Cinco causas frequentes de infertilidade

(Dra. Daniela Maris Piccoli esclaresce)

Dra. Daniela

Muita gente adota medidas para evitar uma gravidez indesejada durante anos. Porém, é possível que na hora em que o casal decida gerar um bebê, não seja tão fácil assim. Estima-se que de 10% a 15% dos casais enfrentem alguma dificuldade para engravidar, o que é definido quando não se consegue uma gestação após 1 ano de tentativas.

Existem muitas causas de infertilidade, que podem atingir tanto mulheres quanto homens. A Dra. Daniela Maris Piccoli, ginecologista e obstetra separou cinco causas frequentes:

OBSTRUÇÃO TUBÁRIA

As tubas uterinas são o local onde ocorre a fecundação, ou seja, o espermatozoide encontra o óvulo. Alguns problemas podem bloquear ou dificultar a passagem dos espermatozoides ou do óvulo pelas tubas, impedindo o encontro dos gametas ou a migração do óvulo fertilizado para o útero. Dessa forma, não ocorre a gestação. “Bactérias como a clamídia e o gonococo são responsáveis por um processo infeccioso e inflamatório que causa uma espécie de fibrose em várias regiões da tuba, o que leva à obstrução”, explica a Dra. Há muitas outras causas para a obstrução tubária, como sequelas após apendicite ou focos de endometriose.

ENDOMETRIOSE

endometriose ocorre quando tecido endometrial, que reveste o útero, migra para outras regiões, como ovários e intestinos. O problema atinge cerca de 10% das mulheres e está presente em aproximadamente 50% dos casos de infertilidade. A endometriose pode impossibilitar a gravidez por diversos motivos, incluindo a obstrução tubária e a alteração do peristaltismo tubário, ou seja, o movimento dos cílios da tuba que levam o embrião para o útero a partir do quarto dia de fecundação.

BAIXA QUALIDADE DO SÊMEN

Várias características do sêmen contribuem para a infertilidade. Ele pode ter baixa quantidade de espermatozoides, ou esses gametas podem ter sua forma e capacidade de movimentação alteradas de modo que a fertilização se torne difícil ou mesmo impossível. “Em alguns casos, pode haver a chamada azoospermia, que é a ausência total de espermatozoides no sêmen ejaculado. Isso pode ocorrer em virtude de alguma obstrução dos canais deferentes, como acontece, por exemplo, na cirurgia de vasectomia ou após infecções genitais”.

SÍNDROME DO OVÁRIO POLICÍSTICO

Ovários policísticos são um problema muito relacionado a disfunções metabólicas e hormonais. Ter cistos no ovário é uma condição comum que nem sempre exige cuidados especiais. Contudo, se os cistos forem grandes e/ou numerosos, podem provocar sintomas, entre eles a infertilidade ou dificuldade de engravidar. “Algumas outras consequências comuns são irregularidade menstrual (devido à dificuldade de ovulação), aumento da quantidade de pelos no corpo, obesidade e até síndrome metabólica”, acrescenta a doutora.

CAUSAS IMUNOLÓGICAS

Às vezes, alterações do sistema imune que não provocam nenhum sintoma aparente podem comprometer o sucesso de uma gestação. Como metade do embrião é constituído por materiais provenientes do pai, ele pode ser entendido como um corpo estranho pelo organismo da mulher. “Dessa forma, o funcionamento harmônico do sistema imune da mãe é fundamental, pois ele deverá reconhecer o embrião e, ao mesmo tempo, aceitar e permitir seu desenvolvimento até o momento do nascimento”, explica a médica.

A Dra. Daniela Maris Piccoli é médica ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.

Vacinação contra a Gripe começa no dia 23 e prioriza idosos

(Dr. Johhny Zoppas explica como será a vacinação neste ano)

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza neste ano começa no dia 23 de março e vai até o dia 22 de maio. O Dr. Johnny Zoppas explica que neste ano a imunização será feita em três etapas destinadas a grupos prioritários considerados mais vulneráveis aos vírus que causam a gripe (Influenza A-H1N1, Influenza A-H3N2 e Influenza B).

