Você sabe o que é ATAXIA?

(Dr. Charles, neurologista, explica a doença)

Dr. Charles

Ataxia significa incapacidade de coordenação, é a palavra utilizada para designar os sintomas de uma doença subjacente e não uma doença específica ou mesmo um diagnóstico. Sua principal característica é a perda de coordenação dos movimentos voluntários, sintoma que faz parte do quadro clínico de diversas desordens neurológicas.

Entenda-se por movimentos voluntários por exemplo: Já falei que vou levantar da cama, abrir a janela, beber um gole de café para depois trocar de roupa e correr no parque.

Em outras palavras, Dr. Charles André Carazzo, neurologista explica: ataxia pode ser sintoma de diversas condições médicas ou neurológicas degenerativas do sistema nervoso, que afetam a coordenação das atividades dos músculos esqueléticos e comprometem os movimentos de regiões do corpo – dedos, mãos, braços, pernas, olhos – o equilíbrio, o tônus muscular, a deglutição e a fala.

A palavra ataxia é também utilizada para nomear uma doença degenerativa do sistema nervoso central, causada por alterações genéticas hereditárias que podem afetar homens e mulheres de todas as idades, indistintamente. Em alguns casos, a desordem pode ser reversível, desde que tratada a doença subjacente que causou o transtorno. Nos outros, os danos são progressivos e os recursos terapêuticos se voltam para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

A condição pode ser hereditária ou adquirida. Nas adquiridas, geralmente as pessoas não têm histórico familiar do distúrbio, porque não existe um componente genético envolvido.

Nas ataxias adquiridas, a perda da coordenação pode ter diferentes causas. Entre elas, vale destacar: traumas na cabeça, AVCs, paralisia cerebral, doenças autoimunes (ex: a esclerose múltipla), alguns tipos de câncer (pulmão e ovário, especialmente), infecções virais como a catapora, hipotireoidismo, tumores cerebrais.

A ataxia adquirida pode, ainda, estar associada ao uso de certos medicamentos, a algumas classes de quimioterápicos, à carência de vitaminas E e B12, ao consumo de álcool e outras drogas, ao envenenamento por metais pesados (chumbo e mercúrio) e à exposição a solventes.

Tipos e sintomas de ATAXIA

A ataxia compõe um grupo de doenças raras, pouco conhecidas. Muitas vezes, os portadores da desordem são considerados injustamente pessoas inábeis, desatentas, desajeitadas e até dependentes de álcool, por causa da perda progressiva da coordenação motora (que pode afetar os membros superiores e inferiores) e do equilíbrio postural na marcha (andar instável e cambaleante, pés afastados como recurso para aumentar a base de sustentação), tendência a tropeços e a tremores musculares, e da fala pastosa e enrolada.

Em geral, segundo Dr. Charles, são também sintomas dessa disfunção que afeta o cerebelo, a dificuldade para realizar atividades motoras que exigem coordenação fina de movimentos (escrever, comer, abotoar a roupa), fala arrastada e lenta, dificuldade para articular palavras (disartria), diminuição do tônus muscular (hipotonia), oscilação rápida e involuntária dos globos oculares (nistagmo), dificuldade para engolir (disfagia). Eles podem instalar-se aos poucos ou subitamente.

Como se vê, os sinais clínicos variam muito e estão diretamente correlacionados com a idade em que aparecem e com o tipo e evolução da desordem, que pode afetar todas as partes do corpo e causar problemas graves de saúde.

Nos estados mais avançados do distúrbio, a locomoção e o equilíbrio podem estar tão prejudicados que a pessoa vai depender de cadeira de rodas ou andadores para movimentar-se.

Dr. Charles afirma que sempre que possível, a prática de exercícios físicos deve ser mantida, uma vez que, entre outros benefícios, ela é fundamental para fortalecer os músculos e preservar a flexibilidade das articulações.

À medida que a perda gradual dos movimentos progride, bengala, andador, andarilho, cadeira de rodas, cadeira de banho são dispositivos necessários para auxiliar a marcha das pessoas portadoras de ataxia.

