COMO PREVENIR A INFECÇÃO URINÁRIA

(Dr. Mário dá dicas fáceis para evitar a doença)

Dr. Mario - jan 20

infecção urinária é um problema muito comum entre as mulheres, principalmente por conta do tamanho da uretra, cerca de 14 cm mais curta que a dos homens. A diferença faz com que as bactérias tenham um caminho muito mais curto para alcançar a bexiga. Além disso, a uretra da mulher fica próxima da vagina e do ânus, áreas suscetíveis à proliferação de bactérias.

Dr. Mario Blaya, ginecologista, explica que os sintomas incluem necessidade de urinar frequentemente (em quantidades pequenas), dor durante a micção e ardor após urinar. Em alguns casos, é possível notar pequenas quantidades de sangue na urina, que ocorre por conta da ação inflamatória desencadeada pela passagem das bactérias ao longo do sistema urinário.

Não é comum ter infecção urinária mais de uma vez por ano. Se você teve pelo menos dois episódios em um período de 6 meses ou três ou mais episódios em um período de um ano, é preciso ficar atenta. Nesses casos, é recomendado investigar com o seu médico, que pode indicar tratamentos preventivos com antibióticos.

Dr. Mario separou abaixo algumas dicas importantes que ajudam a prevenir o problema.

BEBA MUITA ÁGUA

Uma das principais dicas para prevenir a infecção urinária é aquela recomendação de sempre: beber muita água. Tente beber pelo menos 2 litros por dia. Além de ser benéfica para o organismo como um todo, a água ajuda a expelir bactérias presentes na uretra e na bexiga. Na correria do dia é comum esquecer de ingerir líquidos: leve uma garrafinha para o trabalho e outros lugares que frequentar para lembrar.

CUIDADO COM A HIGIÊNE PESSOAL

A higiene faz toda a diferença quando o assunto é saúde íntima. É importante manter a região da vulva e do ânus sempre limpa, lavando com água e sabão. Ao usar o banheiro, passe o papel higiênico da frente para trás, para não carregar bactérias do ânus para a vagina.

NÃO SEGURE A URINA

Vá ao banheiro sempre que sentir vontade, pois a retenção aumenta o risco de infecção urinária. Também é indicado urinar após as relações sexuais, pois isso ajuda a eliminar as bactérias presentes no trato urinário. Se possível, tome uma ducha rápida (duchas fortes e longas, pelo contrário, afetam a flora vaginal e aumentam o risco de infecção).

ATENÇÃO ÀS ROUPAS ÍNTIMAS

Roupas íntimas muito apertadas facilitam a proliferação de bactérias, pois retêm calor e umidade. Busque usar peças mais soltas e confortáveis, como saias e vestidos, principalmente em dias quentes. Quando utilizar absorvente troque-o com frequência.

Dr.  Mario Blaya, é médio ginecologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Confirmado primeiro caso de Coronavírus no Brasil

A Saúde Center Clínica alerta!

Confirmado primeiro caso de Coronavírus no Brasil

O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira (26) que está comprovado o caso positivo de coronavírus na capital paulista. Este é o primeiro caso da doença no país e em toda a América Latina. Além dele, há outros 20 casos em investigação e 59 suspeitas já foram descartadas.

O paciente com Covid-19 chegou ao país vindo da Itália. Ele estava assintomático e, depois de alguns dias, procurou um serviço de saúde com sintomas respiratórios. Antes, ele havia participado de uma reunião familiar, o que levou o Ministério da Saúde a colocar 30 pessoas que tiveram contato com ele em observação.

O homem é hipertenso e que por ter mais de 60 anos está entre os pacientes que apresentam maior risco, mas no caso dele específico, os sintomas são leves e a doença não evoluiu para um quadro mais grave.

O hospital Albert Einstein registrou a suspeita, fez um teste, que deu positivo. O caso foi para o Instituto Adolfo Lutz para contraprova, que foi concluído em três horas, comprovando a infecção por coronavírus. A média de conclusão do exame é de três dias, segundo Mandetta.