Idosos e trabalhadores em saúde são os primeiros grupos a serem vacinados, a partir do dia 23/3. A população de idosos do Estado soma 1,4 milhão de pessoas, sendo o grupo mais numeroso do calendário de vacinação de 2020.

O segundo grupo, a partir de 16 de abril, é formado por professores de escolas públicas e privadas e profissionais das forças de segurança e salvamento.

Já na terceira fase, que começa no dia 9 de maio, mesma data do Dia D de mobilização, estão crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Esta é a 22ª edição da campanha de vacinação, que neste ano foi antecipada devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-9), apesar dessa vacina não prevenir contra o novo vírus. Com isso, pretende-se proteger a população contra a influenza além de minimizar o impacto sobre os serviços de saúde. Destaca-se que os sintomas da gripe são semelhantes aos do coronavírus e essa antecipação visa reduzir a carga da circulação de influenza na população.

Dr. Johnny lembra que é muito importante que todos façam a vacina e se protejam. Aqui em Tapejara a vacinação na rede pública estará sendo ofertada nos postos de saúde que possuem sala de vacinação. Todos devem levar consigo Cartão Sus e CPF para a atualização do cadastro.

Dr. Johnny Zoppas é médico clínico e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Doença mão-pé-boca

(Dra. Elenice dá dicas simples para as mamães)

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A doença mão-pé-boca (HFMD, sigla em inglês) é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus. Eles habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.

SINTOMAS

  • Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
  • Aparecimento, na boca, amídalas e faringe de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
  • Erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital.

O período de incubação oscila entre um e sete dias. A Dra. Elenice Mariotto Blaya, pediatra, explica que na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum. Fique atento porque nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome. Há casos em que surgem lesões na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes.

Quando a sintomatologia típica da doença se instala, a erupção das lesões na orofaringe é antecedida por um período de febre alta e gânglios aumentados, seguido de mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia. Por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação. Por isso, é preciso redobrar os cuidados para manter a criança bem hidratada e recebendo alimentação adequada.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

TRATAMENTO DA DOENÇA MÃO-PÉ-BOCA

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca, lembra a Dra. Elenice. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios.  Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. 

RECOMENDAÇÕES CASO SEU FILHO PEGUE A DOENÇA

  • Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água, são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;
  • Crianças devem ficar em casa, em repouso, enquanto durar a infecção;
  • Lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada.

As dicas são da Dra. Elenice Mariotto Blaya, médica pediatra, integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

COMO PREVENIR A INFECÇÃO URINÁRIA

(Dr. Mário dá dicas fáceis para evitar a doença)

Dr. Mario - jan 20

infecção urinária é um problema muito comum entre as mulheres, principalmente por conta do tamanho da uretra, cerca de 14 cm mais curta que a dos homens. A diferença faz com que as bactérias tenham um caminho muito mais curto para alcançar a bexiga. Além disso, a uretra da mulher fica próxima da vagina e do ânus, áreas suscetíveis à proliferação de bactérias.

Dr. Mario Blaya, ginecologista, explica que os sintomas incluem necessidade de urinar frequentemente (em quantidades pequenas), dor durante a micção e ardor após urinar. Em alguns casos, é possível notar pequenas quantidades de sangue na urina, que ocorre por conta da ação inflamatória desencadeada pela passagem das bactérias ao longo do sistema urinário.

Não é comum ter infecção urinária mais de uma vez por ano. Se você teve pelo menos dois episódios em um período de 6 meses ou três ou mais episódios em um período de um ano, é preciso ficar atenta. Nesses casos, é recomendado investigar com o seu médico, que pode indicar tratamentos preventivos com antibióticos.

Dr. Mario separou abaixo algumas dicas importantes que ajudam a prevenir o problema.

BEBA MUITA ÁGUA

Uma das principais dicas para prevenir a infecção urinária é aquela recomendação de sempre: beber muita água. Tente beber pelo menos 2 litros por dia. Além de ser benéfica para o organismo como um todo, a água ajuda a expelir bactérias presentes na uretra e na bexiga. Na correria do dia é comum esquecer de ingerir líquidos: leve uma garrafinha para o trabalho e outros lugares que frequentar para lembrar.