 Dr. Charles André Carazzo, é médico neurologista e atende na Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Estágios da Doença de Alzheimer

Dr. Charles detalha sobre a doença

Dr. Charles

Os estágios da doença de Alzheimer não são mundialmente padronizados, mas existem fases principais que devem ser conhecidas para que o tratamento seja conduzido de acordo.

O Dr. Charles André Carazzo, neurologista, explica que a doença tem três estágios principais: inicial, moderado e avançado. Conheça os sintomas e saiba o papel dos familiares e/ou cuidadores em cada fase.

FASE INICIAL:

SINTOMAS – o paciente pode ter lapsos de memória, como esquecer a localização dos objetos, mas ainda é independente. Há mudanças na personalidade e no humor e prejuízo das habilidades visuais e espaciais, o que pode provocar mais quedas.

FUNÇÕES DO CUIDADOR – o cuidador deve lidar com a aceitação da doença, decidir sobre a revelação ou não do diagnóstico ao paciente e se informar a respeito da enfermidade e seus tratamentos.

FASE MODERADA:

SINTOMAS – os principais sintomas são dificuldade na fala e problemas na coordenação motora. Pode haver agitação, insônia, comportamento repetitivo, esquecimento de fatos importantes da vida e de informações pessoais. Essa fase é mais longa e pode durar anos.

FUNÇÕES DO CUIDADOR – o cuidador precisa garantir a segurança física, emocional e financeira do paciente. Considerar contratar um cuidador em tempo integral e estabelecer novas formas de relacionamento, mantendo contato afetuoso e acompanhando suas atividades.

FASE AVANÇADA:

SINTOMAS – o paciente resiste à execução de tarefas simples (como fazer sua higiene pessoal) tem dificuldade de comer e de se comunicar, deficiência motora progressiva, incontinência urinária e fecal, perda de consciência de experiências recentes, mudança nas habilidades físicas (andar, sentar, engolir) e maior risco de contrair infecções.

FUNÇÕES DO CUIDADOR – o cuidador deve manter os cuidados da fase moderada, mas de forma intensiva. É preciso buscar alternativas para comunicação, falar pausadamente, atentar para a linguagem corporal, fazer perguntas que possam ser respondidas com SIM ou NÃO e estimular o paciente a responder com gestos.

Os familiares devem ficar atentos e procurar um médico especialista assim que perceberem alguma alteração. O neurologista é o médico especializado neste caso.

Dr. Charles André Carazzo é neurologista e atende na Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Mitos perigosíssimos que usam para baixar a febre das crianças

Dra. Elenice fala sobre o assunto

Dra. Elenice - esta

Todo mundo já teve febre alguma vez na vida e, justamente por isso, é comum existirem receitinhas "tradicionais" que foram passadas entre gerações para lidar com a condição. Ocorre que nem sempre essas formas de lidar com a febre de fato são eficientes. É preciso tomar bastante cuidado porque, em bebês e crianças, um tratamento errado pode piorar o quadro, ao invés de melhorá-lo.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya desmistifica 5 histórias sobre febre em crianças.

- Banho frio = Um dos mitos mais comuns diz que o banho frio ajuda a abaixar a febre. Ocorre que, caso a criança esteja pálida, tremendo e contraída colocá-la num banho frio só vai aumentar a reação do corpo, que vai entender que a temperatura mudou e, em resposta, irá aumentá-la mais ainda. O ideal para melhorar a temperatura de uma criança é, na verdade, um banho morno até que a medicação dê conta de fazer seu efeito. Dessa forma, a temperatura vai abaixando aos poucos.

- Medicar imediatamente = A febre também é uma reação benéfica para o corpo. Além de alertar para um problema, ela é uma defesa contra vírus, bactérias ou outros agentes invasores. O corpo aumenta a temperatura como uma forma de combater o processo infeccioso pelo qual a criança está submetida, portanto não há necessidade de desespero na hora de medicar.

