A cada dia, mais de 20 crianças e adolescentes são diagnosticadas com câncer somente pelo SUS

(A Pediatra, Dra. Elenice comenta:)

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Todos os dias, mais de 20 crianças e adolescentes (com idades de zero a 19 anos) são diagnosticadas com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O alerta é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que chama a atenção para a necessidade do diagnóstico precoce da doença que mais mata nesta faixa etária. Ao analisar os dados apresentados, a SBP identificou que mais de 41 mil crianças e adolescentes receberam resultados positivos de exames para identificar neoplasias entre 2013 e novembro deste ano.

Para a presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva, os números confirmam a importância da detecção do câncer em seus estágios iniciais, o que melhora as chances de cura, aumenta a possibilidade de sobrevida e impacta na qualidade de vida dos pacientes. “É importante valorizar as queixas das crianças e levá-las regularmente ao pediatra. Na maioria das vezes, elas sinalizam para doenças comuns da infância, mas em alguns casos pode ser uma condição mais séria”, pontua.

Segundo ela, o pediatra tem papel essencial no diagnóstico do câncer. Para tanto, considera fundamental que os pais ou responsáveis realizem as consultas pediátricas regulares, visando a identificação precoce da doença. “Nas crianças, geralmente as doenças se apresentam com sintomas inespecíficos, semelhantes aos de transtornos comuns da infância. Isso pode levar a retardo no diagnóstico de câncer. Infelizmente, baseado nos dados dos registros consolidados, muitos pacientes no Brasil ainda são encaminhados aos centros de tratamento com a doença em estágio avançado”, destacou.

Por sua vez, a Dra. Elenice Mariotto Blaya, pediatra, aponta para um fator relevante na análise do câncer infanto-juvenil. Segundo conta, ao contrário do que acontece com a população adulta, em crianças e adolescentes, não há evidências científicas, até o momento, de associação clara entre a doença e fatores ambientais. “Por isso o diagnóstico precoce e o tratamento em centros de referência em oncologia pediátrica são tão importantes. O câncer nesta faixa etária deve ser diagnosticado e tratado o mais precocemente possível, pois comparativamente com adulto, ele tende a apresentar menores períodos de latência, crescer quase sempre rapidamente e ser geralmente invasivo”, alertou.

Ela enfatiza, também, que a sobrevida estimada no Brasil por câncer na faixa etária entre zero e 19 anos é de 64%, segundo dados disponibilizados pelo Instituto Nacional do Câncer. Informa ainda que “é imprescindível nas primeiras décadas de vida difundir o conhecimento sobre os efeitos dos fatores de risco na expectativa média de vida da população, além de desenvolver estratégias preventivas que envolvam diversos setores da sociedade, visando à mudança de modos de vida baseada em evidências para prevenção do câncer na idade adulta”.

Os números do Ministério da Saúde mostram ainda que, no período avaliado, os diagnósticos mais recorrentes entre o público de zero a 19 anos foram de leucemia linfoide (7.838), neoplasia maligna do encéfalo (3.336), doença de Hodgkin (2.724) e leucemia mielóide (2.632). Para essa faixa etária, a modalidade terapêutica mais indicada foi a quimioterapia (26.564), seguida de cirurgia (5.458).

A Dra. Elenice Mariotto Blaya é médica pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Febre em adultos e crianças: quando procurar o médico?

(Dr. Johnny Zoppas esclarece)

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O que vem à sua mente quando falamos sobre febre? É provável que você pense automaticamente em “doença”, já que as duas palavras estão intimamente ligadas. Essa ideia não está totalmente incorreta: no caso de crianças, por exemplo, a febre costuma ser, na maioria dos casos, uma resposta do organismo a uma infecção benigna, não devendo ser motivo de preocupação ou ansiedade.

Segundo Dr. Johnny Zoppas, médico clínico e cirurgião, a febre, no geral, é um bom sinal: trata-se de um indício de que o nosso organismo está combatendo a infecção – e isso vale para crianças e adultos, igualmente. Também é importante ressaltar que nem todo aumento de temperatura significa febre.