CUIDADO COM A HIGIÊNE PESSOAL

A higiene faz toda a diferença quando o assunto é saúde íntima. É importante manter a região da vulva e do ânus sempre limpa, lavando com água e sabão. Ao usar o banheiro, passe o papel higiênico da frente para trás, para não carregar bactérias do ânus para a vagina.

NÃO SEGURE A URINA

Vá ao banheiro sempre que sentir vontade, pois a retenção aumenta o risco de infecção urinária. Também é indicado urinar após as relações sexuais, pois isso ajuda a eliminar as bactérias presentes no trato urinário. Se possível, tome uma ducha rápida (duchas fortes e longas, pelo contrário, afetam a flora vaginal e aumentam o risco de infecção).

ATENÇÃO ÀS ROUPAS ÍNTIMAS

Roupas íntimas muito apertadas facilitam a proliferação de bactérias, pois retêm calor e umidade. Busque usar peças mais soltas e confortáveis, como saias e vestidos, principalmente em dias quentes. Quando utilizar absorvente troque-o com frequência.

Dr.  Mario Blaya, é médio ginecologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Confirmado primeiro caso de Coronavírus no Brasil

A Saúde Center Clínica alerta!

Confirmado primeiro caso de Coronavírus no Brasil

O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira (26) que está comprovado o caso positivo de coronavírus na capital paulista. Este é o primeiro caso da doença no país e em toda a América Latina. Além dele, há outros 20 casos em investigação e 59 suspeitas já foram descartadas.

O paciente com Covid-19 chegou ao país vindo da Itália. Ele estava assintomático e, depois de alguns dias, procurou um serviço de saúde com sintomas respiratórios. Antes, ele havia participado de uma reunião familiar, o que levou o Ministério da Saúde a colocar 30 pessoas que tiveram contato com ele em observação.

O homem é hipertenso e que por ter mais de 60 anos está entre os pacientes que apresentam maior risco, mas no caso dele específico, os sintomas são leves e a doença não evoluiu para um quadro mais grave.

O hospital Albert Einstein registrou a suspeita, fez um teste, que deu positivo. O caso foi para o Instituto Adolfo Lutz para contraprova, que foi concluído em três horas, comprovando a infecção por coronavírus. A média de conclusão do exame é de três dias, segundo Mandetta.

Providências

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta afirmou que não serão alterados procedimentos nos aeroportos ou bloqueios a países suspeitos, devido ao grande número de conexões nos voos. “Não existe nenhuma tecnologia que possa nos dizer que quem está dentro de um avião possa estar com o vírus ou não”, disse.

“A regra continua sendo: se tem sintomas, não viaje. Viajou? Informe as autoridades quando chega. Passou 14 dias da chegada, se sentir sintomas, procure a rede de saúde da sua cidade.”

A recomendação é: higiene, evitar aglomerações desnecessárias, cuidados de etiqueta respiratória, o brasileiro precisa aumentar o número de vezes que lava a mão”, afirmou Mandetta.

 Cada pessoa infectada pode transmitir para duas ou três pessoas, em alguns casos chegando a sete. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o período de incubação varia de 0 a 14 dias, mas já há estudos apontam que os sintomas aparecem de 9 a 10 dias.

Um estudo feito com 44 mil pessoas com casos confirmados apontou que a maioria dos infectados tinha idade entre 40 e 69 anos. Destes, 1.023 morreram. Os quadros mais graves deste estudo apareceram em pessoas acima de 60 anos.

Intoxicação alimentar

(Dra. Luiza Mainardi explica)

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Intoxicação alimentar, ou gastrintestinal (gastroenterocolite aguda), é um problema de saúde causado pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias (Salmonella, Shigella, E. coli, Staphilococus, Clostridium), vírus (Rotavírus), ou por suas respectivas toxinas, ou ainda por fungos ou por componentes tóxicos encontrados em certos vegetais (comigo-ninguém-pode, mandioca brava) e produtos químicos. A contaminação pode ocorrer durante a manipulação, preparo, conservação e/ou armazenamento dos alimentos. Nas crianças e idosos, a intoxicação alimentar pode ser uma doença grave.

