(Cardiologista Dra. Mariza esclaresce)

Profissionais de saúde estão preocupados que o medo do coronavírus acabe fazendo certas pessoas ficarem em casa mesmo se apresentarem sintomas sérios e sugestivos de doenças que exigem tratamento rápido, como infarto, AVC, reações alérgicas severas… Mas, em face de uma urgência, ficar em casa não é uma boa.
Dados intrigantes vieram dos Estados Unidos: enquanto cardiologistas intervencionistas relataram uma queda de 50% ou mais no número de pacientes recebendo tratamento emergencial contra o infarto em hospitais, a cidade de Nova York— uma das mais atingidas pelo Coronavírus— reportou um aumento de oito vezes nas mortes em casa por parada cardíaca, em comparação com o mesmo período de 2019.
“Esse fato seria resultado do medo de o paciente procurar um médico”, enfatiza a cardiologista Dra. Mariza Garcia Rosa.
A Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista apontou uma diminuição de 70% no número de procedimentos voltados para controlar um infarto em abril de 2020, quando comparado ao mesmo período do ano passado. As hipóteses para esse fenômeno são as mesmas do contexto americano.
Cabe lembrar que problemas como um AVC se agravam com o tempo. Quanto mais precoce o tratamento, maior a chance de recuperação.
Por isso a Dra. Mariza alerta. Ao apresentar qualquer sintoma, procure imediatamente o médico. A recomendação é ficar em casa, mas se estiver bem. Os profissionais da saúde estão trabalhando com todos os cuidados para sua proteção… e principalmente… SALVAR SUA VIDA!
Dra. Mariza Garcia Rosa é médica cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.








