Dra. Juliana Rietjens fala sobre o tema

Com a intenção de estimular a população na prevenção e no diagnóstico ao câncer da pele, em 2014 a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deu iniciou ao movimento de combate ao câncer da pele batizado “Dezembro Laranjaâ€. Desde então, sempre no último mês do ano, a entidade realiza ações para lembrar como evitar o câncer mais comum no paÃs.
Todo ano o tema da campanha é renovado para atrair um maior número de pessoas nessa luta de conscientização. O câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com 176 mil novos casos ao ano.
Em 2018, o tema da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele é “Se exponha, mas não se queimeâ€. A ação ganha destaque com o movimento Dezembro Laranja, que informa a população sobre as formas de prevenção com a adoção de uma série de medidas fotoprotetoras, e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento.
Segundo Dra. Juliana Rietjens, médica dermatologista, histórico familiar, caracterÃsticas da pele (pele clara é mais propensa a desenvolver o câncer) e excesso de exposição solar são fatores de risco para a doença.
No caso dos brasileiros, o problema se torna mais grave porque grande parte da população ainda não tem o hábito de passar filtro solar antes de se expor ao sol, somente quando vai à praia ou piscina.
Das 10 horas da manhã até à s 16 horas, há prevalência dos raios ultravioleta do tipo B. Embora o comprimento de onda desses raios não seja tão longo quanto o do tipo A, eles são mais cancerÃgenos, provocam manchas e envelhecimento precoce da pele. Por isso a importância de criar o hábito de adotar medidas de proteção que vão além do uso do protetor solar como: óculos escuros, bonés de aba grande para proteger a face ou então a utilização de guarda-chuva. Há disponÃvel no mercado, inclusive, maquiagens ou creme dermatológicos para o rosto com fator de proteção. “Só é importante não esquecer de reaplicar ao longo do diaâ€, lembra Dra. Juliana.
Lembre-se que os danos causados pelo sol são cumulativos. Com o passar dos anos, quanto mais frequente e duradoura tiver sido a exposição, maior a possibilidade de ocorrerem manchas e tumores malignos.
Isso não quer dizer, no entanto, que você está proibido de tomar sol, mas é importante ter prudência. A pessoa pode identificar seu limite observando o eritema da própria pele, ou seja, o vermelhidão que se forma após a exposição ao sol, que arde e incomoda à noite.
Outra dica da Dra. Juliana é: Na hora de comprar protetor solar, não se esqueça que o FPS está ligado à proteção contra os raios UVB (responsáveis pelas queimaduras do sol e câncer da pele). Porém, a proteção contra os raios UVA (responsáveis pelo envelhecimento da pele, manchas e aumento do risco de câncer da pele) também é muito importante e deve ser no mÃnimo 1/3 da proteção UVB. Então tenha o cuidado de observar a proteção anti UVA no rótulo do produto antes da compra.
Dra. Juliana Rietjens é médica dermatologista integrante do corpo clÃnico da Saúde Center ClÃnica de Tapejara. Telefone 3344-3600.





