Dia Mundial do Diabetes – 14 de novembro

Endocrinologista Dra. Morgana fala sobre a doença

Julho de 2018 Dra Morgana Regina Rodrigues

O Diabetes afeta cerca de 12,5 milhões de adultos no país, o que coloca o Brasil no quarto lugar no ranking mundial de nações com mais diabéticos.

Em 2017, foram gastos ao redor de 24 bilhões de dólares com a doença por aqui. Infelizmente, a maior parte desse valor é destinada a tratar as sequelas do problema, e não a prevenção. Para complicar, há um contingente de 14 milhões de pessoas com pré-diabetes que se tornaram diabéticas em algum momento, algo que irá inflar os custos financeiros, sociais e emocionais com os pacientes.

Segundo a Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista, hoje vivemos a síndrome da falta de informação sobre diabetes onde o percentual de brasileiros com diabetes bem controlado é extremamente baixo, de nada adianta ter tecnologias de ponta se a população não está informada e conscientizada para desfrutá-las. Em pesquisa realizada recente: “O que o Brasileiro sabe (e não sabe) sobre diabetes”, foi perguntada a pessoas com diabetes de todo o Brasil, qual a maior dificuldade no seu tratamento: 25% custos, 30% não comer o que gosta, 20% fazer exercício, 25% outros

Dra. Morgana lembra que, atualmente, o diabetes representa a terceira maior causa de morte no país, e o índice de mortalidade cresceu 12% nos últimos seis anos. Quem sobrevive frequentemente sofre com as sequelas renais, oculares, cardíacas, sem falar nas amputações.

E a cura? Enquanto a cura não chega, podemos nos levantar do sofá e parar de olhar o celular para fazer exercícios. Exercícios várias vezes por semana! Enquanto a cura não chega podemos medir a glicose na ponta dos dedos quantas vezes for necessário para monitorá-la. Enquanto a cura não chega podemos abrir mão de comer com olhos para comer com o cérebro.

O “SE” não existe. Se tivesse a cura… se eu pudesse comer tudo o que quero… se eu não precisasse usar insulina… Se meu filho não tivesse diabetes… Sinceramente não sei se a cura chegará, mas isso não importa agora. Precisamos viver o presente. Glicose alterada hoje vai trazer maus frutos no futuro. E o futuro pode não chegar se nós não nos cuidarmos. Por isso, segundo a Dra. Morgana “enquanto a cura não chega vamos nos cuidar! Como vamos aproveitar as novidades… ou quem sabe a cura… se não estivermos vivos e saudáveis”?

Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e faz parte do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Câncer de Próstata e o Novembro Azul

(Dr. Luiz Eduardo Almeida fala dá detalhes importantes sobre a doença)

Luis Eduardo almeida

A cada hora, sete homens recebem o diagnóstico de câncer de próstata no Brasil, de acordo com as estimativas de incidência do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para 2018 (68.220 casos/ano). O tumor mais incidente no homem (excluindo-se o câncer de pele não melanoma) ainda mata cerca de 20% dos pacientes (14.484 óbitos em 2015).

A campanha Novembro Azul foi criada justamente para divulgar estes números alarmantes e conscientizar a população masculina sobre a importância de procurar o médico regularmente.

“A campanha Novembro Azul foi criada com a intenção de alertar para a importância do diagnóstico precoce das doenças da próstata, principalmente alertar sobre o câncer de próstata. Em relação ao diagnóstico, é importante salientar que o toque retal da próstata, associado ao exame do PSA, continuam sendo as ferramentas mais importantes na avaliação urológica” , afirma o médico urologista Dr Luis Eduardo Almeida.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia é que homens a partir de 50 anos procurem um profissional especializado, para avaliação individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos.

Doenças da próstata

Do tamanho de uma castanha e localizada abaixo da bexiga, a principal função da próstata é produzir uma secreção fluida para nutrição e transporte dos espermatozoides. Ao longo da vida a glândula pode desenvolver três doenças: a prostatite (inflamação), a hiperplasia prostática benigna – HPB (crescimento benigno) e o câncer.

A prostatite chega a atingir cerca de 30% dos homens. Pode causar ardor ou queimação ou um desconforto junto ao orgasmo, esperma de cor amarelada, vontade frequente para urinar etc. A principal causa para a doença são uretrites, como a gonorreia, após relacionamentos com parceiras com infecções ginecológicas e ainda após relação anal sem preservativo.

