Infecção urinária

Dr. Johnny Zoppas comenta sobre o tema

Dr. Johnny6

Infecção urinária é qualquer infecção por micro-organismos que acometa o trato urinário. Dependendo da estrutura acometida, a infecção tem nomes diferentes: uretrite (uretra), cistite (bexiga) ou pielonefrite (rins). Embora vários micro-organismos possam causar o problema, geralmente a responsável é a bactéria Escherichia coli, presente naturalmente no intestino e importante para a digestão, mas patogênica para o aparelho urinário.

CAUSAS DA INFECÇÃO URINÁRIA

Segundo Dr. Johnny Dorval Zoppas, homens, mulheres e crianças estão sujeitos à infecção, mas ela é mais prevalente em mulheres porque suas características anatômicas as tornam mais vulneráveis. A uretra da mulher, além de muito mais curta do que a do homem, está mais próxima do ânus, o que favorece a passagem de micro-organismos para a região.

Pessoas com diabetes descontrolado também têm risco aumentado, devido às alterações causadas pelas altas taxas de açúcar no organismo que caracterizam a doença. Nos homens, depois dos 50 anos, o crescimento da próstata e consequente retenção de urina na bexiga podem causar o problema.

O risco de contrair uma infecção é maior após uma relação sexual, provavelmente porque a uretra sofre microtraumas — normais durante o sexo — e torna-se vulnerável à instalação de bactérias.

É mais comum também na menopausa, quando diminuem as taxas de estrógeno, hormônio que protege o trato urinário.

SINTOMAS DA INFECÇÃO URINÁRIA

  • Necessidade urgente de urinar com frequência;
  • Escassa eliminação de urina em cada micção;
  • Ardor ao urinar;
  • Dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre;
  • Febre;
  • Sangue na urina nos casos mais graves.

RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR A INFECÇÃO URINÁRIA

  • Beba muita água. O líquido ajuda a expelir as bactérias da uretra e da bexiga;
  • Urine com frequência. Reter a urina na bexiga por longos períodos é uma contraindicação importante.
  • Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário;
  • Redobre os cuidados com a higiene pessoal. Mantenha limpas a região da vulvae do ânus. Depois de evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás;
  • Sempre que possível, lave-se com água e sabão. Ainda assim, não exagere, pois a lavagem em excesso pode prejudicar o equilíbrio da flora genital, importante para a proteção do nosso organismo;
  • Evite roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias;
  • Suspenda o consumo de tabaco, álcool, temperos fortes e cafeína. Essas substâncias irritam o trato urinário;
  • Troque os absorventes higiênicos com frequência para evitar a proliferação bacteriana.

Dr. Johnny Zoppas é clínico geral e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Pressão baixa (hipotensão arterial)

(Dra. Mariza fala sobre o tema)

DSC_3678

A pressão arterial é consequência da força que o sangue exerce contra as paredes das artérias para conseguir circular pelo corpo. Quando o coração se contrai (sístole) para expulsar o sangue de seu interior, a pressão nas artérias atinge o valor máximo (pressão máxima ou sistólica). Quando a musculatura cardíaca relaxa (diástole) para permitir que o sangue volte a encher suas cavidades, a pressão cai para seus valores mínimos: é a pressão mínima ou diastólica.

De acordo com os critérios internacionais estabelecidos, os valores de referência desejáveis da pressão arterial estão ao redor de 120 mmHg x 80 mmHg, ou 12 por 8.

Segundo a cardiologista, Dra. Mariza Garcia Rosa, considera-se que uma pessoa está com pressão baixa, ou hipotensão arterial, quando esses níveis são menores que 9 por 6 e o paciente tenha sintomas. É comum pessoas que sofrem desse problema apresentarem desmaios quando a pressão cai, mas é preciso ressalvar, porém, que pessoas saudáveis podem ter níveis baixos a esse ponto sem manifestar os sinais negativos da hipotensão arterial.

Pressão baixa não é considerada uma doença em si, mas pode estar relacionada com doenças graves como infarto do miocárdioembolia pulmonardiabetes, por exemplo.

