Mitos e verdades sobre a gravidez

(Indagamos o ginecologista e obstetra Dr. Mario e ele respondeu!)

dr. Mario - abril 2019

Ao longo dos nove meses de gestação, a mulher passa por um turbilhão de mudanças físicas e, principalmente, hormonais.

As modificações acontecem por causa da alta descarga hormonal que prepara o corpo da mãe para abrigar o feto.

Preparamos algumas frases que geralmente ouvimos e perguntamos ao Dr. Mario Blaya, Ginecologista e Obstetra:

-SE A BARRIGA ESTIVER PONTUDA É MENINA; ARREDONDADA É MENINO

Mito. Não existe nenhuma influência do sexo do bebê no formato da barriga da gestante. “A barriga da mãe cresce conforme anatomia e genética da gestante.

– MULHER GRÁVIDA NÃO PODE FAZER SEXO

Depende. Se a gestante apresentar sangramento vaginal ou placenta de inserção baixa (quando a placenta fica na parte inferior do útero, cobrindo o colo do útero), ela não deve fazer sexo durante a gravidez. Nesses casos, a prática pode estimular a contração do útero e gerar mais sangramento, provocando parto prematuro. Caso contrário, o sexo está liberado. Muitas mulheres sentem aumento da libido durante a gestação, que ocorre devido às alterações hormonais que marcam o período.

– SE A GRÁVIDA TEM MUITA AZIA, É PORQUE O BEBÊ VAI SER CABELUDO

Mito. O que vai definir se o bebê vai ser ou não cabeludo é a genética, e não a azia. Os enjoos e a azia surgem porque o útero pressiona o estômago, causando um refluxo do ácido estomacal e, também, por causa das altas taxas de progesterona, que em grande quantidade acaba causando azia.

– SE A MULHER TEVE O PRIMEIRO FILHO DE CESARIANA, NÃO PODERÁ TER O PRÓXIMO POR PARTO NORMAL

Depende.  Essa afirmação está apenas parcialmente correta. “Muitas vezes a mãe não faz o primeiro parto normal porque não tem dilatação necessária para isso. Após uma cesariana, o útero se recupera, mas fica com uma cicatriz que pode romper com as contrações do trabalho de parto normal. Essa possibilidade é mínima, de apenas 0,03%”, explica. Outro fator que pesa na hora de optar pela cesariana em um segundo parto é que a maioria das mulheres está optando por engravidar mais tarde. “Quanto maior a idade, menor a intensidade e o número de contrações”, afirma Blaya.

– MULHER GRÁVIDA TEM QUE COMER POR DOIS

Mito. Se a grávida comer por dois pode acabar engordando. Gestantes obesas têm maior risco de parto prematuro, de enfrentar dificuldade no trabalho de parto, de desenvolver diabetes na gravidez, hipertensão e distúrbio na tireoide, além de a obesidade contribuir para o aumento de peso do feto, que pode nascer obeso, e até óbito do bebê.

– TOMAR CERVEJA PRETA MELHORA A PRODUÇÃO DE LEITE

Mito.  Não há nenhum estudo científico que comprove a relação entre o alimento consumido e o aumento da produção do leite. O que pode acontecer é o sabor do leite sofrer alteração de acordo com a alimentação da mãe. A boa ingestão de líquidos é importante.

– GRÁVIDAS SENTEM MAIS CALOR

Verdade. Devido à aceleração do metabolismo por conta da gestação, as grávidas tendem a suar mais e a sentir mais calor.

– A GESTANTE NÃO DEVE PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS

Mito. Primeiro, a grávida deve passar por uma avaliação médica completa e, se não tiver fatores de risco, ela pode fazer atividade física com moderação. Na gravidez são indicados esportes de baixo impacto, como caminhadas, ioga, natação e hidroginástica.

– GRÁVIDAS PODEM FICAR COM A PELE MANCHADA POR CAUSA DO SOL

Verdade. Toda grávida tem mais tendência a ter manchas na pele por causa do aumento da liberação de melanina. O ideal é que a grávida utilize protetor solar no rosto e, principalmente, na barriga, onde há maior concentração desse pigmento.

Dr. Mário Blaya é ginecologista e obstetra. Integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica.