CAUSAS

A Dra. Luiz Seganfredo Mainardi, médica clínica e cirurgia geral, explica que na maioria dos casos, uma infecção bacteriana é a principal causa de intoxicação alimentar.

Geralmente as intoxicações são causadas pela bactéria Salmonella sp. Este tipo de microrganismo é encontrado principalmente em alimentos de origem animal, como ovos, leite e carnes que foram contaminados ao entrar em contato com as fezes de animais infectados.

Entretanto, alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes e verduras, podem carregar a Salmonella após uma contaminação cruzada, que ocorre quando as bactérias são transferidas de um alimento para outro por meio de utensílios ou da própria pessoa que os está manuseando.

As reações podem aparecer em um intervalo de 6 a 72 horas após o consumo do alimento contaminado.

 SINTOMAS

Independentemente do micro-organismo determinante, os efeitos da intoxicação alimentar aguda são todos parecidos: náuseas, vômitos, diarreiafebre, dor abdominal, cólicas, mal-estar. Nos quadros mais graves, podem ocorrer desidratação, perda de peso e queda da pressão arterial, explica Dra. Luiza.

Nos casos específicos de alimentos contaminados pelo Clostridium, quando a intoxicação é causada por uma das variedades da bactéria responsável pela doença chamada botulismo, além dos distúrbios gastrintestinais que nem sempre aparecem, os sintomas podem ser indicativos de alterações neurológicas, como visão dupla e dificuldade para focalizar objetos, falar e engolir.

RECOMENDAÇÕES

  • Lave bem as mãos antes das refeições ou de lidar com alimentos;
  • Embale adequadamente os alimentos antes de colocá-los na geladeira ou no freezer;
  • Lave os utensílios de cozinha, especialmente depois de ter lidado com alimentos crus;
  • Evite comer carne crua e malpassada qualquer que seja sua procedência; especialmente a carne e os miúdos de frango, assim como os ovos devem ser bem cozidos porque são os transmissores mais comuns da bactéria Salmonella;
  • Não se esqueça de que ovos crus são ingredientes de pratos como a maionese e certos doces;
  • Só tome leite fervido ou pasteurizado;
  • Mergulhe verduras e hortaliças que serão ingeridas cruas numa solução de água com hipoclorito de sódio ou preparada com uma colher de água sanitária para cada litro de água;
  • Não ingira alimentos em conserva cujas embalagens estejam estufadas ou amassadas;
  • Mesmo que estejam dentro do prazo de validade, não consuma alimentos que pareçam deteriorados, com aroma, cor ou sabor alterados.

Essas são algumas dicas da Dra. Luiza Seganfredo Mainardi, clínica e cirurgia geral. Integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.

Coronavírus: o que os idosos devem saber para se prevenir

(Dr. Johnny Zoppas faz um alerta)

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Se você é idoso, talvez esteja assustado com as últimas notícias sobre o coronavírus. Elas informam que mais da metade das vítimas dessa infecção tem mais de 50 anos de idade e diagnóstico de alguma doença crônica, explica Dr. Johnny Zoppas, médico clínico geral e cirurgião.

O novo vírus, que ataca o sistema respiratório, teve seu ponto de partida na região de Wuhan, na China, deixando o mundo todo em alerta. Ele pertence à família dos coronavírus, um grupo que reúne desde agentes infecciosos que provocam sintomas de resfriado até outros com manifestações mais graves, como os causadores da SARS (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio).

De acordo com um artigo publicado pelo jornal americano o New York Times, o maior índice de mortalidade foi entre os idosos. Em média, os afetados teriam 75 anos de idade.

Porque os idosos são mais suscetíveis ao coronavírus?

Um motivo importante é a imunossenescência. Trata-se de um processo natural do envelhecimento, que diminui a capacidade do sistema imunológico. Como resultado, aumenta de modo geral a incidência de doenças infectocontagiosas em idosos. Isso vale para o coronavírus, para a gripe e por aí vai.