- Erupção dos dentes causa febre = Isso não é verdade. A temperatura dos bebês tende a subir quando os dentinhos estão nascendo, contudo ela não passa de 37 graus e meio, portanto não é considerado febre e não há necessidade de medicação.

- Febre alta causa convulsão = Não é bem assim. Para que uma criança tenha convulsão por causa de febre ela precisa ter histórico familiar da doença, estar dentro da faixa etária dos 6 meses aos 5 anos e ter tido um aumento muito rápido da temperatura. O grau de temperatura não influencia na convulsão, o que vai influenciar é a velocidade com a qual a temperatura corporal mudou.

- Febre psicológica = De acordo com a Dra. Elenice este é um tópico delicado, porque até hoje não foi possível comprovar por estudos científicos que crianças chateadas, bravas ou com medo acabam desenvolvendo febre por estas razões. O que se sabe atualmente é que algo está acontecendo com aquela criança, algum processo infeccioso, uma causa realmente orgânica que deve ser investigada.

- Outra situação muito frequente  é que após medicar a criança, a mãe em 15 minutos mede a febre e ela aumentou. Isso é muito comum, porque entre perceber a febre, medicar e o medicamento começar a agir demora 40 minutos. A temperatura corporal continua subindo, para depois sob ação do medicamento começar a baixar. Lembrando que qualquer antitérmico (paracetamol, ibuprofeno e dipirona) demoram 40 minutos para agir e 2 horas para atingir o pico de ação. Então para baixar a febre pode demorar 2 horas.

Mas a Dra. Elenice alerta que a febre deve ser sempre monitorada pois é o alerta que algo está acontecendo. Se ela persistir o pediatra deve ser consultado.

Dra. Elenice Mariotto Blaya é pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

 

DEZEMBRO LARANJA: Mês de prevenção ao câncer de pele

Dra. Juliana Rietjens fala sobre o tema

Dra. Juliana

Com a intenção de estimular a população na prevenção e no diagnóstico ao câncer da pele, em 2014 a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deu iniciou ao movimento de combate ao câncer da pele batizado “Dezembro Laranja”. Desde então, sempre no último mês do ano, a entidade realiza ações para lembrar como evitar o câncer mais comum no país.
Todo ano o tema da campanha é renovado para atrair um maior número de pessoas nessa luta de conscientização. O câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com 176 mil novos casos ao ano.
Em 2018, o tema da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele é “Se exponha, mas não se queime”. A ação ganha destaque com o movimento Dezembro Laranja, que informa a população sobre as formas de prevenção com a adoção de uma série de medidas fotoprotetoras, e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento.

 

Segundo Dra. Juliana Rietjens, médica dermatologista, histórico familiar, características da pele (pele clara é mais propensa a desenvolver o câncer) e excesso de exposição solar são fatores de risco para a doença.

No caso dos brasileiros, o problema se torna mais grave porque grande parte da população ainda não tem o hábito de passar filtro solar antes de se expor ao sol, somente quando vai à praia ou piscina.

Das 10 horas da manhã até às 16 horas, há prevalência dos raios ultravioleta do tipo B. Embora o comprimento de onda desses raios não seja tão longo quanto o do tipo A, eles são mais cancerígenos, provocam manchas e envelhecimento precoce da pele. Por isso a importância de criar o hábito de adotar medidas de proteção que vão além do uso do protetor solar como: óculos escuros, bonés de aba grande para proteger a face ou então a utilização de guarda-chuva. Há disponível no mercado, inclusive, maquiagens ou creme dermatológicos para o rosto com fator de proteção. “Só é importante não esquecer de reaplicar ao longo do dia”, lembra Dra. Juliana.

Lembre-se que os danos causados pelo sol são cumulativos. Com o passar dos anos, quanto mais frequente e duradoura tiver sido a exposição, maior a possibilidade de ocorrerem manchas e tumores malignos.