CAUSAS DA PRESSÃO BAIXA

Desidratação, jejum prolongado, uso excessivo de medicamentos contra hipertensão, de diuréticos e de remédios para emagrecer, entre outros, podem ser os responsáveis por essa condição. Da mesma forma, nos dias de calor, a tendência é diminuírem os níveis de pressão, porque as artérias ficam mais dilatadas e o sangue não precisa exercer muita força para circular.

Segundo a Dra. Mariza, quedas de pressão podem ocorrer também, quando a pessoa se levanta de repente depois de muito tempo deitada, agachada ou sentada, em decorrência de um déficit momentâneo na irrigação do cérebro por causa do retorno venoso mais lento e do subsequente débito cardíaco. Nesse caso, elas recebem o nome específico de hipotensão postural ou ortostática. Esses quadros são mais frequentes nos idosos tratados com medicamentos hipertensivos ou nos portadores de diabetes.

SINTOMAS DA PRESSÃO BAIXA

Dra. Mariza esclarece que, quando a pressão arterial está baixa, o fluxo de sangue para os tecidos cai e o oxigênio não chega às células em quantidade suficiente. Podem surgir, então, os seguintes sintomas, que variam de intensidade conforme o caso.

  • Fraqueza;
  • Perda de força;
  • Baixa de energia;
  • Tontura;
  • Visão turva;
  • Suor frio;
  • Taquicardia;
  • Sensação de desmaio ou desmaio.

RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR A PRESSÃO BAIXA

. Levante-se com cuidado. Se estiver deitado/a, sente-se primeiro na cama e permaneça nessa posição por alguns minutos antes de ficar em pé;

  • Beba bastante líquido para evitar a desidratação e a hipovolemia;
  • Verifique se os medicamentos que está usando têm algum tipo de ação sobre pressão arterial;
  • Pratique exercícios físicos regularmente: eles têm ação benéfica sobre a circulação sanguínea e a pressão arterial;
  • Evite permanecer por longos períodos em ambientes muito quentes e úmidos;
  • Mantenha o travesseiro levemente elevado para diminuir o risco de hipotensão ao se levantar;
  • Procure um médico para avaliação clínica se as crises de hipotensão se repetirem. A pressão baixa pode ser sinal de algumas doenças que precisam ser investigadas e tratadas.

Dra. MARIZA GARCIA ROSA é médica cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Direitos da Mãe trabalhadora durante a Amamentação

VOCÊ SABIA?

Direitos da Mãe trabalhadora durante a Amamentação

AGOSTO DOURADO

O leite materno é essencial para a criança, por proporcionar nutrientes para o crescimento e desenvolvimento saudáveis. Nos primeiros seis meses de vida, as mães devem amamentar de modo exclusivo, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento e partir daí ser introduzidos os alimentos complementares e mantido o aleitamento por dois anos de idade ou mais.

Provedora deste melhor alimento para seu filho ‐ o leite materno, a mulher vem assumindo também, papel cada vez mais importante no mercado de trabalho. Sendo assim, é preciso ampliar, por parte das mães, dos empregadores e dos profissionais de saúde, o conhecimento sobre as leis que protegem a gravidez e a amamentação.

Resumidamente, as mães que trabalham e que amamentam nos primeiros seis meses têm direito, por lei, a duas pausas, de ½ hora cada uma, para amamentar, ou a sair 1 hora mais cedo do trabalho, além da licença maternidade de 120 dias (4 meses mais ou menos). Em situações especiais, por motivo de saúde da criança ou da mãe, essa licença poderá ser prorrogada, com atestado médico, por mais duas semanas. Os pais têm direito à licença‐paternidade de 5 dias a partir do nascimento do bebê.

Dia Nacional de Combate ao Colesterol

(Dra. Morgana R. Rodrigues, endocrinologista, fala sobre o tema)

Julho de 2018 Dra Morgana Regina Rodrigues

No dia 8 de agosto comemoramos o Dia Nacional de Combate ao Colesterol e a Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica Endocrinologista fala sobre o tema.