Quando os idosos apresentam comorbidades (a exemplo de diabetes, cardiopatia e doenças pulmonares como o DPOC), o risco de infecção e complicações sobe ainda mais.

Portanto, se você teve contato com pessoas que viajaram para outros países e começou a apresentar sintomas de gripe, procure seu médico. O atendimento rápido pode fazer a diferença.

Dr. Johnny Zoppas é clínico geral e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

ANEMIA: O QUE É E QUAIS OS SINTOMAS

(Dra. Moema Nenê Santos explica)

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Primeiro, explicar que a especialidade HEMATOLOGIA é a área da medicina que estuda todos os componentes relacionados ao sangue.

A Dra. Moema Nenê Santos, médica hematologista, explica hoje sobre ANEMIAS:

Anemias são doenças em que há a redução da quantidade total de glóbulos vermelhos em um indivíduo. Como estas células são responsáveis pelo transporte do oxigênio para os tecidos, esta redução leva a uma menor liberação de oxigênio para todos os órgãos.

Há inúmeras causas de anemia: por doença da medula óssea, por deficiência de nutrientes essenciais para a produção dos glóbulos vermelhos entre outras.

SINTOMAS: Segundo a Dra. Moema, são inespecíficos, necessitando-se de exames laboratoriais de sangue para que seja confirmado o diagnóstico. Mas os principais são: Fadiga generalizada, falta de apetite, palidez de pele e na parte interna do olho, dificuldade de aprendizagem nas crianças, falta de ar, tonturas, dor no peito, mãos e pés frios, dor de cabeça, apatia, vontade de comer substâncias não alimentares como gelo ou arroz cru, formigamento nas mãos e pés.

Quando sentir alguns desses sintomas, consulte o médico. O hematologista é o indicado para tratar as doenças relacionadas ao sangue.

Dra. Moema Nenê Santos, médica hematologista, integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Engasgo Infantil – primeiros socorros

(Pediatra Dra. Elenice M. Blaya explica)

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Sabemos que o engasgo pode acontecer em uma fração de segundos e isso é muito perigoso, especialmente, em crianças na faixa etária entre 1 e 3 anos de idade, período este em que elas ainda não conseguem controlar a mastigação e deglutição de alimentos por falta dos dentes molares (dos fundos) que contribuem para a trituração dos alimentos. Embora o tema assuste, é necessário estarmos preparados (física e emocionalmente) para saber agir rápido e utilizar as técnicas corretas para salvar a vida de uma criança. A ideia, segundo a pediatra Dra. Elenice Mariotto Blaya, é orientar e ajudar pais e mães no cuidado diário de seus filhos com o objetivo de evitar acidentes com objetos, alimentos e líquidos.

O que é o engasgo:

O engasgo é caracterizado pela dificuldade de respirar devido a presença de corpos estranhos na garganta. Pode ser ingerido ou colocado pela criança nas narinas e conduto auditivo, mas apresenta um risco maior quando é aspirado para o pulmão.

Faixa Etária de maior incidência:

A idade de maior incidência de engasgo e até mesmo de paradas cardiorrespiratórias por aspiração de corpos estranhos acontece entre 1 e 3 anos de idade. Porém, não podemos descartar outras faixas etárias, porque os incidentes também acontecem em crianças maiores – seja por alimentos, brinquedos e líquidos.

Sintomas:

A Dra. Elenice explica que a tosse pode ser o primeiro indício de engasgo após a ingestão do corpo estranho, assim como o aparecimento de chiado súbito no peito em crianças que não apresentam casos de alergia. Falta de ar, lábios e unhas arroxeadas e ronquidão também sugerem este quadro.

Quando a criança apresenta somente a tosse e expele o objeto que provoca a asfixia, podemos caracterizar como engasgo “mais leve”, do qual não necessita de intervenção física (técnicas de desengasgo), mas é importante levá-la o quanto antes para o atendimento médico adequado.

No caso de asfixia total, quando a criança não consegue respirar, tossir, esboçar nenhuma reação, som ou ficar arroxeada é importante intervir imediatamente com técnicas adequadas para desengasgá-la e, após, seguir imediatamente para um pronto atendimento médico.