Mas afinal, a febre deve ser tratada ou não? Dr. Johnny lembra que, em primeiro lugar, devemos lembrar que a febre é um sintoma, e não uma doença. Por isso, o mais importante é investigar o que está por trás do aumento da temperatura corporal, como uma infecção, resposta do organismo à imunização ou até mesmo excesso de roupas e agasalhos, principalmente no caso de recém-nascidos.

Febre: quando procurar o médico?

Apesar da febre poder ter um efeito benéfico ao estimular mecanismos de defesa do organismo contra a infecção, é importante estar atento a alguns sinais de alerta. Eles podem indicar algo mais grave do que uma simples virose e devem ser avaliados pelo pediatra ou médico de confiança, que irá orientar um tratamento individualizado, a fim de combater a verdadeira causa por trás da febre.

Manejo da febre

É fundamental manter o controle e investir em alguns cuidados que garantem mais conforto e bem-estar durante a apresentação do sintoma. A dica do Dr. Johnny é manter o ambiente ventilado, usar roupas leves e ingerir líquidos para compensar a desidratação causada pela febre ou doença em questão.

O antitérmico também pode ser oferecido nessas condições, como um método eficaz para diminuir a febre e aliviar o desconforto causado por ela. Outras iniciativas caseiras, como banhos frios e aplicação de compressas de álcool, não são recomendadas e podem trazer ainda mais mal-estar para aqueles que estão com febre. Se os sintomas não melhorarem, vá ao consultório médico mais próximo.

Dr. Johnny Zoppas é médico clínico geral e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

É HORA DE COMBATER O MOSQUITO AEDES AEGYPTI

(Dr. Johnny Zoppas dá dicas importantes)

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Os números de casos prováveis de dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, aumentaram no Brasil, em 2019.  Dados do Ministério da Saúde apontam um crescimento de aproximadamente 600% no número de casos de dengue, 44% de chikungunya e 47% de zika, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A nova ação de combate ao mosquito do governo tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância de fiscalizar e eliminar possíveis criadouros. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Kleber, destaca que a responsabilidade é de todos, cidadãos e gestores, e convoca toda a população para acabar com o mosquito.

Para que o número de casos de dengue, zika e chikungunya sejam reduzidos em todos os estados do Brasil, é preciso ter atitudes rotineiras de eliminação dos focos, como mutirões de limpeza no bairro, descarte de recipientes que acumulem água em quintais e dentro de casa, além da vedação adequada dos reservatórios de água, como alerta o médico Dr. Johnny Dorval Zoppas.

“A principal prevenção – para as três doenças – se refere à transmissão. A primeira coisa é quanto à eliminação dos criadouros dos mosquitos. Então qualquer objeto, qualquer coisa que possa acumular água parada, especialmente água limpa, mas não só água limpa, dentro dos quintais, dentro de casa, mesmo em apartamento, em locais de trabalho, pode se transformar em um criadouro para o mosquito Aedes aegypti. É um mosquito que gosta de ficar perto das pessoas. Então, é importantíssimo que haja um esforço de todos para eliminar essas condições que favorecem a proliferação do mosquito”, comenta Dr. Johnny.

Em caso de suspeita, com o surgimento de qualquer sintoma, é importante procurar seu médico ou o serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Dr. Johnny D. Zoppas é clínico geral e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Quero ser doador de órgãos. O que fazer?

(Dr. Johnny Zoppas explica:)

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Se você quer ser doador de órgãos, primeiramente avise a sua família. Os principais passos para doar órgãos são:

  • Para ser um doador, bastaconversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.
  • No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.

Pela legislação brasileira, não há como garantir efetivamente a vontade do doador, no entanto, observa-se que, na grande maioria dos casos, quando a família tem conhecimento do desejo de doar do parente falecido, esse desejo é respeitado. Por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários. Essa é a modalidade de consentimento que mais se adapta à realidade brasileira. A previsão legal concede maior segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para o receptor e para os serviços de transplantes.