O colesterol é um tipo de gordura que faz parte da estrutura das células do cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Ele é essencial para o funcionamento dessas células. É importante para formação de hormônios de vitamina D e de ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras da alimentação.

O colesterol no sangue circula ligado a lipoproteínas chamadas de colesterol bom (HDL) e colesterol ruim (LDL). O excesso de LDL é que está associado às doenças cardíacas e só esse precisa ser tratado.

A Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista, revela que cerca de 70% do colesterol no sangue vem do fígado e apenas 30% vem da alimentação. Depois de passar pela circulação, o colesterol precisa ser removido novamente para o fígado para formar a bile. Os níveis de colesterol no sangue dependem, portanto, principalmente da capacidade do fígado em removê-lo. Isso varia de pessoa para pessoa.

A médica alerta que ter excesso de peso não significa ter colesterol alto. Pessoas magras podem ter colesterol alto, pois a remoção pelo fígado tem caráter genético. Se você tem parente de primeiro grau com colesterol alto, sua chance de ter colesterol alto é maior.

O excesso de LDL causa doenças vasculares porque se deposita, sem dar sintomas, na parede interna das artérias e gradualmente vai formando uma placa chamada ateroma. Esses ateromas vão obstruindo gradualmente as artérias e podem acabar causando infarto agudo do miocárdio e AVC sendo que quanto mais avançada a idade, maior o risco.

Lembra que é fundamental um estilo de vida saudável, fazer controle de LDL, glicose, pressão arterial, parar de fumar e reduzir peso. Evitar o sedentarismo e a ingesta de gorduras saturadas. Os alimentos que mais aumentam colesterol são a gema dos ovos, o bacon, a pele da carne das aves, a manteiga, o creme de leite, a nata, as frituras, os embutidos e as carnes gordurosas.

Todos adultos e crianças acima de 10 anos devem dosar o colesterol e suas frações pelo menos uma vez e se alterado, consultar endocrinologista para definir o risco cardiovascular individual e planejar um tratamento adequado.

Dra. Morgana enfatiza que o tratamento do colesterol deve ser preventivo e para a vida toda. O objetivo é reduzir o risco cardiovascular. Não adianta tratar por um período e depois abandonar o tratamento pensando em cura. Na verdade não se busca a cura e sim um controle que pode ser feito por medidas de estilo de vida ou medicamentos. As estatinas são as medicações mais importantes para o controle de colesterol. A cada 40mg/dL de LDL reduzido, a mortalidade por infarto se reduz em 20%. Portanto quanto mais alto o colesterol, mais importante é o tratamento.

Na dúvida, sempre procure um medico. Lembrando que o medico endocrinologista é especialista na área. Dra. Morgana Regina Rodrigues integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telephone 3344-3600.

 

CRM: 34563

RQE: 30699

Rinoplastia

(O Cirurgião Plástico Dr. Bruno Blaya esclarece)

2

A Rinoplastia, ou cirurgia do nariz, melhora a aparência e a proporção do nariz, realçando a harmonia facial e melhorando a autoestima. O procedimento também pode corrigir dificuldade respiratória causada por anormalidades estruturais no nariz.

Para quem é indicada a rinoplastia?

Segundo Dr. Bruno Blaya, cirurgião plástico, de modo geral, é possível afirmar que a rinoplastia é indicada para qualquer pessoa que esteja insatisfeita com a aparência do nariz. Estar infeliz com o formato do nariz é algo muito comum e pode causar problemas de autoestima. Além disso, pessoas com algum tipo de problema respiratório, como o desvio de septo, também devem recorrer à rinoplastia, pois a cirurgia, além de estética, pode resolver esses problemas, aumentando a qualidade de vida. Vale lembrar, entretanto, que, antes de tudo, é necessário escolher um profissional qualificado e ter expectativas realistas sobre o resultado, afinal, cada caso é um caso. Toda cirurgia possui contraindicações, e com a rinoplastia não é diferente. Apesar de ser um procedimento considerado seguro, ela pode trazer algumas complicações para certos tipos de pacientes, como: Quem faz uso de algum tipo de anticoagulante; Pacientes que possuem hemofilia ou outros problemas de coagulação; Pacientes que possuam algum tipo de doença que esteja em fase aguda; Fumantes; Mulheres grávidas; Mulheres em fase de amamentação; e Crianças ou adolescentes. Por isso, o ideal é esperar até que a formação nasal esteja completa.