Providências

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta afirmou que não serão alterados procedimentos nos aeroportos ou bloqueios a países suspeitos, devido ao grande número de conexões nos voos. “Não existe nenhuma tecnologia que possa nos dizer que quem está dentro de um avião possa estar com o vírus ou não”, disse.

“A regra continua sendo: se tem sintomas, não viaje. Viajou? Informe as autoridades quando chega. Passou 14 dias da chegada, se sentir sintomas, procure a rede de saúde da sua cidade.”

A recomendação é: higiene, evitar aglomerações desnecessárias, cuidados de etiqueta respiratória, o brasileiro precisa aumentar o número de vezes que lava a mão”, afirmou Mandetta.

 Cada pessoa infectada pode transmitir para duas ou três pessoas, em alguns casos chegando a sete. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o período de incubação varia de 0 a 14 dias, mas já há estudos apontam que os sintomas aparecem de 9 a 10 dias.

Um estudo feito com 44 mil pessoas com casos confirmados apontou que a maioria dos infectados tinha idade entre 40 e 69 anos. Destes, 1.023 morreram. Os quadros mais graves deste estudo apareceram em pessoas acima de 60 anos.

Intoxicação alimentar

(Dra. Luiza Mainardi explica)

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Intoxicação alimentar, ou gastrintestinal (gastroenterocolite aguda), é um problema de saúde causado pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias (Salmonella, Shigella, E. coli, Staphilococus, Clostridium), vírus (Rotavírus), ou por suas respectivas toxinas, ou ainda por fungos ou por componentes tóxicos encontrados em certos vegetais (comigo-ninguém-pode, mandioca brava) e produtos químicos. A contaminação pode ocorrer durante a manipulação, preparo, conservação e/ou armazenamento dos alimentos. Nas crianças e idosos, a intoxicação alimentar pode ser uma doença grave.

CAUSAS

A Dra. Luiz Seganfredo Mainardi, médica clínica e cirurgia geral, explica que na maioria dos casos, uma infecção bacteriana é a principal causa de intoxicação alimentar.

Geralmente as intoxicações são causadas pela bactéria Salmonella sp. Este tipo de microrganismo é encontrado principalmente em alimentos de origem animal, como ovos, leite e carnes que foram contaminados ao entrar em contato com as fezes de animais infectados.

Entretanto, alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes e verduras, podem carregar a Salmonella após uma contaminação cruzada, que ocorre quando as bactérias são transferidas de um alimento para outro por meio de utensílios ou da própria pessoa que os está manuseando.

As reações podem aparecer em um intervalo de 6 a 72 horas após o consumo do alimento contaminado.

 SINTOMAS

Independentemente do micro-organismo determinante, os efeitos da intoxicação alimentar aguda são todos parecidos: náuseas, vômitos, diarreiafebre, dor abdominal, cólicas, mal-estar. Nos quadros mais graves, podem ocorrer desidratação, perda de peso e queda da pressão arterial, explica Dra. Luiza.

Nos casos específicos de alimentos contaminados pelo Clostridium, quando a intoxicação é causada por uma das variedades da bactéria responsável pela doença chamada botulismo, além dos distúrbios gastrintestinais que nem sempre aparecem, os sintomas podem ser indicativos de alterações neurológicas, como visão dupla e dificuldade para focalizar objetos, falar e engolir.

RECOMENDAÇÕES

  • Lave bem as mãos antes das refeições ou de lidar com alimentos;
  • Embale adequadamente os alimentos antes de colocá-los na geladeira ou no freezer;
  • Lave os utensílios de cozinha, especialmente depois de ter lidado com alimentos crus;
  • Evite comer carne crua e malpassada qualquer que seja sua procedência; especialmente a carne e os miúdos de frango, assim como os ovos devem ser bem cozidos porque são os transmissores mais comuns da bactéria Salmonella;
  • Não se esqueça de que ovos crus são ingredientes de pratos como a maionese e certos doces;
  • Só tome leite fervido ou pasteurizado;
  • Mergulhe verduras e hortaliças que serão ingeridas cruas numa solução de água com hipoclorito de sódio ou preparada com uma colher de água sanitária para cada litro de água;
  • Não ingira alimentos em conserva cujas embalagens estejam estufadas ou amassadas;
  • Mesmo que estejam dentro do prazo de validade, não consuma alimentos que pareçam deteriorados, com aroma, cor ou sabor alterados.