Como agir:

Segundo a pediatra, primeiramente, os pais ou responsáveis no momento em que acontece um engasgo devem manter a calma para agirem de forma correta e, assim, não colocarem a vida da criança em risco. Depois, identificar se o quadro é caracterizado por engasgo leve. E aí sim iniciar as técnicas apropriadas para ajudar na asfixia por ingestão de corpo estranho – seja ele qual for (estado liquido ou sólido).

Conheça as diferentes técnicas de desengasgo e suas indicações de aplicação:

A manobra de Heimlich é indicada para todos os quadros de engasgo por introdução de corpo estranho, em todas as faixas etárias, inclusive em adultos. O que muda é a forma como e aplicada na vítima e os cuidados após.

Em crianças menores de um ano é importante realizar a manobra de Heimlich que consiste em virá-la de bruços com cabeça em altura mais baixa do que o quadril, apoiando-a nos braços para garantir a segurança necessária e, também, colocar os dedos de uma das mãos apoiadas entre as bochechas do bebê, com cuidado, e após “dar” cinco tapas fortes na região das costas, entre os ossinhos da costela, para que o corpo estranho seja expelido. Caso isso não ocorra, é necessário partir para a segunda etapa da técnica, da qual vira-se o bebê de barriga para cima e com os dois dedos maiores da mão, aperta o diafragma (próximo à altura do estomago) cinco vezes até que o objeto seja expulso ou a criança demonstre reação e seja possível a retirada do que provoca o engasgo, com cuidado para não a machucar e ou empurrar novamente para dentro da garganta.

Em crianças maiores de um ano: a manobra de Heimlich é aplicada de maneira diferente. Consiste em abraçar a criança (ou adulto) por trás, com uma das mãos em forma de punho fechado (como de um soco) e a outra sobre ela para comprimir a região abaixo das costelas (no diafragma – altura da boca do estomago) em sentido para cima, até que o objeto seja deslocado da via aérea para a boca e jogado para fora, permitindo o retorno dos sentidos e da respiração. Em seguida, leve a vítima imediatamente para um pronto atendimento adequado. Caso ocorra desmaio, é necessário solicitar ajuda emergencial para evitar fatalidades.

As dicas são da Dra. Elenice Mariotto Blaya que é médica pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Contracepção na adolescência: o que você precisa saber

(Dr. Mario Blaya explica)

Dr. Mario - jan 20

A cada ano milhares de adolescentes se veem diante de uma realidade inesperada e indesejada: a gravidez. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de cada 1000 bebês nascidos no Brasil, 68 são filhos de mães adolescentes — meninas de 15 a 19 anos. Daí a importância que informação de qualidade sobre contracepção alcance esse público.

Como escolher o melhor método contraceptivo?

Dr. Mario Blaya, ginecologista e obstetra, esclarece que a escolha do método contraceptivo na adolescência deve ser feita após a análise criteriosa das condições de saúde e de vida de cada paciente, o que depende de consulta com um médico ginecologista.

Ele irá avaliar as condições de saúde pessoal e familiar, a história reprodutiva e preferências de anticoncepção. Para analisar as preferências, deve considerar a conveniência e aceitação dos possíveis efeitos colaterais dos métodos e a capacidade da jovem de adesão ao anticoncepcional no dia-a-dia. Dará atenção especial aos efeitos colaterais, vantagens e desvantagens de cada método, já que essas informações são importantes para uma escolha final bem informada.

Entre os efeitos colaterais que a adolescente pode apresentar, são mais comuns os sintomas relacionados abaixo:

– Dor de cabeça e náuseas
– Alteração do fluxo menstrual
– Aumento de peso
– Retenção líquida
– Melhora ou piora da acne
– Alteração no desejo sexual

A paciente adolescente que inicia um método anticoncepcional deve ser acompanhada de perto pelo ginecologista, com retornos mais frequentes do que o normal de uma a duas vezes por ano.

Existem vários tipos de contraceptivos e somente o médico poderá indicar o melhor para seu caso.

Dr. Mario Blaya é médico ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.