Já a hiperplasia prostática benigna (HPB) pode atingir cerca de 50% dos homens acima de 50 anos e provoca aumento da frequência urinária diurna, diminuição da força e do calibre do jato urinário, demora para iniciar a micção, sensação de urgência para urinar, entre outros sintomas.

O câncer, por sua vez, não costuma apresentar sintomas em fases iniciais, quando em 90% dos casos pode ser curado. Ao apresentar sintomas significa já estar numa fase mais avançada e pode causar vontade de urinar com frequência, presença de sangue na urina ou no sêmen.

Segundo Dr. Luis Eduardo, alguns fatores de risco são:

– Histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio
– Raça: homens negros
– Obesidade
– Sedentarismo

Recomendações:

“Em termos preventivos, as mudanças comportamentais são de extrema importância. Redução do peso, praticar atividades físicas regulares, evitar tabagismo e o etilismo, ingestão de fibras, frutas e verduras são as principais recomendações. Além disso, realizar consulta periódica com o médico urologista. Essa é a forma de diagnosticar precocemente o câncer de próstata”, afirma o Dr. Luis Eduardo.

Previna o Câncer de Próstata. Consulte o urologista regularmente. Dr. Luis Eduardo Almeida é integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

14 de novembro – Dia Mundial do Diabetes

Mais de 60% de pessoas com Diabetes tipo 2 podem desenvolver doenças cardiovasculares

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Nesta quarta-feira, dia 14 de novembro, é comemorado o Dia Mundial do Diabetes. Considerada por especialistas como uma doença silenciosa, o diabetes causa problemas que precisam ser levados a sério pelos pacientes.

Um exemplo disso é que duas em cada três pessoas com diabetes tipo 2 correm o risco de desenvolverem doenças cardiovasculares. Muitos desses pacientes já sofreram ataques cardíacos, derrames cerebrais, ou insuficiências cardíacas, por exemplo, por conta da doença. Os dados são da pesquisa “Taking Diabetes to Heart”, promovida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) em parceria com a Novo Nordisk.

O levantamento, feito em 130 países, incluindo o Brasil, mostra que – apesar da alta incidência – 1 em cada 4 pessoas com diabetes tipo 2 nunca discutiu ou não lembra de ter discutido os fatores de risco para doenças cardiovasculares com um médico.

A Dra. Mariza Garcia Rosa, médica cardiologista, explica que cerca 50% dos pacientes sequer sabem que têm diabetes. Na avaliação da médica, os fatores de risco como excesso de peso, níveis elevados de pressão, má alimentação e sedentarismo contribuem para um aumento da doença.

Nesse sentido, Dra. Mariza aconselha que os exames de prevenção comecem a ser feitos com maior frequência após os 40 anos de idade. Ela explica que as pessoas precisam ficar atentas ao surgimento de alguns sintomas que são bem característicos do diabetes.

“Existem alguns sinais como: o aumento da fome, beber muita água, fazer muito xixi e , concomitante a isso, perda de peso inexplicado, são sinais que levam à suspeita de diabetes.”

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, atualmente, a doença atinge 425 milhões de adultos em todo o mundo. Quase 90% dos casos são de diabetes tipo 2. O Dia do Diabetes é lembrado desde 1991 e tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico e do tratamento do diabetes, além de mostrar as complicações que estão associadas à doença.

Dra. Mariza Garcia Rosa é cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Quer que seu bebê durma a noite toda?

Confira as dicas da Dra. Elenice Blaya

Dra. Elenice - esta

Existem técnicas infalíveis para o bebê dormir à noite toda.

Segundo a Dra. Elenice Mariotto Blaya para uma noite completa de sono você deve adotar algumas rotinas:

– TENHA UM RITUAL NOTURNO. A criança precisa saber que chegou a hora de dormir. Para isso faça as mesmas coisas todos dias, no mesmo horário.

– FIQUE DE OLHO NO DIA. O dia do bebê tem tudo a ver com a noite de sono. Um dia com muitas atividades vai agitar o bebê e pode atrapalhar o sono durante a noite. Porque ele sonha com o que ocorreu durante o dia.

– BANHO. A água morna relaxa o bebê e deixa ele mais tranquilo. (BANHO DE IMERSÃO).