Essas são algumas dicas da Dra. Luiza Seganfredo Mainardi, clínica e cirurgia geral. Integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.

Coronavírus: o que os idosos devem saber para se prevenir

(Dr. Johnny Zoppas faz um alerta)

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Se você é idoso, talvez esteja assustado com as últimas notícias sobre o coronavírus. Elas informam que mais da metade das vítimas dessa infecção tem mais de 50 anos de idade e diagnóstico de alguma doença crônica, explica Dr. Johnny Zoppas, médico clínico geral e cirurgião.

O novo vírus, que ataca o sistema respiratório, teve seu ponto de partida na região de Wuhan, na China, deixando o mundo todo em alerta. Ele pertence à família dos coronavírus, um grupo que reúne desde agentes infecciosos que provocam sintomas de resfriado até outros com manifestações mais graves, como os causadores da SARS (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio).

De acordo com um artigo publicado pelo jornal americano o New York Times, o maior índice de mortalidade foi entre os idosos. Em média, os afetados teriam 75 anos de idade.

Porque os idosos são mais suscetíveis ao coronavírus?

Um motivo importante é a imunossenescência. Trata-se de um processo natural do envelhecimento, que diminui a capacidade do sistema imunológico. Como resultado, aumenta de modo geral a incidência de doenças infectocontagiosas em idosos. Isso vale para o coronavírus, para a gripe e por aí vai.

Quando os idosos apresentam comorbidades (a exemplo de diabetes, cardiopatia e doenças pulmonares como o DPOC), o risco de infecção e complicações sobe ainda mais.

Portanto, se você teve contato com pessoas que viajaram para outros países e começou a apresentar sintomas de gripe, procure seu médico. O atendimento rápido pode fazer a diferença.

Dr. Johnny Zoppas é clínico geral e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

ANEMIA: O QUE É E QUAIS OS SINTOMAS

(Dra. Moema Nenê Santos explica)

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Primeiro, explicar que a especialidade HEMATOLOGIA é a área da medicina que estuda todos os componentes relacionados ao sangue.

A Dra. Moema Nenê Santos, médica hematologista, explica hoje sobre ANEMIAS:

Anemias são doenças em que há a redução da quantidade total de glóbulos vermelhos em um indivíduo. Como estas células são responsáveis pelo transporte do oxigênio para os tecidos, esta redução leva a uma menor liberação de oxigênio para todos os órgãos.

Há inúmeras causas de anemia: por doença da medula óssea, por deficiência de nutrientes essenciais para a produção dos glóbulos vermelhos entre outras.

SINTOMAS: Segundo a Dra. Moema, são inespecíficos, necessitando-se de exames laboratoriais de sangue para que seja confirmado o diagnóstico. Mas os principais são: Fadiga generalizada, falta de apetite, palidez de pele e na parte interna do olho, dificuldade de aprendizagem nas crianças, falta de ar, tonturas, dor no peito, mãos e pés frios, dor de cabeça, apatia, vontade de comer substâncias não alimentares como gelo ou arroz cru, formigamento nas mãos e pés.

Quando sentir alguns desses sintomas, consulte o médico. O hematologista é o indicado para tratar as doenças relacionadas ao sangue.

Dra. Moema Nenê Santos, médica hematologista, integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Engasgo Infantil – primeiros socorros

(Pediatra Dra. Elenice M. Blaya explica)

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Sabemos que o engasgo pode acontecer em uma fração de segundos e isso é muito perigoso, especialmente, em crianças na faixa etária entre 1 e 3 anos de idade, período este em que elas ainda não conseguem controlar a mastigação e deglutição de alimentos por falta dos dentes molares (dos fundos) que contribuem para a trituração dos alimentos. Embora o tema assuste, é necessário estarmos preparados (física e emocionalmente) para saber agir rápido e utilizar as técnicas corretas para salvar a vida de uma criança. A ideia, segundo a pediatra Dra. Elenice Mariotto Blaya, é orientar e ajudar pais e mães no cuidado diário de seus filhos com o objetivo de evitar acidentes com objetos, alimentos e líquidos.