Isso não quer dizer, no entanto, que você está proibido de tomar sol, mas é importante ter prudência. A pessoa pode identificar seu limite observando o eritema da própria pele, ou seja, o vermelhidão que se forma após a exposição ao sol, que arde e incomoda à noite.

Outra dica da Dra. Juliana é: Na hora de comprar protetor solar, não se esqueça que o FPS está ligado à proteção contra os raios UVB (responsáveis pelas queimaduras do sol e câncer da pele). Porém, a proteção contra os raios UVA (responsáveis pelo envelhecimento da pele, manchas e aumento do risco de câncer da pele) também é muito importante e deve ser no mínimo 1/3 da proteção UVB. Então tenha o cuidado de observar a proteção anti UVA no rótulo do produto antes da compra.

Dra. Juliana Rietjens é médica dermatologista integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Pedra na bexiga (Cálculo vesical)

(Dr. Luis Eduardo Almeida fala sobre o diagnóstico)

Luis Eduardo almeida

Cálculos vesicais são pedras compostas por sais de cálcio que se acumulam na bexiga urinária ao longo do tempo. Eles podem variar de tamanho. As pequenas costumam ser eliminadas pela urina e não precisam de tratamento, mas as maiores podem ocupar quase todo o espaço do órgão, afetando as funções de armazenamento e eliminação da urina.

O Dr. Luis Eduardo Almeida, médico urologista, esclarece que geralmente, os cálculos na bexiga se formam em decorrência de dificuldade de esvaziamento do órgão. É mais comum ocorrer em crianças com más-formações congênitas e entre homens com aumento da próstata (hiperplasia prostática benigna – HPB), quadro clínico propício à obstrução do fluxo de urina, o que favorece o acúmulo de materiais que poderão se calcificar. No entanto, as pedras também podem aparecer em indivíduos sem evidência de problemas anatômicos, infecções ou outras alterações.

As pedras podem se formar em locais que não originalmente a bexiga, como nos rins, e chegar à bexiga pelos ureteres. Assim que diagnosticado, os cálculos devem ser retirados o mais breve possível por meio de cirurgia, pois poderão desencadear outros problemas sérios de saúde, como retenção urinária e até tumores.

SINTOMAS

Segundo Dr. Luis Eduardo, em alguns casos, o paciente não apresenta sintomas. Geralmente, o desconforto aumenta ao realizar movimentos repentinos e exercícios físicos. São comuns sintomas como interrupção ou dificuldade para urinar, presença de sangue na urina (hematúria) e problemas decorrentes de infecções, como febre e mal-estar. Outros sintomas são: dores na cabeça do pênis (glande), na bolsa escrotal, abdômen, costas e quadril.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de cálculo vesical é realizado por meio de exames que avaliam a urina do paciente e exames físicos – como o de toque retal -, além de ultrassom e raios X. Dificilmente é possível prevenir os cálculos, mas o tratamento da hiperplasia diminui o risco. Beber bastante líquido, em especial água, ajuda a diminuir a concentração de minerais na bexiga.

TRATAMENTO

No geral, o tratamento definitivo é cirúrgico. Retira-se o cálculo e procura-se tratar a causa de sua formação.

A dica do Dr. Luis Eduardo é de que, além de beber muita água e esvaziar totalmente a bexiga, se visite regularmente o médico para uma avaliação. Devemos cuidar com carinho de nosso melhor bem… que é a saúde.

Dr. Luis Eduardo Almeida, urologista, integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Quadro de intoxicação alimentar em crianças

Como devo proceder?

Dra. Elenice - esta

Os principais sintomas da intoxicação alimentar são de ordem gastrointestinal, como vômitos e diarreia.

Segundo a Dra. Elenice Mariotto Blaya, médica pediatra, a causa desse problema é a contaminação de um alimento por bactérias ou por toxinas liberadas por bactérias. Suspeita-se que a criança está intoxicada quando existe uma relação entre o consumo de alimentos e o surgimento dos sintomas algumas horas após a ingestão.