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A introdução alimentar do bebê – como fazer

A Pediatra Dra. Elenice dá dicas importantes

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Introdução alimentar é o termo usado para designar a fase em que a alimentação dos bebês começa a incorporar outros alimentos além do leite materno. Ela deve ser iniciada no sexto mês de vida, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Até essa idade, o aleitamento materno deve ser exclusivo e não há necessidade de nenhum outro alimento, nem mesmo água, já que o leite da mãe supre também as necessidades de hidratação do bebê.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya, médica pediatra, alerta que aos seis meses, recomenda-se começar a introduzir outros alimentos na dieta, ao mesmo tempo em que, na medida do possível, o aleitamento continue até os 2 anos de idade. Nos casos em que a mãe não pode amamentar por qualquer motivo, pode-se recorrer às fórmulas infantis, mas nessas situações a orientação é procurar a ajuda de um pediatra para saber qual a melhor conduta em cada caso.

A alimentação complementar deve ser introduzida de maneira lenta e gradual. Algumas crianças podem estranhar no início e recusar determinados alimentos, o que é normal, pois trata-se de uma experiência totalmente nova para elas. “Se ela não aceitou, não insista, não force e não agrade. Às vezes, ela recusa, e isso é normal. É importante que o alimento seja novamente oferecido em outra ocasião”.  Segundo informações do Ministério da Saúde, é necessário oferecer um alimento de oito a dez vezes, em média, até que a criança o aceite.

O QUE OFERECER

Segundo a pediatra, o ideal é oferecer ao bebê uma alimentação variada e rica em nutrientes, tanto macro (proteínas, carboidratos e gorduras) quanto micro (ferro, zinco e vitaminas). Para tanto, é preciso unir representantes dos quatro grupos alimentares principais: hortaliças e frutas, carnes e ovos, cereais, tubérculos e grãos. “A composição de todos esses grupos é que vai permitir que a criança tenha energia, proteínas, sais minerais e as vitaminas necessárias para um crescimento adequado”, explica a Dra. Elenice.

Não se recomenda bater os alimentos no liquidificador para não deixar a comida muito fina nem misturar os grupos, para permitir que a criança experimente novas texturas e sabores e aprenda a mastigar. É fundamental que ela tenha uma discriminação do sabor dos alimentos e movimentos de mastigação.

Procure sempre orientações com o Pediatra que lhe dará informações detalhadas de como introduzir a alimentação para o bebê.

Dra. Elenice Marioto Blaya faz parte do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Quinze minutos de exercícios diários ajuda a prevenir a DEPRESSÃO

(Psiquiatra Dr. Paulo Lague comenta o tema)

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Uma equipe de pesquisadores americanos descobriu uma forma simples de prevenir a depressão: a prática diária de exercícios. De acordo com o estudo, publicado recentemente no periódico JAMA Psychiatry, pessoas fisicamente ativas estão menos propensas a desenvolver a doença. Esse benefício pode ser alcançado mesmo para aqueles que se exercitam por pouco tempo (15 minutos, por exemplo).

Para o psiquiatra Dr. Paulo Langue, mesmo pacientes já diagnosticados com o transtorno podem encontrar na atividade física uma forma de complementar o tratamento.

Durante a pesquisa, a equipe dividiu os participantes em dois grupos: o primeiro teve os exercícios físicos diários acompanhados por um acelerômetro (equipamento que monitora velocidade e aceleração); já o segundo grupo precisou apenas responder questionários onde relataram os níveis de atividade física realizada por dia. Ao fim do estudo, descobriu-se que as pessoas que se exercitavam mais estavam mais protegidas contra o risco de depressão. No entanto, essa proteção só foi encontrada no grupo monitorado diariamente pelo acelerômetro, o que indica que aquelas que apenas relataram podem não ter se exercitado com tanta frequência quanto afirmaram no questionário.

Além disso, os pesquisadores analisaram o DNA dos participantes e descobriram que a genética não interfere nos ganhos de saúde mental adquiridos por meio do exercício. Ou seja, os benefícios de prevenção podem ser obtidos por qualquer pessoa que se mantenha fisicamente ativa, independente de sexo e idade, por exemplo. “Quinze minutos de corrida, uma hora de jardinagem. [Apenas] saia e faça alguma coisa. Você nem precisa suar ou ficar sem fôlego. O importante é estar em movimento”, orientou Dr. Paulo.

Agora, a equipe espera que os novos achados possam influenciar a forma como os profissionais de saúde tratam a depressão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a depressão afete mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Além disso, o transtorno é responsável por cerca de 800.000 suicídios por ano, sendo a segunda principal causa de morte entre indivíduos de 15 a 29 anos.