A vontade do doador, expressamente registrada, também pode ser aceita, caso haja decisão judicial nesse sentido. Em razão disso tudo, orienta-se que a pessoa que deseja ser doador de órgãos e tecidos comunique sua vontade aos seus familiares.

Dr. Johnny Dorval Zoppas, médico clínico geral e cirurgião, explica que os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Quais são os tipos de doador?

Existem dois tipos de doador.

  • 1 – O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.
  • 2 – O segundo tipo é o doador falecido.São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

O Dr. Johnny reitera: “Se essa é a sua vontade, comunique a sua família. É ela a responsável pela doação”.

Dr. Johnny Zoppas é médico clínico geral e cirurgião e atende na Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Apenas 15% dos adolescentes brasileiros se exercitam o suficiente, diz OMS

(Dra. Elenice M. Blaya comenta)

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Oito em cada dez crianças e adolescentes de 11 a 17 anos não realizam atividade física suficiente. No Brasil, o percentual é ainda maior: 84% dos adolescentes nessa faixa etária são menos ativos do que deveriam. Os dados mostram ainda que não houve nenhuma melhora significativa nesses níveis nos últimos 15 anos.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya, médica pediatra, revela que essa conclusão é do primeiro estudo comparativo sobre o tema, lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados são de 2016 e analisam 1,6 milhões de jovens em 146 países.

Para a OMS, o ideal é que jovens nessa faixa etária façam pelo menos 60 minutos de atividade física moderada cinco vezes por semana. A organização destacou a diferença nos níveis de atividade física de meninas e meninos no país: “É preciso estimular atividades físicas que despertem o interesse feminino e também investir na criação de espaços onde as meninas se sintam seguras para praticar esportes”, dizem os pesquisadores.

Enquanto 78% dos meninos brasileiros fazem menos exercício do que deveriam, o percentual é de 89% entre as meninas – uma diferença de 11 pontos percentuais. Apenas um em cada três países pesquisados registraram diferença de mais de 10 pontos percentuais entre os sexos.

Diferença entre meninos e meninas

Em relação a 2001, a OMS registrou no Brasil uma pequena melhora nos índices de atividade física nos meninos e uma piora entre as meninas. Naquele ano, 80% dos meninos faziam menos exercício do que o recomendado; em 2016, eram 78%. Entre as meninas o índice subiu de 89,1% que não seguem as recomendações em 2001 para 89,4% em 2016.

Mais de 70% dos países analisados registraram um aumento na diferença entre meninos e meninas na comparação ente 2001 e 2016. No Brasil, a diferença foi de 9 para 11 pontos percentuais.

Razões para o sedentarismo

Entre os motivos que podem estar por trás da inatividade, segundo a

Dra. Elenice, está o aumento no uso de equipamentos eletrônicos pelos jovens, segundo a OMS. Outra possibilidade é a falta de estímulo para o exercício no ambiente escolar, que tem um papel importante na vida de jovens entre 11 e 17 anos.

Dra. Elenice Mariotto Blaya, pediatra, integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Você sabe o que é adenomiose?

(Dra. Daniela M. Piccoli explica sobre a doença)

Dra. Daniela

Muitas pessoas sabem o que é a endometriose, doença que afeta entre 10% a 15% das mulheres, que menstruam, durante o período da vida e pode provocar muita cólica menstrual, dor durante as relações sexuais e, eventualmente, dificuldade para engravidar. A endometriose é definida pela presença do endométrio (tecido que reveste o útero por dentro) fora do útero, formando lesões em locais como os ovários, o fundo vaginal, o intestino e a bexiga.

Mas, segundo Dra. Daniela Maris Piccoli, ginecologista e obstetra, há outro problema muito mais comum que a endometriose, também relacionado ao endométrio: a adenomiose. Esta doença é caracterizada pela presença do endométrio infiltrando o músculo uterino e pode ocorrer em até metade das mulheres, principalmente após os 40 anos. Os principais sintomas que podem surgir são cólicas menstruais e aumento da quantidade e da duração do fluxo menstrual, além de também ter papel em alguns casos de infertilidade. Porém, vale a pena saber que boa parte das mulheres que tem adenomiose não apresenta qualquer sintoma e, muitas vezes, esse diagnóstico aparece em exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal ou a ressonância magnética.

