultam o sono. Evite também bebidas alcoólicas antes de ir para a cama.

4 – NÃO COMA ANES DE DEITAR

Procure jantar algumas horas antes de se deitar para dormir, para que a digestão seja completa. O ideal é priorizar alimentos leves à noite, e evitar aqueles muito gordurosos. Comidas muito pesadas podem causar refluxo e outros sintomas gástricos, atrapalhando o sono.

5 – CUIDE DA SUA SAÚDE MENTAL

Para aliviar a ansiedade e o estresse, fatores que prejudicam a qualidade do sono, mantenha contato com amigos e familiares pela internet ou telefone; faça atividades de que gosta, como cozinhar, dançar ou escrever (a escrita pode ser muito útil nesses momentos); e controle o consumo de informações.

6 – EVITE APARELHOS ELETRÔNICOS ANTES DE DORMIR

A exposição às telas antes de dormir é ruim porque a luz dos aparelhos eletrônicos interfere na produção de melatonina, hormônio que ajuda a regular o sono.

7 – FAÇA EXERCÍCIOS FÍSICOS DURANTE O DIA

A atividade física é importante aliada da saúde mental. O exercício libera hormônios que ajudam a combater a depressão e a ansiedade e aumentam a sensação de bem-estar, e tudo isso tem impacto em nossa rotina de sono.

Estas são algumas das dicas do Dr. Johnny Dorval Zoppas, médico clínico e cirurgião, integrante da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Imunizações e Diabetes Mellitus

(Endocrinologista Dra. Morgana R. Rodrigues explica)

Morgana 2019

Pessoas portadoras de Diabetes Mellitus apresentam maior risco de infecção fúngica, viral e bacteriana, que podem aumentar a morbidade e mortalidade. A imunização desses pacientes é, portanto, importante estratégia de proteção de saúde e de promoção de qualidade de vida.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e de Imunizações (SBIm) recomenda para pessoas com Diabetes as seguintes vacinas: Influenza, Pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13), Pneumocócica polissacarídica 23 (VPP23), Hepatite B, Varicela e Herpes Zoster.

A médica Endocrinologista Morgana Regina Rodrigues esclarece que no Brasil, em 2018, do total de mortes por Influenza (gripe), 76% foram indivíduos pertencentes aos grupos de risco. Desses, 23% tinham Diabetes Mellitus. Entre 2012 e 2018 houve uma média de 4.653 casos por ano de Síndrome Respiratória Aguda Grave por Influenza. Entre 2009 e 2018 a média por ano de óbitos por Influenza foi de 900 casos.

Já a Pneumonia Pneumocócica tem risco 1,4 vez maior e até 4,6 vezes maior para doença pneumocócica invasiva em portadores de diabetes.

O Herpes Zoster tem um risco três vezes maior em pessoas com diabetes e idade acima de 65 anos. Em mais jovens, o risco foi 1,5 vez maior.

O Diabetes tipo 2 duplica a possibilidade de complicações hepáticas em portadores crônicos do vírus da Hepatite B. Além disso, a infecção pelo vírus da Hepatite B aumenta a probabilidade de complicações crônicas do Diabetes.

Dra. Morgana lembra que no dia 16 abril iniciou, no Brasil, a vacinação da Gripe nas pessoas portadoras de doenças crônicas. Em virtude do que foi exposto acima, é recomendado que todas as pessoas com Diabetes façam a Vacina da Gripe. Lembrando alguns pontos:

– Existe a Vacina Trivalente (fornecida pela SUS) constituída pelo H1N1, H3N2, linhagem de influenza B (Victoria) e a Tetravalente (fornecida pela rede privada, mais efetiva) constituída por H1N1, H3N2, linhagem de influenza B (Victoria e Yamagata);

– Ela não protege contra SARS-CoV 2 (COVID-19);

– É constituída por vírus inativo, portanto, não gera quadros de gripe e pneumonia após sua aplicação;

– Não há contraindicação de realização. Pessoas com alergia a proteína do ovo podem fazer a Vacina da Gripe

– A vacinação é anual.

Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e faz parte do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Anemia não é só falta de ferro

(Hematologista Dra. Moema Nenê Santos explica)

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A falta de disposição, o cansaço e a dificuldade de concentração podem ser sintomas normais da correria do dia, mas eles também podem sinalizar outro problema que, muitas vezes, não recebe a devida atenção: a anemia. A doença tem como característica a diminuição dos glóbulos vermelhos ou melhora nos níveis de  hemoglobina no fluxo sanguíneo. Muita gente associa o diagnóstico à falta de ferro, mas esse não é o único tipo de anemia que existe, explica a Dra. Moema Nenê Santos, médica Hematologista.

A anemia ferropriva é a forma mais comum da doença. Ela surge quando o ferro não está presente no corpo em níveis adequados, o que diminui a produção dos glóbulos vermelhos, que transportam o oxigênio pelo corpo. Já a anemia hemolítica é mais complexa. Ela ocorre quando os glóbulos vermelhos se destroem antes que o próprio organismo o recomponha por meio da produção que é feita pela medula óssea. Essa doença pode ter origem genética ou surgir de outras doenças e tratamentos de saúde.

A anemia falciforme e talassemias são outros tipos hereditários da doença, conhecidos como hemoglobinopatias. Sua característica é uma alteração nos glóbulos vermelhos alterados. Essa alteração no formato torna as células sanguíneas mais frágeis e fáceis de se romper. As anemias aplásicas são mais raras e graves. Ambas são hereditárias ou estão associadas à alteração produção de sangue pela medula óssea. Na primeira, a quantidade de glóbulos vermelhos produzida pelo corpo não é suficiente. Na segunda, o organismo produz anticorpos que atacam as células da medula óssea. Por fim, temos as anemias macrocíticas, que surgem quando o corpo não absorve ou há perda da vitamina B12 e folatos, o que reduz os glóbulos vermelhos no sangue.

Possuímos também as anemias secundarias a doenças crônicas e também por infiltração ou malformação da medula óssea.

A Dra. Moema explica que os principais sintomas das anemias são o cansaço, irritabilidade, falta de apetite, palidez, olhos amarelados, dificuldade de aprendizagem nas crianças, falta de ar e/ou tontura, dor de cabeça, no peito e nas pernas e mãos e pés frios e/ou formigamento nessas regiões. Ao sentir qualquer um desses sintomas, procure um profissional da saúde.

Dra. Moema Nenê Santos é médica Hematologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.