Dr. Paulo Lague é médico Psiquiatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

VARIANTES DA ABDOMINOPLASTIA (cirurgia plástica da barriga)

(Dr. Bruno Blaya comenta sobre o tema)

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A abdominoplastia é a cirurgia plástica da barriga. E tem como objetivo corrigir e melhorar a parede abdominal removendo o excesso de pele e gordura do abdome. Para isso, realiza-se uma incisão na parte inferior do abdômen, logo acima dos pelos pubianos e outra incisão menor para reposicionar o umbigo. A lipoaspiração pode ser associada à abdominoplastia na obtenção de melhores resultados.

Dr. Bruno Blaya, cirurgião plástico, além de remover o excesso de pele e gordura, esse procedimento também pode remover grande parte das estrias do abdome. E, na maioria dos casos, pode-se fazer a aproximação dos músculos da parede abdominal que ficam afastados após a gestação, melhorando a silhueta e deixando o abdome mais agradável e firme. Assim, para dar conta das especificidades, a abdominoplastia possui variantes – abdominoplastia clássica, lipoabdominoplastia e mini-abdominoplastia, – que dependem basicamente das características de cada paciente e dos objetivos desejados.

Dr. Bruno explica as variantes da Abdominoplastia:

Abdominoplastia Clássica: É recomendada para a correção do excesso de pele e gordura do abdome inferior e superior e para a aproximação da musculatura abdominal. É prescrita para excessos de pele e gordura de moderados a severos;

Lipoabdominoplastia: Tem as mesmas recomendações da abdominoplastia clássica, porém com o adicional da lipoaspiração para melhorar o resultado do contorno corporal. Essa variante pode abordar, também, zonas de excesso de gordura em culotes, parede abdominal e costas;

Mini-abdominoplastia: É indicada para pacientes com flacidez da pele e excesso de tecido no abdome inferior moderados. As vantagens dessa técnica são: não necessitar cicatriz no umbigo e apresentar uma cicatriz de comprimento menor no abdome. Contudo, ela não serve para todos os casos!! Candidatas ideais para a mini-abdominoplastia são mulheres que já tiveram filhos, apresentam índice de massa corporal normal, excesso de pele infra-umbilical de leve a moderado e excesso de pele supra-umbilical mínimo. Além disso, essa técnica também apresenta suas desvantagens, como por exemplo, não tratar adequadamente a parte supra-umbilical e necessitar trazer o umbigo um pouco para “baixo” numa distância de 1 a 3,5 cm (média de 2,1 cm).

Segundo Dr. Bruno, é indispensável conversar com o seu Cirurgião Plástico e descobrir qual a melhor variante para o seu perfil corporal. Ao esclarecer suas dúvidas, você fica mais segura e aumenta a satisfação com o resultado final da cirurgia.

Dr. Bruno Blaya, cirurgião plástico, integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Constipação Intestinal

Dra. Luiza Mainardi dá dicas importantes

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A constipação intestinal é um sintoma comum – estima-se que cerca de 20% da população mundial sofra com isso, o que o torna uma causa frequente de procura ao médico.

Segundo a Dra. Luiza Seganfredo Mainardi, clínica e cirurgia geral, há os que relatam fezes endurecidas, esforço excessivo no ato evacuatório, evacuações infrequentes ou sensação de evacuação incompleta. Independente de como a constipação intestinal se apresenta, é importante reconhecer as causas e iniciar o tratamento adequado. E mais importante do que isso, segundo a Dra. Luiza, é preveni-la, evitando as consequências deste mal. Considera-se frequência normal de evacuações, no mínimo, três vezes na semana.

A constipação é mais frequente nas mulheres e idosos.

Dra. Luiza lembra que pode ser dividida em causas primárias ou secundárias. As primárias podem ser desencadeadas por alimentação inadequada (pobre em líquidos e fibras), baixa atividade física, estados depressivos, entre outros. Costumam responder bem ao tratamento com fibras e aumento na ingesta de água, e em alguns casos podem ser utilizados alguns tipos de laxantes.

As secundárias cursam com outras alterações: neurológicas, endócrinas, metabólicas etc, ou ainda por uso inadvertido de substâncias obstipantes. Nestes casos, as causas são investigadas e tratadas de acordo com os achados.

Atenção especial aos sinais de alerta, como sangramento retal, perda de peso, falta de apetite, dor abdominal intensa ou febre.

O tratamento dependerá da causa da constipação, que deve ser avaliada por profissional da saúde.  Procure atendimento e informe-se.