Segundo a Dra. Daniela, essa é uma informação importante! Ao receber o diagnóstico de adenomiose, um tratamento hormonal pode ser indicado para mulheres com sintomas, mas não para aquelas assintomáticas. Por vezes, até procedimentos cirúrgicos são necessários, se as medicações não trouxerem resultados. Mas a mensagem final é: não se assustem caso esse problema apareça, adenomiose é comum e, muitas vezes, não requer tratamento.

Dra. Daniela Maris Piccoli é ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

OBESIDADE MÓRBIDA

(Dr. Felipe Camargo Ribeiro explica)

Dr. Felipe

Em nossos dias, uma nova epidemia assola a população com uma rapidez de progressão surpreendente. Trata-se da Obesidade. Antes conhecida apenas como sendo causada por um descuido alimentar ou uma compulsão de pessoas ansiosas, agora essa entidade é muito bem descrita como uma doença metabólica silenciosa, porém aparente, mas que leva a consequências catastróficas.

O Dr. Felipe Camargo Ribeiro, clínico geral, Gastro e Cirurgião, explica que a obesidade é classificada através do IMC (índice de massa corporal), que consiste no peso dividido pela altura ao quadrado, nos fornecendo dados para que possamos avaliar a gravidade da doença e ofertar o melhor tratamento individualizando cada paciente. Sabe-se que o estilo de vida da população, tanto de países desenvolvidos quanto subdesenvolvidos, vêm favorecendo o aparecimento cada vez mais precoce desse mal, pois alimentos industrializados e a rotina frenética de nossas vidas nos impossibilita cuidarmos criteriosamente de nossa alimentação.

As condições clínicas associadas à obesidade são as mais variadas, desde complicações cardiovasculares (hipertensão, morte súbita, trombose venosa profunda), pulmonares (apneia do sono, asma), metabólicas (diabete tipo II, alterações de colesterol e triglicerídeos) até doença do refluxo, das articulações ou ginecológicas. Entretanto, uma das queixas mais frequentes dos pacientes é a baixa autoestima e isolamento social, caracterizado desde medidas discriminatórias até a dificuldade de acesso a transporte público ou a determinado emprego, levando ainda mais ao agravamento da doença.

O aparecimento da obesidade em determinados pacientes ainda é mal compreendido, mas os fatores genéticos certamente estão associados aos fatores comportamentais. Sabe-se que a fome persistente, mesmo com a ingesta alimentar é fator predominante da doença, possivelmente associado a fatores hormonais e produção de substâncias que facilitem seu aparecimento.

Os tratamentos propostos para controle da obesidade podem ser clínicos, como a terapia nutricional, consistindo na restrição de determinados grupos alimentares, e o uso de medicações, que alteram a absorção intestinal de determinados componentes da dieta ou agem no sistema nervoso central, provocando saciedade. Embora os mesmos tenham relativo sucesso para determinados pacientes, é notório que na obesidade grave eles tem êxito limitado, sendo que o reganho de peso nesses pacientes é muito frequente.

Segundo o Dr. Felipe, o tratamento cirúrgico – Cirurgia Bariátrica – deve basear-se na seleção individualizada dos pacientes, sendo que o IMC acima de 40 ou entre 35-40 com doenças associadas é o foco, e em técnicas aceitas e bem fundamentadas pela sociedade médica. Além disso, tal tratamento consiste em uma equipe multidisciplinar que esteja habituada a lidar com o procedimento e habilitada a realizá-lo. As cirurgias podem ser realizadas do tipo aberta – com corte, ou por videolaparoscopia. Os tipos de cirurgias variam desde restritivo (que restringem a quantidade de alimento), disabsortivas (que restringem a absorção) ou mistos, e são propostos com base na avaliação de cada paciente. Os pacientes submetidos ao procedimento devem seguir tratamento nutricional rigoroso e bem estabelecido nas primeiras semanas e necessitam de acompanhamento multidisciplinar por toda a vida.