O que é o engasgo:

O engasgo é caracterizado pela dificuldade de respirar devido a presença de corpos estranhos na garganta. Pode ser ingerido ou colocado pela criança nas narinas e conduto auditivo, mas apresenta um risco maior quando é aspirado para o pulmão.

Faixa Etária de maior incidência:

A idade de maior incidência de engasgo e até mesmo de paradas cardiorrespiratórias por aspiração de corpos estranhos acontece entre 1 e 3 anos de idade. Porém, não podemos descartar outras faixas etárias, porque os incidentes também acontecem em crianças maiores – seja por alimentos, brinquedos e líquidos.

Sintomas:

A Dra. Elenice explica que a tosse pode ser o primeiro indício de engasgo após a ingestão do corpo estranho, assim como o aparecimento de chiado súbito no peito em crianças que não apresentam casos de alergia. Falta de ar, lábios e unhas arroxeadas e ronquidão também sugerem este quadro.

Quando a criança apresenta somente a tosse e expele o objeto que provoca a asfixia, podemos caracterizar como engasgo “mais leve”, do qual não necessita de intervenção física (técnicas de desengasgo), mas é importante levá-la o quanto antes para o atendimento médico adequado.

No caso de asfixia total, quando a criança não consegue respirar, tossir, esboçar nenhuma reação, som ou ficar arroxeada é importante intervir imediatamente com técnicas adequadas para desengasgá-la e, após, seguir imediatamente para um pronto atendimento médico.

Como agir:

Segundo a pediatra, primeiramente, os pais ou responsáveis no momento em que acontece um engasgo devem manter a calma para agirem de forma correta e, assim, não colocarem a vida da criança em risco. Depois, identificar se o quadro é caracterizado por engasgo leve. E aí sim iniciar as técnicas apropriadas para ajudar na asfixia por ingestão de corpo estranho – seja ele qual for (estado liquido ou sólido).

Conheça as diferentes técnicas de desengasgo e suas indicações de aplicação:

A manobra de Heimlich é indicada para todos os quadros de engasgo por introdução de corpo estranho, em todas as faixas etárias, inclusive em adultos. O que muda é a forma como e aplicada na vítima e os cuidados após.

Em crianças menores de um ano é importante realizar a manobra de Heimlich que consiste em virá-la de bruços com cabeça em altura mais baixa do que o quadril, apoiando-a nos braços para garantir a segurança necessária e, também, colocar os dedos de uma das mãos apoiadas entre as bochechas do bebê, com cuidado, e após “dar” cinco tapas fortes na região das costas, entre os ossinhos da costela, para que o corpo estranho seja expelido. Caso isso não ocorra, é necessário partir para a segunda etapa da técnica, da qual vira-se o bebê de barriga para cima e com os dois dedos maiores da mão, aperta o diafragma (próximo à altura do estomago) cinco vezes até que o objeto seja expulso ou a criança demonstre reação e seja possível a retirada do que provoca o engasgo, com cuidado para não a machucar e ou empurrar novamente para dentro da garganta.

Em crianças maiores de um ano: a manobra de Heimlich é aplicada de maneira diferente. Consiste em abraçar a criança (ou adulto) por trás, com uma das mãos em forma de punho fechado (como de um soco) e a outra sobre ela para comprimir a região abaixo das costelas (no diafragma – altura da boca do estomago) em sentido para cima, até que o objeto seja deslocado da via aérea para a boca e jogado para fora, permitindo o retorno dos sentidos e da respiração. Em seguida, leve a vítima imediatamente para um pronto atendimento adequado. Caso ocorra desmaio, é necessário solicitar ajuda emergencial para evitar fatalidades.