Dra. Luiza Seganfredo Mainardi, clínica e cirurgia geral, integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Cuidados no calor: infecção urinária e verão têm muita relação

O urologista Dr. Luis Eduardo Almeida dá dicas importantes

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O verão é época em que as famílias aproveitam o calor e passam os finais de semana nas praias e piscinas. Entretanto, poucas pessoas sabem que este período do ano também oferece grandes riscos para contração de uma doença comum e potencialmente perigosa: a infecção urinária.

Condições perfeitas para a bactéria

O verão é a época favorável para a ocorrência de infecções urinárias, especialmente em mulheres. A permanência por muitas horas com roupas de banho úmidas, pode ser um potencializador para a proliferação de micro-organismos na vagina. Além disso, roupas justas fazem com que as peças íntimas fiquem suadas, também facilitando a proliferação de bactérias e fungos.

 

A hidratação é essencial

No verão deve-se ter o cuidado em aumentar a hidratação para compensar as perdas pelo calor. Nesta época do ano, é ideal consumir no mínimo dois litros de água por dia. Porém, muitas pessoas não seguem esta recomendação e permanecem desidratados nos dias quentes. A hidratação adequada equilibra as funções corporais e permite que o organismo elimine agentes infecciosos pela urina.

Mulheres correm maiores riscos

A população feminina já é naturalmente mais susceptível à infecção urinária; isto ocorre porque a uretra feminina (canal da urina) é curta, o que facilita a entrada de bactérias. Além disso, a proximidade entre o ânus e a uretra feminina propicia maior risco de migração de bactérias provenientes do intestino para o sistema urinário.

O Dr. Luis Eduardo ressalta que a maioria das mulheres apresentam infecções urinárias algumas vezes ao longo da vida. Por isso, no calor, as mulheres devem ficar extremamente atentas à higiene pessoal e devem evitar ao máximo ficarem de roupas de banho molhadas por várias horas. O ideal é trocar para trajes de algodão secos logo quando deixam o mar ou piscina. Além disso, a alimentação e hidratação devem ter cuidado especial.

Ficar sem urinar por muito tempo também é uma péssima ideia, pois adiar o ato de urinar, mantendo a bexiga distendida, cria condições perfeitas para infecções do trato urinário. O ideal é não retardar o esvaziamento da bexiga e urinar principalmente após os banhos de mar ou piscina, a fim de minimizar as chances de entrada de bactérias.

Infecção urinária: incômoda e perigosa

A doença ocorre quando bactérias sobem pela uretra e instalam-se em algum dos órgãos do trato urinário.  O quadro mais comum é quando os patógenos infeccionam a bexiga, causando a cistite. Os sintomas apresentados nesta condição incluem necessidade frequente de ir ao banheiro, ardor e dor ao urinar, entre outros. A cistite pode ser bastante incômoda e o quadro pode durar de poucos dias a algumas semanas. Além disso, a infecção pode prolongar-se e avançar para os rins, podendo ainda alastrar-se para a corrente sanguínea. Este quadro é extremamente perigoso e exige tratamento médico imediato e agressivo, já que a doença neste estágio pode ameaçar a vida de uma pessoa. Por isso, consulte um médico sempre que perceber os sintomas de uma possível infecção urinária.

Dicas simples

Dr. Luis Eduardo enfatiza que para aproveitar o verão ao máximo e manter a infecção urinária longe é importante evitar o uso de roupas molhadas e ficar de olho na alimentação e hidratação. E lembre-se de não ficar muitas horas sem urinar! Com estas medidas simples, você poderá curtir melhor o calor gostoso das férias na praia ou piscina.

Dr. Luis Eduardo Almeida é médico urologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

 

Colesterol

Dra Mariza, cardiologista, fala sobre a doença

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O colesterol desempenha funções essenciais em nosso organismo, como a produção de alguns hormônios, tais como vitamina D, testosterona, estrógeno, cortisol e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. É um componente estrutural das membranas celulares em nosso corpo e está presente no coração, cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos e pele. No entanto, a Dra. Mariza Garcia Rosa, médica Cardiologista, o excesso de colesterol é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares isso porque pode formar placas de gorduras na parede das artérias dificultando o fluxo sanguíneo ou até mesmo obstruindo essa passagem.

 

Sintomas e exames

Colesterol alto é uma doença silenciosa, logo a sua identificação ocorre somente por exames de sangue que devem ser realizados a pedido do seu médico.

 

Principais Causas

Segundo a Dra. Mariza, muitos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade, idade, gênero, diabetes e sedentarismo. No entanto, um dos fatores mais comuns é a dieta já que 30% do colesterol do nosso organismo é proveniente na nossa alimentação. As gorduras, sobretudo as saturadas, presentes em alimentos de origem animal, contribuem para a elevação do colesterol sanguíneo.