– ROUPA CONFORTÁVEL. Escolha pijamas de algodão, sem elásticos ou botões.

– BARRIGA CHEIA. Dê uma mamada antes de dormir. A criança de barriga cheia acorda menos durante a madrugada. E nem sempre acorda por fome. O sono superficial pode ser confundido e despertar. Deixe o bebê aprofundar o sono novamente sozinho (coloque a chupeta, arrume as cobertas). Evite pegar o bebê no colo toda vez.

– AMBIENTE PROPÍCIO. A criança precisa saber que está de noite. Reduza a iluminação e desligue os eletrônicos.

– LIGUE O SOM. Música suave ajuda a relaxar. Converse com o bebê. Diga que é noite e é hora de dormir.

– SEJA PACIENTE E CARINHOSA. O bebê precisa estar calmo para relaxar.

– BERÇO. Tire brinquedos e outros objetos do berço. Coloque o bebê no berço e faça com que durma ali. Fique ao lado até ele pegar no sono.

– CHEIRO DA MÃE. O cheiro da mãe é um poderoso calmante. Uma peça de roupa ou uma mantinha com o cheirinho dela é o suficiente para que o bebê se sinta mais próximo dela e tenha uma completa noite de sono. (Objeto transacional).

Seguindo estes passos com certeza a rotina do bebê e principalmente da casa irá mudar.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya é médica pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Raspar ou arrancar os pelos faz com que nasçam mais grossos?

(A Dermatologista Dra. Juliana explica o que acontece)

 Dra. Juliana 

Sabe aquela velha história de que se rasparmos os pelos do corpo eles nascerão mais grossos? É mito.

Segundo a dermatologista Dra. Juliana Rietjens, quando depilamos (arrancamos) alguma região do corpo, sejam as axilas, as pernas ou a virilha, por exemplo, o pelo é arrancado pela raiz e sua haste cresce e sai pelo folículo piloso a partir da ponta, que é mais fina que sua parte mais central.

Quando o pelo é raspado, não é realizada a retirada integral do fio pela raiz, mas sim um corte em seu maior eixo, que corresponde à parte mais grossa do pelo. Assim, se tem a falsa impressão de que o pelo, ao crescer, adquire uma espessura maior.

Portanto, segundo a Dra. Juliana, nada altera a velocidade de crescimento ou espessura dos pelos, exceto causas hormonais.

Os prós e os contras:

A dermatologista Juliana Rietjens, que atua na Saúde Center Clínica de Tapejara, complementa dizendo que todo método de depilação apresenta vantagens e desvantagens. “A lâmina, por exemplo, é uma opção de baixo custo e indolor, porém tem de ser usada frequentemente e pode causar irritação na pele de algumas pessoas.”

Já a cera permite que as sessões de depilação sejam feitas com um intervalo maior, mas é um método mais doloroso e que pode causar alergias, irritações e manchas em alguns indivíduos. Além disso, vale ressaltar que, para uma nova sessão, é preciso aguardar que os fios alcancem um tamanho específico.

“O laser proporciona a eliminação definitiva dos pelos ou o não crescimento por longos períodos, o que irá depender do aparelho utilizado e do número de sessões realizadas. As desvantagens estão no custo, mais elevado do que o dos outros métodos e na necessidade de especialização técnica do profissional que irá fazer as aplicações”.

Dra. Juliana Rietjens é médica dermatologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informe-se pelo telefone 3344-3600.

AVC – Saiba como identificar os sintomas

O neurologista Dr. Charles Carazzo detalha os sintomas

Dr. Charles

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a doença que mais mata os brasileiros, sendo a principal causa de incapacidade no mundo. Aproximadamente 70% das pessoas não retorna ao trabalho após um AVC devido às sequelas e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a dia. Apesar de atingir com mais frequência indivíduos acima de 60 anos, o AVC pode ocorrer em qualquer idade, inclusive nas crianças. O AVC vem crescendo cada vez mais entre os jovens, ocorrendo em 10% de pacientes com menos de 55 anos e a Organização Mundial de AVC prevê que uma a cada seis pessoas no mundo terá um AVC ao longo de sua vida.

O QUE É O AVC?

O Dr. Charles André Carazzo, neurologista, explica que o acidente Vascular Cerebral (AVC) pode ser definido como o surgimento de um déficit neurológico súbito causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central. Classicamente o AVC é dividido em 2 subtipos:

-AVC isquêmico: ocorre pela obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral causando falta de circulação no seu território vascular. Ele é responsável por 85% dos casos de AVC.