As dicas são da Dra. Elenice Mariotto Blaya que é médica pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Contracepção na adolescência: o que você precisa saber

(Dr. Mario Blaya explica)

Dr. Mario - jan 20

A cada ano milhares de adolescentes se veem diante de uma realidade inesperada e indesejada: a gravidez. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de cada 1000 bebês nascidos no Brasil, 68 são filhos de mães adolescentes — meninas de 15 a 19 anos. Daí a importância que informação de qualidade sobre contracepção alcance esse público.

Como escolher o melhor método contraceptivo?

Dr. Mario Blaya, ginecologista e obstetra, esclarece que a escolha do método contraceptivo na adolescência deve ser feita após a análise criteriosa das condições de saúde e de vida de cada paciente, o que depende de consulta com um médico ginecologista.

Ele irá avaliar as condições de saúde pessoal e familiar, a história reprodutiva e preferências de anticoncepção. Para analisar as preferências, deve considerar a conveniência e aceitação dos possíveis efeitos colaterais dos métodos e a capacidade da jovem de adesão ao anticoncepcional no dia-a-dia. Dará atenção especial aos efeitos colaterais, vantagens e desvantagens de cada método, já que essas informações são importantes para uma escolha final bem informada.

Entre os efeitos colaterais que a adolescente pode apresentar, são mais comuns os sintomas relacionados abaixo:

– Dor de cabeça e náuseas
– Alteração do fluxo menstrual
– Aumento de peso
– Retenção líquida
– Melhora ou piora da acne
– Alteração no desejo sexual

A paciente adolescente que inicia um método anticoncepcional deve ser acompanhada de perto pelo ginecologista, com retornos mais frequentes do que o normal de uma a duas vezes por ano.

Existem vários tipos de contraceptivos e somente o médico poderá indicar o melhor para seu caso.

Dr. Mario Blaya é médico ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Azia: sintoma de mal crônico

(Dra. Luiza Mainardi dá dicas)

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Cerca de 10% dos adultos sofrem de azia quase todos os dias, e de 35% a 40% apresentam ocasionalmente esse sintoma. A azia é o sintoma mais característico de refluxo do suco gástrico para o esôfago. A sensação de azia ou queimação costuma surgir nas duas primeiras horas depois da refeição, especialmente quando a pessoa se deita, e melhora com antiácidos.

A Dra. Luiza Seganfredo Mainardi, explica que os sintomas incluem os casos clássicos de queimação no trajeto do esôfago e gosto ácido na boca, até crises de asma noturna, tosse e dores no peito que simulam ataques cardíacos.

O diagnóstico de refluxo geralmente é estabelecido através da endoscopia, seguida ou não de biópsia da mucosa do esôfago para documentar sinais de inflamação. Cerca de 50% das pessoas com queixa de azia, no entanto, não apresentam alterações inflamatórias sugestivas de esofagite.

A tendência moderna é considerar o refluxo como doença crônica. Seus sintomas podem desaparecer com o tratamento, mas retornam rapidamente com sua interrupção.

Mudanças do estilo de vida podem aliviar significativamente os sintomas, explica Dra. Luiza. Elevar a cabeceira da cama a uma altura de 15 a 20 centímetros, pode dificultar a subida de suco gástrico pelo esôfago. Da mesma forma, dormir deitado sobre o lado esquerdo costuma reduzir o refluxo (enquanto deitar sobre o lado direito, de bruços ou de costas aumenta).

Como o refluxo surge quase sempre depois das refeições, é importante não comer exageradamente nem tomar muito líquido para evitar distensão do estômago. Dietas gordurosas não são recomendadas, porque a gordura retarda o esvaziamento gástrico.

Quem sofre de refluxo só deve deitar-se três horas depois de uma refeição. É importante, também, não ingerir bebidas alcoólicas antes de ir para a cama e não fumar, porque a nicotina estimula o refluxo.