Dr. Bruno explica que o procedimento pode ser realizado com base em duas abordagens: a abordagem ABERTA, onde são feitas incisões através da columela, faixa estreita de tecido que separa as narinas. Através dessas incisões, os tecidos moles que cobrem o nariz são cuidadosamente levantados, permitindo o acesso para remodelar a estrutura do nariz. Ou por abordagem FECHADA, em que as incisões são escondidas no interior do nariz. A cirurgia do nariz pode reduzir ou aumentar as estruturas nasais com o uso de cartilagem enxertada de outras áreas do seu corpo. Mais comumente, partes de cartilagem do septo (a partição no meio do nariz).

DETALHES:

– A anestesia é local associada à sedação. Opção de anestesia geral em alguns casos;

– O tempo cirúrgico varia entre 1-2 horas, conforme as alterações do paciente;

– Internação = Regime ambulatorial, com alta em torno de 6 horas após a conclusão do procedimento

– Após o término da cirurgia, uma espécie de gesso e tampão internos darão sustentação ao nariz à medida que o procedimento começa a cicatrizar.

– O retorno ao trabalho, se não houver esforço físico, pode iniciar em alguns dias. Já atividades físicas e esforços devem aguardar por pelo menos 30 dias.

Dr. Bruno Blaya é cirurgião plástico e integra o corpo clínico da Saúde Center Clinica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Semana Mundial do Aleitamento Materno

Até o dia 7 de agosto é comemorado a Semana Mundial do Aleitamento Materno.

Rejane Santini Federle - enfermeira

Quando se fala em amamentação, o foco é sempre a saúde do bebê, mas é preciso dizer que a mãe também recebe diversos benefícios.

A enfermeira Rejane Santini Federle lembra que a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses.

Os benefícios de amamentar são muitos, tanto para a criança quanto para a mãe. Por meio do leite, a mãe passa ao bebê vários anticorpos que são extremamente importantes para a saúde dele. Além de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, a amamentação também reduz casos de diarreia, infecções respiratórias, hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.

Além destes benefícios podemos salientar que:

  • O leite materno é fácil de ser digerido;
  • Provoca menos cólicas no bebê;
  • Previne alergias e anemias;
  • Previne obesidade e intolerância alimentares;
  • Fortalece o vínculo mãe e filho;
  • Ajuda no desenvolvimento da arcada dentária, fala e desenvolver uma boa respiração através da sucção;

Já para a mãe a amamentação auxilia na recuperação e no retorno do útero ao seu tamanho natural, evitando sangramentos que causam anemia, protege contra o câncer de mama e ovário, contra doenças cardiovasculares além de trazer sensação de bem-estar.

Embora a amamentação seja de domínio da mãe, sua prática tende a melhorar com o apoio do companheiro, família, local de trabalho e comunidade, é um processo natural, mas não é simples, poderá levar algum tempo para que a mãe e seu bebê entrem em uma rotina.

A enfermeira Rejane atua na Saúde Center Clínica junto aos consultórios da Dra. Elenice Mariotto Blaya (pediatra) e Dr. Mario Blaya (ginecologista e obstetra).

SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO.

Bomba de Insulina no Diabetes Tipo 1

(Dra. Morgana Rodrigues comenta sobre o tema)

Julho de 2018 Dra Morgana Regina Rodrigues

A Bomba de Insulina é um aparelho eletrônico ligado ao corpo por um cateter com uma agulha flexível na ponta. A agulha é inserida na região subcutânea do abdômen, braço ou coxa, e deve ser substituído a cada dois a três dias. Ela é programada para liberar uma quantidade de insulina basal, programada pelo médico, 24h por dia, tentando imitar o funcionamento do pâncreas. No entanto, nas refeições é necessário fazer a contagem de carboidrato a ser ingerido e programar o aparelho para lançar uma quantidade de insulina rápida no organismo.

Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista, explica que a bomba apresenta um software, onde a pessoa digita a quantidade de carboidrato a ser ingerido e o valor da glicemia do momento (teste é feito pelo próprio aparelho). Os candidatos a uso são pacientes que fazem glicemia capilar no mínimo 4x/dia; na fase de ajuste da insulina passe a medir 6-8x/dia; Segue recomendações médicas e mantém contato com a equipe responsável pela bomba, seguindo a dieta recomendada pela nutricionista e fazer atividade física; estar disposto a usar o aparelho 24h do dia junto ao corpo.

Segundo a médica, as vantagens estão na maior flexibilidade nos horários das refeições, menor risco de hipoglicemias e das complicações do Diabetes a longo prazo; Melhora do controle glicêmico e da hemoglobina glicada.

É contraindicada nos casos em que a pessoa não compreenda o manejo ou sem suporte familiar para tal; pacientes que não estão dispostos a medir glicemia capilar e portadores de problemas psiquiátricos ou distúrbios alimentares (anorexia nervosa / bulimia). Assim, a Bomba não é para todos, mas para muitos.

Dra. Morgana revela que no Brasil, há mais de 4000 bombas instaladas, porém, sabemos que aproximadamente 10% dos diabéticos tipo 1 necessitam da utilização da bomba.

Dra. MORGANA REGINA RODRIGUES é médica endocrinologista faz parte do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Cinco sinais de que é hora de procurar um médico

(Dra. Elenice Mariotto Blaya dá dicas)

 f960d763-153a-4050-b19b-ee1b835f53a4

febre pode ser um forte indício de que há algo no organismo, como uma infecção causada por vírus ou bactéria, por exemplo. Por isso, é muito importante ter um termômetro em casa, para poder informar ao médico a temperatura exata.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya lembra que é imprescindível procurar assistência médica nos seguintes casos (importante: os valores se referem à temperatura axilar, ou seja, medida com o termômetro na região da axila):

1) Temperatura acima de 37,5ºC e abaixo de 35,5ºC em bebês com menos de três meses;

2) Temperatura superior a 39ºC em bebês com mais de três meses, ou se a febre vier acompanhada de choro persistente e irritabilidade extrema, vômitos;

3) Respiração rápida (mais de 50 respirações por minuto em bebês de até um ano; e mais de 40 respirações por minuto em crianças entre um e cinco anos), rigidez na nuca (o queixo não encosta no peito) ou fontanela (moleira, aqueles espaços mais moles nas junções dos ossos do crânio de recém-nascidos) tensa e abaulada (ao passar a mão, é possível sentir que a moleira está saliente);

4) Febre que dura mais de um dia, acompanhada de dor de cabeça, irritabilidade, sonolência, dificuldade para falar, apatia (sintomas sugestivos de meningite) em crianças de até dois anos;

5) Febre em pessoas de qualquer idade acompanhada dos seguintes sintomas: dor de cabeça forte e persistente; sensibilidade excessiva à luz; dor de garganta que impeça a deglutição; vermelhidão na pele; nuca enrijecida e dolorosa ao curvar a cabeça; confusão mental; vômitos repetitivos; dificuldade para respirar ou dor no peito; irritabilidade ou apatia ou sonolência; dores abdominais; dor ao urinar ou micção frequente e em pequena quantidade.

Atenção: Um banho rápido em água morna pode ajudar a baixar a temperatura. Contudo, se a pessoa tiver muitos tremores durante o banho, interrompa-o imediatamente. Banho frio, por sua vez, pode ocasionar piora do quadro clínico. Adicionar álcool na água do banho também não é indicado, pois além de ineficaz, a criança pode inalar a substância. Portanto, em caso de febre alta que não passa, a melhor solução é ir ao pronto-socorro ou procurar um médico de sua preferência.

Dra. Elenice Mariotto Blaya é médica pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara.  Informações pelo telefone 3344-3600.