Outro indício é quando o quadro se repete em indivíduos que ingeriram a mesma comida. O primeiro passo para tratar a intoxicação alimentar é parar de comer o ingrediente suspeito. Ao mesmo tempo, é importante garantir uma hidratação frequente com soro caseiro ou soro de hidratação oral. O controle dos vômitos deve ser feito com medicamentos de via oral ou intramuscular e com uma dieta à base de arroz e batata cozida, que contêm amido e poucas fibras, provendo energia sem piorar o trânsito intestinal. Já a diarreia geralmente passa sem um remédio específico em crianças.

Os alimentos que costumam estar ligados à intoxicação são: ovo (contaminação por Salmonela), lácteos, frutas ou carnes (contaminação por Escherichia coli)”, esclarece  a pediatra Dra. Elenice Mariotto Blaya, integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Dezembro Vermelho: mês de conscientização sobre a Aids

Dr. Johnny fala sobre os números da doença

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O Dia Mundial de Combate à Aids ou ao HIV, celebrado no dia 1º de dezembro, veio com boas notícias: o Brasil conseguiu diminuir o número de mortes em decorrência da doença sexualmente transmissível. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade passou de 5,7 a cada 100 mil habitantes, em 2014, para 4,8, em 2017.

Neste ano, o Brasil completa 30 anos de oferta do tratamento da doença por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2013, os medicamentos (antirretrovirais) podem ser acessados nas unidades de saúde pelos soropositivos independentemente da quantidade de vírus apresentada no corpo. Essa medida, somada à melhoria nas técnicas de diagnóstico e à disseminação de informações, foi determinante para a redução de mortes e a garantia de tratamento.

Segundo Dr. Johnny Zoppas, existem várias formas de saber se a doença foi contraída. Uma das conquistas foi a redução do tempo de diagnóstico. Hoje, realizar o exame demora cerca de 30 minutos.

O médico ressalta que se deve prestar atenção na diferença entre um paciente portador do vírus e aquele que tem a doença. “Alguém tem a doença quando a imunidade cai e a pessoa se encontra sujeita a infecções oportunistas. Então, uma coisa é ter o teste positivo, outra é ter a doença”, explicou.

“O acompanhamento médico é importante, e o mais precocemente possível”, alerta o médico. Ele citou alguns cuidados básicos que contribuem para manter-se saudável: “Uma boa alimentação e alívio de estresse ajudam a pessoa com HIV preservar boas condições de saúde.

Dr. Johnny Zoppas é médico clínico e cirurgião geral e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Número de vasectomias aumenta no país

Dr. Luis Eduardo fala sobre o assunto

Luis Eduardo almeida

Um dado interessante disponível na plataforma Data/SUS revela que aos poucos os homens parecem compartilhar a responsabilidade do planejamento familiar. A vasectomia é um dos métodos que o casal pode escolher para controlar o número de filhos que deseja ter, e o Brasil observa aumento no número de procedimentos.

Em 2008, quando os primeiros dados foram disponibilizados digitalmente, foram realizadas 26 mil cirurgias. Em 2017, esse número saltou para 57 mil, um aumento de mais de 123%.

De acordo com o urologista Luis Eduardo Almeida, o maior esclarecimento da população sobre o tema – que foi sempre cercado de muito tabu – contribui significativamente para esse aumento. “Era muito comum associar o procedimento à impotência sexual, redução do esperma e até câncer de próstata“, afirma.

O medo, como explica o médico, não tem fundamento nenhum, já que os nervos e vasos sanguíneos envolvidos na ereção não são afetados pela cirurgia. O procedimento apenas interrompe a passagem dos espermatozoides dos testículos para o pênis. A ejaculação continua acontecendo, só que sem espermatozoides.

Além do acesso à informação, outro ponto importante que contribuiu para que mais vasectomias fossem realizadas no Brasil foi a criação de um código de regulamentação para a prática.