-AVC hemorrágico: o acidente vascular cerebral hemorrágico é causado pela ruptura espontânea (não traumática) de um vaso, com extravazamento de sangue para o interior do cérebro (hemorragia intracerebral), para o sistema ventricular (hemorragia intraventricular) e/ou espaço subaracnóideo (hemorragia subaracnóide).

AVC TEM TRATAMENTO

Com a prevenção, Dr. Charles reitera que podemos reduzir muito o risco de AVC. Mas se ele ocorrer, atualmente o AVC tem tratamento. O tratamento do AVC isquêmico baseia-se na desobstrução do vaso cerebral ocluído, normalizando a circulação cerebral. O medicamento utilizado é o trombolítico, que é injetado na veia do braço circula pela corrente sanguínea até o vaso cerebral afetado e desmancha o coágulo que entope a circulação. Quanto mais rápido conseguirmos iniciar o tratamento, mais chance nós temos de salvar os neurônios que estão em sofrimento, diminuindo muito ou até evitando as sequelas do AVC.

APRENDA A RECONHECER O AVC PORQUE TEMPO PERDIDO É CÉREBRO PERDIDO
AVC – SINAIS DE ALERTA

Início súbito de qualquer dos sintomas abaixo:

  • Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo
  • Confusão, alteração da fala ou compreensão
  • Alteração na visão (em um ou ambos os olhos)
  • Alteração do equilíbrio, coordenação , tontura ou alteração no andar
  • Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente

Se você ou alguém que você conhece estiver com um destes sintomas – NÃO ESPERE MELHORAR!!! CORRA!!! Cada segundo é importante.

A CAMPANHA MUNDIAL DE COMBATE AO AVC TEM O OBJETIVO DE REDUZIR O IMPACTO DO AVC AGINDO EM SEIS DESAFIOS BÁSICOS:

  1. Conheça os seus próprios fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto, fibrilação atrial.
  2. Seja fisicamente ativo e exercite-se regularmente.
  3. Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável.
  4. Limite o consumo de álcool.
  5. Evite o fumo do cigarro. Se você fuma, procure ajuda para parar agora.
  6. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta de um AVC.

Estas dicas valiosas são do Dr. Charles André Carazzo, neurologista, integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informe-se pelo telefone 3344-3600.

Saiba tudo sobre Varizes

Dr. André Lorenzon fala sobre o tema

Dr. André

As varizes são veias superficiais anormais, dilatadas, cilíndricas ou saculares, tortuosas e alongadas, caracterizando uma alteração funcional da circulação venosa do organismo, com maior incidência no sexo feminino.

Segundo Dr. André Lorenzon, médico especialista em angiologia e cirurgia vascular, as principais queixas são: dor tipo “queimação” ou “cansaço”, sensação das pernas estarem pesadas ou ardendo, edema (inchaço) das pernas, principalmente ao redor do tornozelo, que, frequentemente, melhoram com a elevação dos membros inferiores e agravam-se no fim do dia, quando se permanece por longo tempo em pé ou sentado, no calor, nos períodos próximo ou durante a menstruação e também durante a gravidez.

O médico reitera que não existe nenhuma relação estabelecida entre a formação de varizes e depilação ou uso de salto alto, assim como não há influência com relação a carregar peso. Subir escada pode ser considerado até um exercício físico, portanto, ajuda a incrementar o retorno venoso.

A ginástica, desde que recomendada pelo médico e acompanhada por professores de educação física, não só não provoca varizes como também é bastante aconselhável para evitá-las. Quanto à musculação, desde que não seja exagerada, não tem contraindicação.

Dr. André indica, para evitar varizes:
• Evitar ganhos exacerbados de peso. EMAGREÇA!!!
• Dieta rica em fibras para evitar a constipação intestinal.
• Procurar não permanecer muito tempo parado em pé ou sentado.
• Não usar cintas abdominais apertadas.
• Realizar caminhadas e/ou exercícios físicos com supervisão médica.
• NÃO FUMAR!!!
• Utilizar sistematicamente meias elásticas, principalmente durante a gravidez.
• Evitar hormônios anticoncepcionais.
• Consulte regularmente seu angiologista/cirurgião vascular!

