Dra. Elenice fala sobre o assunto

Todo mundo já teve febre alguma vez na vida e, justamente por isso, é comum existirem receitinhas "tradicionais" que foram passadas entre gerações para lidar com a condição. Ocorre que nem sempre essas formas de lidar com a febre de fato são eficientes. É preciso tomar bastante cuidado porque, em bebês e crianças, um tratamento errado pode piorar o quadro, ao invés de melhorá-lo. A Dra. Elenice Mariotto Blaya desmistifica 5 histórias sobre febre em crianças. - Banho frio = Um dos mitos mais comuns diz que o banho frio ajuda a abaixar a febre. Ocorre que, caso a criança esteja pálida, tremendo e contraÃda colocá-la num banho frio só vai aumentar a reação do corpo, que vai entender que a temperatura mudou e, em resposta, irá aumentá-la mais ainda. O ideal para melhorar a temperatura de uma criança é, na verdade, um banho morno até que a medicação dê conta de fazer seu efeito. Dessa forma, a temperatura vai abaixando aos poucos. - Medicar imediatamente = A febre também é uma reação benéfica para o corpo. Além de alertar para um problema, ela é uma defesa contra vÃrus, bactérias ou outros agentes invasores. O corpo aumenta a temperatura como uma forma de combater o processo infeccioso pelo qual a criança está submetida, portanto não há necessidade de desespero na hora de medicar. - Erupção dos dentes causa febre = Isso não é verdade. A temperatura dos bebês tende a subir quando os dentinhos estão nascendo, contudo ela não passa de 37 graus e meio, portanto não é considerado febre e não há necessidade de medicação. - Febre alta causa convulsão = Não é bem assim. Para que uma criança tenha convulsão por causa de febre ela precisa ter histórico familiar da doença, estar dentro da faixa etária dos 6 meses aos 5 anos e ter tido um aumento muito rápido da temperatura. O grau de temperatura não influencia na convulsão, o que vai influenciar é a velocidade com a qual a temperatura corporal mudou. - Febre psicológica = De acordo com a Dra. Elenice este é um tópico delicado, porque até hoje não foi possÃvel comprovar por estudos cientÃficos que crianças chateadas, bravas ou com medo acabam desenvolvendo febre por estas razões. O que se sabe atualmente é que algo está acontecendo com aquela criança, algum processo infeccioso, uma causa realmente orgânica que deve ser investigada. - Outra situação muito frequente  é que após medicar a criança, a mãe em 15 minutos mede a febre e ela aumentou. Isso é muito comum, porque entre perceber a febre, medicar e o medicamento começar a agir demora 40 minutos. A temperatura corporal continua subindo, para depois sob ação do medicamento começar a baixar. Lembrando que qualquer antitérmico (paracetamol, ibuprofeno e dipirona) demoram 40 minutos para agir e 2 horas para atingir o pico de ação. Então para baixar a febre pode demorar 2 horas. Mas a Dra. Elenice alerta que a febre deve ser sempre monitorada pois é o alerta que algo está acontecendo. Se ela persistir o pediatra deve ser consultado. Dra. Elenice Mariotto Blaya é pediatra e integra o corpo clÃnico da Saúde Center ClÃnica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.