O procedimento é relativamente simples, com duração estimada de no máximo uma hora (em geral, dura cerca de 20 minutos), podendo ser feito inclusive no ambulatório, sem necessidade de centro cirúrgico. O homem já pode ir trabalhar no dia seguinte. Em todos os sentidos, é muito menos invasivo e mais simples que a laqueadura, que necessita de internação e anestesia geral.

Por meio de anestesia local, é feita uma pequena incisão no saco escrotal para localizar os ductos deferentes, por onde passam os espermatozoides. Os ductos são cortados e suas pontas são amarradas ou cauterizadas. Por fim, o médico fecha o pequeno corte feito para obter acesso aos canais.

Uma vantagem da vasectomia é que se trata de um procedimento reversível. Entretanto, é importante ressaltar que a taxa de sucesso da cirurgia de reconexão pode variar. “Depois da cirurgia, é fundamental fazer uso de um método anticoncepcional por aproximadamente 60 dias, pois alguns espermatozoides podem continuar vivos dentro do canal. Em poucos meses, porém, o sêmen não vai conter mais espermatozoides, o que impossibilita a gravidez”, afirma Dr. Luis.

Lembrando que a vasectomia é um procedimento que somente impede a gravidez, ou seja, não previne infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, sífilis, HPV e gonorreia. Para evitá-las, é indispensável o uso da camisinha.

Dr. Luis Eduardo Almeida é médico urologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Infarto fulminante? Será?

Dra. Mariza explica este termo

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Segundo a cardiologista Mariza Garcia Rosa, médica cardiologista, há três possibilidades quando alguém sofre um infarto (morte do tecido cardíaco provocada por falta de oxigênio, em geral causada porque o sangue não chega à região devido à oclusão das artérias coronárias): a primeira é a de a pessoa, de fato, ir a óbito instantaneamente; a segunda, de o paciente ir para o hospital e ser atendido, mas os médicos não conseguirem reverter o quadro e a morte ocorrer até 24 horas após o evento; a terceira, de a pessoa ser tratada e sobreviver.

O termo “infarto fulminante” transmite uma ideia errada, de que a pessoa está realizando uma atividade qualquer e repentinamente morre, quando na verdade ele se refere ao primeiro e ao segundo casos. A Dra. explica que a expressão, usada frequentemente, principalmente na mídia ao noticiar o ocorrido, é pouco usada entre os profissionais. “O que a gente fala muito é ‘morte súbita’, sendo que esse conceito engloba a morte em até um dia. Ou seja: tanto o caso de uma pessoa que morre no momento em que o infarto acontece quanto o daquela que morre até 24 horas depois são considerados mortes súbitas”, explica Dra. Mariza.

Ela cita que o termo “infarto fulminante” é leigo e está relacionado à morte rápida que não respondeu ao tratamento ou que não teve chance de receber o atendimento médico. “O termo morte súbita pode também se referir à morte não precedida de sintomas, sendo o infarto a principal causa. Outras cardiopatias e doenças neurológicas também podem ser causa de morte súbita, mas com menor frequência.”

O infarto agudo do miocárdio ainda é a principal causa de morte em adultos. “São mais de 400 mil casos por ano nos Estados Unidos, sendo que 50% das mortes ocorrem antes da chegada ao hospital. A maior causa da morte nas primeiras horas é a arritmia cardíaca”, diz.

Mas há formas de socorrer as vítimas. “Tudo depende da situação. Se a pessoa tiver um infarto na rua e sofrer uma parada cardíaca, por exemplo, e houver um socorrista ou alguém que inicie a massagem de reanimação, é possível recuperá-la.

FATORES DE RISCO:

Tabagismo, diabetes, hipertensão, colesterol elevado, sedentarismo, estresse e obesidade são os principais fatores de risco do infarto. Quanto mais fatores uma pessoa tiver, maior será a probabilidade de ela infartar. Outro risco é a hereditariedade: o maior número de casos ocorre em adultos acima dos 45 anos com histórico familiar de infarto (pai, mãe ou irmão).