Pode-se perceber que a Obesidade assume cada vez mais papel de doença grave e com necessidade de tratamento especializado para prevenir complicações futuras. Observando cada indivíduo como único, obtém-se o melhor resultado para controle dessa moléstia e principalmente pacientes que procurem profissionais habilitados ao manejo da doença, certamente serão beneficiados, pois os mesmos podem ofertá-los uma gama variada de tratamentos e procedimentos.

Dr. Felipe Camargo Ribeiro, é integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.

 

CRM-RS 30514

Cirurgião do Aparelho Digestivo (RQE 25424)

Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia – CBC

Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBCD

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica – SOBRACIL

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica – SBCBM

Membro da IFSO – International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders

Pós-graduado em Gastrocirurgia pela Beneficência Portuguesa – SP

O que é vulvovaginite?

(O Ginecologista Dr. Mario Blaya explica)

dr. Mario - abril 2019

As inflamações e infecções vaginais, vulvovaginites, leucorréias, chamadas comumente de corrimento, são as doenças mais comuns nos consultórios de ginecologia, e em geral tratadas por alguns dias e pronto! Mas em alguns casos elas são persistentes, voltam com frequência, criam problemas de ordem física, sexual e emocional.

Segundo Dr. Mario Blaya, ginecologista e obstetra, alguma secreção vaginal é esperada para todas as mulheres, em geral leitosa, em quantidade moderada variando, na época da ovulação com secreção transparente como “clara de ovo”, estas são normais e saudáveis, não podemos confundi-las com doença.

Quando esta secreção aumenta em quantidade, muda de aspecto, torna-se amarelada ou esverdeada, ou ainda branca mais espessa parecendo “nata de leite”, com odor mais forte e as vezes fétido e vem acompanhada de coceira, desconforto, inchaço e vermelhidão da região genital estamos diante de uma vulvo-vaginite, ou seja infecção genital.

As causas mais comuns de vaginites são bactérias em 40-45%, fungos em 20-25%, e protozoários 15-20%.

Segundo Dr. Mario, o diagnóstico deve ser realizado através de história clínica completa, que avalia fatores de risco e possíveis causas:  Detalhes sobre a vida sexual da paciente e do parceiro ou parceira, status hormonal, higiene, doenças de pele, estado imunológico, possibilidade de presença de corpo estranho (como um absorvente interno), menopausa e stress.

Estes fatores de risco podem “atrapalhar” o ambiente vaginal que é complexo e sua saúde depende de um equilíbrio intrigante entre vários microrganismos que mantém um ph ácido que por sua vez inibe o crescimento de bactérias e outros microrganismos patogênicos. Exame ginecológico cuidadoso é o mais importante para o diagnóstico.

Blaya reitera que os cuidados gerais são fundamentais: Evitar produtos que irritem a mucosa, como perfumes, sabonetes e roupas de lycra, evitar uso de amaciantes nas roupas que tem contato direto, assim como biquíni molhado ou roupa de ginástica por muito tempo. A forma de higiene intima sempre limpando a região da frente para atrás.

Após o tratamento, para aquelas que apresentam recorrência das infecções, é fundamental que pensemos em prevenção que vai desde o controle do stress e ansiedade, principalmente nos períodos pré-menstruais e menopausa, até fatores como higiene e uso de outros medicamentos.

Atenção quanto a hábitos sexuais, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis através de uso de camisinha. Todos aqueles cuidados com o uso de sabonetes neutros para região genital e para lavar as roupas íntimas, manter-se com a roupa seca valem para a prevenção também.

Enfim, as infecções vaginais são muitas vezes um tormento na vida das mulheres e infelizmente, apesar de comuns, algumas delas são de difícil tratamento e dependem de muitos fatores, hábitos de vida e sexuais. Por esta razão, segundo o médico, é fundamental que cada vez mais as mulheres conheçamos seu corpo para que possam entender seu funcionamento e promover a saúde ao invés de tratar doenças.