O tratamento específico das varizes depende, fundamentalmente, da veia a ser tratada. Aqueles cordões varicosos, salientes e visíveis, que elevam a pele, e aquelas pequenas veias de trajeto tortuoso ou retilíneo são de tratamento cirúrgico; já as telangiectasias ou aranhas vasculares devem ser tratadas pela escleroterapia (injeção de uma solução esclerosante dentro destes vasos).

Naqueles pacientes que não querem ou não podem fazer nenhum dos tipos de tratamento citados, pode ser empregado o tratamento clínico com medicamentos, elevação dos membros inferiores e, fundamentalmente, o uso de meia elástica.

Mas o Dr. André alerta que uma dieta balanceada e exercícios físicos, fazem bem não só para as varizes, mas para todo o corpo humano.

Dr. André Lorenzon é médico especialista em angiologia e cirurgia vascular e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

 

CRM 24564

RQE 20415/20416

 

Meu filho não come nada! O que eu faço?

Dra. Elenice explica porque não devemos insistir

Dra. Elenice - esta

É sempre assim: Os pais querem que os filhos comam como, quando e quanto eles quiserem.

Mas na verdade obrigar uma criança a comer não é ético e educativo. O objetivo não é que a criança coma e sim que queira comer, e que queira comer de forma saudável, e isso não se consegue com a coação, com a pressão, com a insistência, prêmios e castigos. A criança é a única que sabe quanto deve comer.

Se a criança não os quer e a forçamos a comer, dificilmente escolherá por vontade própria no futuro já que justamente forçar a comer provoca aversão e repúdio aos alimentos aos que foi obrigada a comer, diz a pediatra Dra. Elenice Mariotto Blaya.

A Academia Americana de Pediatria já alertava no final dos anos 70 no Pediatric Nutrition Handbook que o apetite da criança “é errático e imprevisível”, e diz que não se deve forçar a comer em casa e no colégio. “Somente a criança sabe do que precisa através de um experimentadíssimo mecanismo que há milênios funciona às mil maravilhas: a fome”.

Sobre as consequências de obrigar as crianças a comer, psicólogos  explicam que com essa ação alteramos a relação das crianças com a comida no presente, mas também no futuro, um fato que influencia também na construção do apego.  Por trás de pacientes com sobrepeso e obesidade, psicólogos observam que costumam existir “histórias de horas intermináveis na mesa, onde ninguém se levantava até o prato estar totalmente vazio”, algo que provoca desajustes como chegar à idade adulta com problema para parar de comer quando já se está saciado.

O suborno

“Se você não comer, te levarei ao hospital e terão que alimentá-lo por sonda”, “Você não vai levantar da mesa até comer tudo” , “Se você não comer, a mamãe vai ficar triste”, “Se comer tudo vai ficar grande e forte” e “Se não comer a verdura não ganha sobremesa”. São recursos infelizes porque significam uma manipulação emocional.

O pediatra entretanto deverá estudar casos pontuais em que há sintomas associadas à verdadeira falta de apetite como apatia, fraqueza, palidez e diarreia.

O que fazer para que a hora da refeição seja um momento agradável? Dra. Elenice recomenda que a primeira coisa que devemos fazer é desligar a televisão e dessa forma aproveitar esse tempo para conversar em família, evitando que o assunto central seja a refeição. “Da refeição só se fala para parabenizar o cozinheiro. Se seu filho não gosta de verdura, por mais que você lhe diga 20 vezes que está muito gostosa, continuará sem gostar. E precisamos dar exemplos. As crianças aprendem por imitação, de modo que se comemos bem no final elas também o farão”.

E quando uma criança não quer comer, o que podemos fazer?

Segundo a Dra. Elenice: Devemos respeitá-la, da mesma forma que faríamos com uma pessoa adulta. “Os sinais de auto-regulamentação de fome e saciedade são inatos e nas crianças saudáveis são efetivos no momento de cumprir com seus requerimentos energéticos e nutricionais. Em nosso entorno, com uma disponibilidade abundante de alimentos a qualquer hora e em qualquer lugar, não existe justificativa nutricional para forçar alguém que não quer comer e não tem fome a comer”, diz a pediatra.

Dra. Elenice Mariotto Blaya, é Médica Pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Levantar depressa durante a madrugada causa AVC?