 

Tratamento e cuidados após o diagnóstico

Dra. Mariza enfatiza que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e grãos evita o aumento do colesterol, além da prática de exercícios físicos e evitar o fumo e o estresse. Em muitos casos está indicado o uso contínuo de medicamentos.

 

Complicações

Colesterol alterado pode ocasionar infarto, AVC, complicações renais, síndrome coronariana aguda, angina e trombose. Por isso é importante o diagnóstico adequado e seguir à risca as recomendações médicas.

 

Dra. Mariza Garcia Rosa é integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600

Cirurgia bariátrica e ganho de peso

Dr. Felipe fala sobre esta cirurgia

Dr. Felipe

A obesidade é a mais moderna das pandemias.

Cerca de 20% dos brasileiros são considerados obesos; enquanto 32% estão na faixa do sobrepeso. A classificação é feita por meio do índice de massa corpórea (IMC), calculado pela relação peso x altura. A faixa do peso saudável é considerada aquela em que o IMC está entre 18,5 e 24,9; o sobrepeso, quando fica entre 25 e 29,9; e, a obesidade, ao atingir 30 ou mais.

 

O Dr. Felipe Camargo Ribeiro, médico Cirurgião do Aparelho Digestivo, lembra que a cirurgia bariátrica foi desenvolvida quando se tornou evidente que pessoas com IMCs acima de 40 apresentavam taxas inaceitáveis de mortalidade. Existem várias técnicas operatórias que apresentam em comum a redução das dimensões do estômago e alguma forma de alterar o trânsito do bolo alimentar pelas alças intestinais.

 

A adaptação é cheia de complicações possíveis e de problemas que exigem resiliência e disciplina. O menor exagero alimentar pode ser punido com sintomas muito desagradáveis (dumping). A perda de peso e a melhora da qualidade de vida, no entanto, costuma ser significante.

Os benefícios são imediatos: redução da glicemia nos que sofrem de diabetes, queda da pressão arterial, dos níveis de colesterol e triglicérides, melhora dos problemas respiratórios, cardíacos, ortopédicos e articulares, entre outros.

Muitas vezes, essas alterações são tão radicais, que pacientes hipertensos, com diabetes ou hiperlipidemia ficam livres das medicações que utilizaram durante décadas.

 

Um grupo da Universidade de Pensilvânia acompanhou durante um período médio de 6,6 anos, 1.406 adultos submetidos à cirurgia bariátrica, com a finalidade de avaliar as características do ganho de peso nos anos seguintes.

Antes da operação, o IMC médio dos participantes era de 46,3. A redução máxima do peso corpóreo ocorreu em média dois anos depois do procedimento. Em relação ao pré-operatório, a perda média foi de 37,4%.

O aumento de peso foi mais acentuado no primeiro ano que se seguiu à perda máxima, mas prosseguiu durante todo o período de acompanhamento. Cinco anos depois da cirurgia, um em cada três participantes recuperou 20% ou mais dos quilos perdidos.

O estudo mostrou que engordar outra vez, tem seu preço: no primeiro ano depois da perda máxima, 10% apresentaram progressão do diabetes, 46% da hipertensão e 26% tiveram aumento dos níveis de colesterol. Nesse período, declínio das condições físicas ocorreu em 20% dos participantes e piora da saúde mental em 28%. Declararam-se insatisfeitos com o resultado da cirurgia 12%.

Cinco anos depois de atingir o peso mínimo, os participantes ainda continuavam a preservar em média 73% do peso perdido. O Dr. Felipe lembra que reduzir as dimensões do estômago através da cirurgia bariátrica ajuda aqueles com obesidade grave a melhorar as condições de saúde. Não é uma tarefa fácil manter o peso, mas o resultado é gratificante.

Dr. Felipe Camargo Ribeiro é médico Cirurgião do Aparelho Digestivo, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica – realiza cirurgias de redução de estômago também em Tapejara e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.

 

Falando sobre Ômega 3

(Dra. Morgana, endocrinologista fala sobre o assunto)

Julho de 2018 Dra Morgana Regina Rodrigues

A hipótese de que o consumo de óleo de peixe faz bem para o coração veio da observação de que populações com alto consumo de peixes gordurosos tinham menos doenças cardíacas. Os peixes como salmão, sardinha e atum são altamente ricos em ômega 3, um ácido graxo poli-insaturado de cadeia longa, cujos principais componentes benéficos são os ácidos eicosapentaenoico (EPA) e docosaexaenoico (DHA). Existem outros alimentos também ricos em ômega 3 como: abacate, nozes, sementes de chia e linhaça.

A Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista relata algumas novidades: “Apesar de controverso, o que se sabe até o momento”:

– O uso de ômega 3 traz benefício na população com doença cardíaca estabelecida, principalmente naqueles que recém infartaram ou com insuficiência cardíaca com fração de ejeção menor 40%. Nesses casos, a dose diária é baixa 500-1000mg/d (a soma de EPA e DHA). O benefício para o coração de doses elevadas de ômega 3 como as usadas para reduzir triglicerídeos (acima de 4000mg/d) ainda precisa ser melhor estudado.

– Não há benefício para prevenir AVC isquêmico em pacientes que nunca tiveram AVC e naqueles que já tiveram um AVC e não querem ter novamente.

– Se não tem doença cardíaca isquêmica (angina ou infarto no coração) e tem baixo risco cardiovascular (ex: pacientes jovens e saudáveis) até o momento não há evidência de benefício de suplementação de ômega 3 para proteger o coração.

– Pacientes sem doença cardíaca, mas com alto risco cardiovascular (Hipertensão Arterial, Colesterol total acima 250mg/dl, tabagismo, obesidade, diabetes, sedentarismo) os resultados dos estudos são controversos, porém a maioria mostra não ter benefício com suplementação de ômega 3. Nesses casos, será muito mais benéfico a terapia com o que há de melhor para o coração (estatinas, inibidores da ECA, Beta-bloqueadores e AAS).

Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Você sabe o que é a Doença mão-pé-boca

(Pediatra Dra. Elenice esclarece sobre a doença)

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É só mudar a estação que casos de doenças típicas da época mais fria começam a surgir. Nesses períodos, é comum ler na internet ou ouvir nos grupos de pais que uma “nova doença está vindo com tudo por aí”. No outono, uma das viroses comuns que atingem as crianças é a doença mão-pé-boca (HFMD), que é velha conhecida dos pediatras.

A Pediatra Dra. Elenice Marioto Blaya explica que o vírus causador da doença mão-pé-boca chama-se Coxsackie  e pertence à família dos enterovírus que normalmente habitam o intestino.

A doença tem alguns sinais bem característicos: inicia-se com febre alta que é sucedida (cerca de dois ou três dias depois) por pequenas vesículas com líquido que surgem na região das mãos, pés e boca — daí o nome. As bolhas vão se rompendo à medida que a doença evolui.

Mas a Dra. Elenice alerta: “Nem sempre as lesões ocorrem todas de uma vez, por isso uma avaliação médica é fundamental. Em casos isolados, pode ser solicitado o exame de sangue que detecta o vírus, mas o resultado demora para sair, e como não há tratamento específico (só controlamos os sintomas) para a doença, ele só é pedido em casos de diagnóstico diferencial ou quando acontecem raras complicações, como encefalites ou miocardites”.

Comenta também que tem circulado no Brasil uma cepa de enterovírus que causa lesões em outros locais além das mãos, pés e boca, o que pode fazer com que muitos pais confundam a doença com catapora (varicela).

A boa notícia é que a doença é autolimitada, ou seja, em cerca de dez a 15 dias os sintomas desaparecem. “Mas as lesões causam bastante desconforto, principalmente as da boca, que muitas vezes impedem a criança de se alimentar”, destaca a Dra.

Pegar a doença não garante imunidade, ou seja, a criança pode ser infectada mais de uma vez (o que, entretanto, não é comum) pelo Coxsackie. Também não há vacinas contra o vírus, já que há mais de uma cepa capaz de causar a doença e o material genético dos vírus está sempre em mutação.

A transmissão ocorre por via oral/fecal, através do contato direto com secreções (por tosse ou espirro) e com objetos como chupetas, brinquedos ou fezes de crianças infectadas. Por conta da via de contágio oral, tempos frios são mais propícios para a ocorrência de surtos da doença, já que as crianças costumam ficar mais tempo aglomeradas em um mesmo ambiente.

Quanto à transmissão fecal, uma informação importante que pode contribuir para a contenção da doença: Mesmo após a recuperação, o paciente pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. “Portanto, muita atenção na limpeza e cuidado com seu filho quando for utilizar os fraldários de locais públicos”, reforça a Dra. Elenice.

Dra. Elenice Mariotto Blaya é pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.