Dr. Mario Blaya é ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Porque pessoas jovens infartam?

(A cardiologista Dra. Mariza explica)

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Doenças cardíacas, como o infarto agudo do miocárdio, costumam ser problemas de saúde que afetam pessoas mais velhas. No entanto, a morte do filho mais velho do ex-lateral direito Cafu levantou dúvidas sobre o assunto. Danilo Feliciano de Moraes tinha 30 anos e morreu vítima de um infarto. Ele estava jogando futebol na casa da família quando começou a se sentir mal. Ele foi socorrido por amigos e familiares e encaminhado para um hospital da região, onde sofreu uma parada cardíaca a qual não resistiu.

“O futebol é um esporte que exige muito do organismo. O corpo precisa estar condicionado para suportar essa exigência. Mas pessoas sedentárias que jogam apenas aquele ‘futebolzinho de final de semana’ não têm condicionamento físico adequado para lidar com a pressão e isso pode potencializar problemas no coração, que pode existir sem que se saiba, mesmo nos mais jovens”, explica a Dra. Mariza Garcia Rosa, médica cardiologista.

O especialista esclarece que o infarto não é comum nesta idade, mas já existem alguns casos de mortes de pessoas jovens por causa de infarto, especialmente na prática esportiva não profissional. Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, mostrou que homens que jogam apenas uma vez por semana e não fazem outra atividade física estão mais propensos a apresentar problemas cardíacos, pois eles não têm preparo físico para realizar esse tipo de atividade.

Por este motivo, Dra. Mariza ressalta a necessidade de se exercitar mediante autorização e acompanhamento médico, além de ter sempre a presença de um educador físico para orientar a prática. Outro ponto destacado por ela é a importância de manter hábitos saudáveis, focando em uma alimentação equilibrada com baixo consumo de gordura.

Dra. Mariza Garcia Rosa é cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Densitometria óssea

(Saúde Center Imagem realiza este exame)

A densitometria óssea (DMO) é um exame indolor e seguro (com duração máxima de 15 minutos), que possibilita o diagnóstico por imagens, semelhante às dos raios X e que consegue detectar precocemente sinais de perda de espessura óssea e mineral.

PARA QUE SERVE?

O exame é muito utilizado para avaliar se o paciente tem osteopenia (perda de massa óssea que pode indicar predisposição à osteoporose) ou então osteoporose (doença caracterizada pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas). A grande vantagem da densitometria óssea é justamente a capacidade de detectar a perda mineral em um estágio inicial, quando ainda não pode ser visualizada pelo exame de raios X.

QUANDO E QUEM DEVE FAZER A DENSITOMETRIA ÓSSEA?

  • Mulheres de 65 anos ou mais e homens de 70 anos ou mais;
  • Mulheres com mais de 50 anos com fatores de risco para fratura (como falta de vitamina D e doenças inflamatórias intestinais como a doença de Crohn) ou dois fatores relacionados ao estilo de vida (como tabagismo, sedentarismo e consumo de álcool em excesso). Se o exame for normal, deve ser repetido a cada cinco anos;
  • Fratura em indivíduos maiores de 50 anos, para determinar a gravidade da ocorrência;
  • Adultos com comorbidades, como artrite reumatoidelúpus e espondilite anquilosante, ou que fazem uso crônico de medicamentos que podem estar associados à perda de massa óssea (como corticoides);
  • Para avaliação da possibilidade de suspensão de terapia de reposição hormonal em mulheres em menopausa;
  • Evidência de osteoporose em radiografia simples.

QUEM NÃO PODE FAZER O EXAME?

O exame é contraindicado para grávidas e pessoas acima de 120 quilos.

A Saúde Center Imagem realiza este exame. Atende particular e a vários convênios. Ligue para outras informações e agendamento de horário: 3344-3636.

Saúde Center Imagem, atendimento diferenciado e laudos precisos. Junto a Saúde Center Clínica de Tapejara.