Síndrome do ovário policístico

Dra. Daniela comenta sobre o tema

Dra. Daniela

Os ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino que provoca alterações dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho.

Segundo Dra. Daniela Maris Piccoli, ginecologista e obstetra, a diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.

A síndrome acomete principalmente mulheres entre 30 e 40 anos, e o diagnóstico tornou-se mais preciso com a popularização do exame de ultrassom. Estima-se que no Brasil haja 2 milhões de mulheres com essa condição.

SINTOMAS

  • Alterações menstruais – Podem ser de vários tipos. Em geral, as menstruações são espaçadas, a mulher menstrua apenas poucas vezes por ano. Mas também pode haver tanto menstruação intensa como ausência de menstruação;
  • Hirsutismo–  Aumento dos pelos no rosto, seios e abdômen;
  • Obesidade– Há tendência à obesidade, sendo que ganho significativo de peso piora a síndrome;
  • Acne– Em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas;
  • Infertilidade;
  • Também pode haver queda de cabelo e depressão.
  • Aumento do risco de diabetes e doenças cardiovasculares

 

CAUSAS

Dra. Daniela esclarece que não foi estabelecida ainda a causa específica da síndrome do ovário policístico. Sabe-se que 50% das mulheres com essa síndrome têm hiperinsulinismo e o restante apresenta problemas no hipotálamo, na hipófise, nas adrenais e produz maior quantidade de hormônios masculinos.

RECOMENDAÇÕES

  • Consulte regularmente seu ginecologista. Não deixe de fazer os exames ginecológicos e outros que ele possa indicar;
  • Não se descuide.
  • Caso desejem, mulheres com ovários policísticos podem realizar procedimentos para remoção de pelos, como eletrólise, laser entre outros;
  • Controle seu peso, principalmente com dietas de baixo teor de carboidratos. A obesidade agrava os sintomas da síndrome do ovário policístico, além de por si só causar uma série de complicações;
  • Atividade física por pelo menos 30 minutos, cinco dias por semana, é essencial, tanto para manutenção do peso ideal como para prevenir problemas cardiovasculares.

Dra. Daniela Maris Piccoli, é ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

O Papanicolau

(O Ginecologista Dra. Mario Blaya explica)

dr. Mario - abril 2019

O Papanicolau, é um exame ginecológico muito importante porque pode detectar precocemente o câncer de colo do útero, um dos tumores mais comuns na população feminina e a quarta causa de mortes de mulheres por câncer no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença, segundo Dr. Mario Blaya, ginecologista e obstetra, geralmente é provocada pela infecção persistente de alguns tipos do papilomavírus humano, o HPV. Por isso, a vacina contra o HPV é uma das principais formas de prevenção, associada ao diagnóstico precoce, para lesões chamadas “pré-cancerígenas”

QUANDO E QUEM DEVE FAZER

O Ministério da Saúde recomenda que mulheres que têm ou já tiveram vida sexual ativa, principalmente aquelas entre 25 e 64 anos, façam o exame regularmente. Segundo Dr. Mario, os intervalos devem ser os seguintes:

  • Após o primeiro exame, o segundo deve ser feito depois de um ano;
  • Se os resultados forem normais, o próximo poderá ser feito com maior intervalo, conforme avaliação médica.
  • Se os resultados indicarem infecção por HPV ou lesão de baixo grau, é preciso repeti-lo após seis meses;
  • Se apontar lesão de alto grau, o médico é quem vai definir a melhor conduta.

Mas existem algumas exceções: para mulheres com imunossupressão, a indicação é realizar o Papanicolau logo após o início da atividade sexual, repeti-lo em seis meses e, se os resultados forem normais, anualmente. Entram nesse grupo, por exemplo, mulheres com HIV (vírus causador da aids), aquelas que usam imunossupressores após transplante de órgãos sólidos, pacientes em tratamentos de câncer e usuárias crônicas de corticosteroides. O ideal é procurar um médico ginecologista todos os anos, para avaliação de sua saúde.

Dr. Mario Blaya é integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.