Vale lembrar que muitas pessoas com refluxo não apresentam sintomas típicos. Elas se queixam de tosse (principalmente noturna), irritação na garganta e crises de asma disparadas por espasmos dos brônquios provocados pela microaspiração de suco gástrico.

Dra. Luiza Seganfredo Mainardi é médica clínica e cirurgiã e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Dia Internacional de Luta Contra o Câncer na Infância

(Dra. Elenice M. Blaya, Pediatra, fala sobre a data)

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15 de fevereiro é lembrado em todo o mundo o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer na Infância. A Organização Mundial da Saúde, a Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica (SIOP) e mais centenas de organizações em 88 países estão comprometidas e empenhadas para atingir a meta global de reduzir a mortalidade infantil causada pelo câncer.

Segundo dados da Childhood Cancer International (CCI), a cada ano, mais de 300.000 crianças são diagnosticadas com câncer em todo o mundo. Aproximadamente 8 entre 10 dessas crianças vivem em países de baixa e média renda, onde a taxa de sobrevivência é de quase 20%. Isso contrasta com os países de alta renda, onde as taxas de cura excedem 80% para muitos cânceres infantis. O objetivo da iniciativa global é eliminar toda a dor e sofrimento das crianças que lutam contra o câncer e alcançar pelo menos 60% de sobrevivência para todas as crianças diagnosticadas em todo o mundo até 2030.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Sobre o câncer infantojuvenil

A Dra. Elenice Marioto Blaya, pediatra, explica que o câncer infanto-juvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infanto-juvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.

Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

Os pais devem estar alertas ao fato de que a criança não inventa sintomas. Ao sinal de alguma anormalidade, devem levar seus filhos ao pediatra para avaliação. Na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, mas isto não deve ser motivo para descartar a visita ao médico.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya é pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

O que fazer em caso de picada de aranha

(Dr. Johnny Zoppas dá dicas)

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Os acidentes causados por aranhas são comuns, porém a maioria não apresenta repercussão clínica. Os gêneros de importância em saúde pública no Brasil são as seguintes espécies:

  • aranha-marrom (Loxosceles);
  • aranha-armadeira ou macaca (Phoneutria);
  • viúva-negra (Latrodectus).

O médico Dr. Johnny Zoppas lembra que acidentes causados por outras aranhas podem ser comuns, porém sem relevância em saúde pública, sendo que os principais grupos pertencem, principalmente, às aranhas que vivem nas casas ou suas proximidades, como caranguejeiras e aranhas de grama ou jardim.

Como prevenir acidentes com as aranhas

  • Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades das casas.
  • Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas. Manter a grama aparada.
  • Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto das casas.
  • Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois as aranhas e escorpiões podem se esconder neles e picar ao serem comprimidos contra o corpo.
  • Não pôr as mãos em buracos, sob pedras e troncos podres.
  • Usar calçados e luvas de couro pode evitar acidentes.
  • Vedar soleiras das portas e janelas ao escurecer, pois muitos desses animais têm hábitos noturnos.
  • Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes, consertar rodapés despregados, colocar saquinhos de areia nas portas e telas nas janelas.
  • Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques.
  • Afastar as camas e berços das paredes. Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão. Inspecionar sapatos e tênis antes de calçá-los.
  • Preservar os inimigos naturais de escorpiões e aranhas: aves de hábitos noturnos (coruja, joão-bobo), lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos, coatis, entre outros (na zona rural).

O que fazer em caso de acidente com aranhas

  • Lavar o local da picada.
  • Usar compressas mornas, pois ajudam no alívio da dor.
  • Elevar o local da mordida.
  • Procurar o serviço médico mais próximo.
  • Quando possível, levar o animal para identificação.

Atenção ao que não deve-se fazer após acidente com aranhas

  • Não fazer torniquete ou garrote.
  • Não furar, cortar, queimar, espremer ou fazer sucção no local da ferida.
  • Não aplicar folhas, pó de café ou terra para não provocar infecções.
  • Não ingerir bebida alcoólica, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país.

Procure sempre atendimento médico o mais breve possível e sempre lembre destas orientações. Dr. Johnny Zoppas é clínico geral e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.