Neurologista Dr. Charles fala sobre o tema

Dr. Charles

Circula pela internet uma mensagem dizendo que levantar depressa durante a madrugada para ir ao banheiro ou tomar água, e fazendo isso de maneira muito depressa, pode causar um AVC.

Segundo a mensagem, a chamada Lei do Um Minuto e Meio, deveria ser respeitada, e funcionaria assim: ao acordar, você deve, primeiro, ficar deitado por 30 segundos. Depois, passar mais 30 sentado na cama. E, por fim, sentar-se à beira da cama por mais 30 segundos para, então, levantar.  “Com estas etapas, as chances são gigantescas para sobreviver a um AVC súbito, independentemente da idade” afirma o texto. Será que funciona?

FALSO: esperar para levantar não previne AVC.

A mensagem não passa de apenas mais um boato que circula no WhatsApp. De acordo com o neurologista Charles André Carazzo, a “Lei do Um Minuto e Meio” não existe.

“Ficar esperando na cama, ou levantar bruscamente, não tem nada a ver com AVC”, afirma o médico.

Ele explica que, ao acordar de madrugada, levantar com mais calma pode evitar lipotimia, queda brusca da pressão. “Em especial, nas pessoas com mais idade. Ao fazer isso, pode sentir tontura, uma fraqueza. Então, não se levantar de uma só vez pode ajudar”, afirma Carazzo.

“Mas não tem essa de esperar um minuto e meio, não. É só ir com mais calma”, acrescenta o neurologista. “E não influencia no AVC.”

Levantar-se durante a noite também não está entre os fatores de risco apontados pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN). Dos fatores que “podem ser modificados”, a instituição cita hipertensão, diabetes, tabagismo, consumo frequente de álcool e drogas, estresse, colesterol elevado, doenças cardiovasculares, sedentarismo e doenças hematológicas.

Pacientes prestes a sofrer um AVC sentem, entre outros sintomas, forte dor de cabeça, fraqueza ou dormência na face, paralisia do corpo e perda súbita da fala ou da visão.

Dr. Charles afirma que o acidente vascular é uma emergência médica, e o paciente deve “dirigir-se com urgência ao serviço de emergência do hospital mais próximo para um diagnóstico completo e tratamento”.

Dr. Charles André Carazzo é médico neurologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Agora é a vez da França emitir alerta contra as Câmeras de Bronzeamento

Dra. Juliana Rietjens fala sobre o perigo

Dra. Juliana

A Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anses) da França pediu aos poderes públicos que “adotem todas as medidas para cessar a exposição da população aos raios UVA artificiais” ante o risco “demonstrado” de desenvolver câncer.

“Recomendamos suspender a atividade relacionada ao bronzeamento artificial, assim como a venda de dispositivos que emitem raios UVA com fins estéticos, especialmente aos particulares”, afirmou o diretor da Agência.

“Os dados científicos se acumulam, não há mais dúvida, há provas sólidas, o risco de câncer está demonstrado”.

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classificou em 2009 os dispositivos de raios UVA (lâmpadas ou camas de bronzeamento) entre os agentes cancerígenos.

A Anses destaca que “não é possível fixar nenhum valor limite de radiação ou doses para proteger os usuários”. Além do risco de câncer, a radiação artificial “não prepara a pele para o bronzeado, não a protege das queimaduras do sol, não permite um aporte significativo de vitamina D”, como muitos asseguram. Além disso, provoca um envelhecimento da pele “quatro vezes maior” do que a exposição ao sol.

A Dra. Juliana Rietjens, médica dermatologista, lembra que o Brasil foi o primeiro país a proibir os raios UVA por completo em 2009, seguido pela Austrália. Este último país tem a maior taxa de melanoma – o câncer de pele mais agressivo – do mundo.

Nesta época do ano, é comum encontrarmos principalmente mulheres, preocupadas com a cor de sua pele e buscam formas milagrosas para um bronzeado perfeito. Muito cuidado! A pele necessita de proteção e cuidado. Use diariamente protetor solar e evite se expor das 10h às 16h, onde o sol está mais quente. E quanto às câmeras de bronzeamento: se existem pesquisas e países com proibição é melhor repensar. As pessoas que usaram cabines de bronzeamento ao menos uma vez antes dos 35 anos aumentam o risco de desenvolver um melanoma em 59%, segundo levantamento Francês.

Dra. Juliana Rietjens é médica dermatologista e atende na Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.