A prevenção, segundo A Dra. Mariza, inclui alimentação saudável e prática de exercícios físicos pelo menos 5 vezes por semana durante 30 minutos. E quem tem diabetes ou pressão alta não pode deixar de buscar o tratamento adequado.

Dra. Mariza Garcia Rosa é médica cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Dar tapas nas costas ajuda a desengasgar?

Dr. Johnny Zoppas dá dicas valiosas

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Antes de esclarecer essa dúvida, é importante explicar por que engasgamos. Segundo o Dr. Johnny Zoppas, o engasgo acontece quando a epiglote (espécie de válvula localizada na parte superior da laringe que se fecha durante a deglutição) se abre, permitindo que o alimento ou líquido ingerido siga o caminho da respiração e não o da deglutição. Assim, o alimento ou o líquido vai para a laringe e não para o esôfago, como deveria.

Nesse caso, na maior parte das vezes, a pessoa engasgada consegue resolver o problema sozinha por meio da tosse, que empurra o agente irritante para fora das vias aéreas. É nesse contexto que o “tapinha nas costas” pode ajudá-la a expelir o alimento, líquido ou até mesmo a saliva, resolvendo os casos simples de engasgo.

Mas fica aqui a recomendação: quando existe obstrução das vias aéreas, um simples “tapinha” não adianta. O sinal clássico de que a pessoa está sufocando é levar as mãos ao pescoço e gesticular por ajuda. Fique atento aos sinais de engasgo grave, como: dificuldade para tossir e para falar, pânico e cianose (pele, lábios ou unhas azuladas).

Nesses casos, existem manobras específicas que devem ser realizadas por pessoas que têm conhecimento em primeiros socorros:

– VITIMA ADULTA CONSCIENTE:

Para desengasgar uma pessoa adulta consciente, segure-a por trás, passando seus braços em torno da cintura da vítima, de maneira que suas mãos se encontrem na altura do umbigo dela.

Feche uma das mãos e apoie-a logo acima do umbigo da vítima bem firme.

Use a outra mão para manter o punho fixo no local e comprima o abdômen rápida e fortemente de baixo para cima, em sequências de 5 vezes seguidas, faça uma breve pausa e repita até a pessoa desengasgar.

– VÍTIMA ADULTA INSCONSCIENTE:

Se a vítima estiver inconsciente, deite-a de barriga para cima e tente enxergar o que está causando o engasgo. Se conseguir visualizar, retire o objeto cuidadosamente com os dedos.

Se não conseguir enxergar, sente-se em uma cadeira e coloque uma almofada ou travesseiro sobre os joelhos. Coloque a vítima de bruços no seu colo, com o abdômen e o tórax apoiadas na almofada e com a cabeça para baixo.

Faça 5 compressões fortes e seguidas apoiando-se nas costas da vítima, usando seus braços e o peso do seu corpo para comprimir o abdômen da vítima contra o seu colo. Repita as compressões.

– CRIANÇAS:

Sentado, coloque a criança de bruços de comprido sobre uma de suas coxas, com as pernas da criança voltadas para sua barriga e a cabeça levemente inclinada para baixo, um pouco à frente do seu joelho.

Use um dos seus braços para apoiá-la sobre sua coxa e com a mão desse mesmo braço segure o queixo da criança.

Com a outra mão, comprima firmemente as costas da criança, na altura das costelas. Repita a manobra 5 vezes seguidas.

Se não funcionar, tente sentar-se e apoiar a criança em um de seus braços, como na técnica anterior, mas de modo que ela fique de barriga para cima.

Com a mão do mesmo braço, segure a cabecinha da criança abaixo do nível do corpo.

Com dois dedos da outra mão, comprima firmemente o tórax logo abaixo da linha imaginária que liga os mamilos. Faça 5 compressões firmes seguidas, uma breve pausa e repita.

O Dr. Johnny alerta que se nada funcionar e a vítima estiver inconsciente, ligue para o SAMU (192) para receber orientações.

Dr. Johnny Zoppas é integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.