Azia: sintoma de mal crônico

(Dra. Luiza Mainardi dá dicas)

1

Cerca de 10% dos adultos sofrem de azia quase todos os dias, e de 35% a 40% apresentam ocasionalmente esse sintoma. A azia é o sintoma mais característico de refluxo do suco gástrico para o esôfago. A sensação de azia ou queimação costuma surgir nas duas primeiras horas depois da refeição, especialmente quando a pessoa se deita, e melhora com antiácidos.

A Dra. Luiza Seganfredo Mainardi, explica que os sintomas incluem os casos clássicos de queimação no trajeto do esôfago e gosto ácido na boca, até crises de asma noturna, tosse e dores no peito que simulam ataques cardíacos.

O diagnóstico de refluxo geralmente é estabelecido através da endoscopia, seguida ou não de biópsia da mucosa do esôfago para documentar sinais de inflamação. Cerca de 50% das pessoas com queixa de azia, no entanto, não apresentam alterações inflamatórias sugestivas de esofagite.

A tendência moderna é considerar o refluxo como doença crônica. Seus sintomas podem desaparecer com o tratamento, mas retornam rapidamente com sua interrupção.

Mudanças do estilo de vida podem aliviar significativamente os sintomas, explica Dra. Luiza. Elevar a cabeceira da cama a uma altura de 15 a 20 centímetros, pode dificultar a subida de suco gástrico pelo esôfago. Da mesma forma, dormir deitado sobre o lado esquerdo costuma reduzir o refluxo (enquanto deitar sobre o lado direito, de bruços ou de costas aumenta).

Como o refluxo surge quase sempre depois das refeições, é importante não comer exageradamente nem tomar muito líquido para evitar distensão do estômago. Dietas gordurosas não são recomendadas, porque a gordura retarda o esvaziamento gástrico.

Quem sofre de refluxo só deve deitar-se três horas depois de uma refeição. É importante, também, não ingerir bebidas alcoólicas antes de ir para a cama e não fumar, porque a nicotina estimula o refluxo.

Vale lembrar que muitas pessoas com refluxo não apresentam sintomas típicos. Elas se queixam de tosse (principalmente noturna), irritação na garganta e crises de asma disparadas por espasmos dos brônquios provocados pela microaspiração de suco gástrico.

Dra. Luiza Seganfredo Mainardi é médica clínica e cirurgiã e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Dia Internacional de Luta Contra o Câncer na Infância

(Dra. Elenice M. Blaya, Pediatra, fala sobre a data)

1c5f7ca8-2059-4bc0-94e7-62ea1c3afc27

15 de fevereiro é lembrado em todo o mundo o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer na Infância. A Organização Mundial da Saúde, a Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica (SIOP) e mais centenas de organizações em 88 países estão comprometidas e empenhadas para atingir a meta global de reduzir a mortalidade infantil causada pelo câncer.

Segundo dados da Childhood Cancer International (CCI), a cada ano, mais de 300.000 crianças são diagnosticadas com câncer em todo o mundo. Aproximadamente 8 entre 10 dessas crianças vivem em países de baixa e média renda, onde a taxa de sobrevivência é de quase 20%. Isso contrasta com os países de alta renda, onde as taxas de cura excedem 80% para muitos cânceres infantis. O objetivo da iniciativa global é eliminar toda a dor e sofrimento das crianças que lutam contra o câncer e alcançar pelo menos 60% de sobrevivência para todas as crianças diagnosticadas em todo o mundo até 2030.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Sobre o câncer infantojuvenil

A Dra. Elenice Marioto Blaya, pediatra, explica que o câncer infanto-juvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infanto-juvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.

Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

Os pais devem estar alertas ao fato de que a criança não inventa sintomas. Ao sinal de alguma anormalidade, devem levar seus filhos ao pediatra para avaliação. Na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, mas isto não deve ser motivo para descartar a visita ao médico.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya é pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

O que fazer em caso de picada de aranha

(Dr. Johnny Zoppas dá dicas)

Dr. Johnny6

Os acidentes causados por aranhas são comuns, porém a maioria não apresenta repercussão clínica. Os gêneros de importância em saúde pública no Brasil são as seguintes espécies:

  • aranha-marrom (Loxosceles);
  • aranha-armadeira ou macaca (Phoneutria);
  • viúva-negra (Latrodectus).

O médico Dr. Johnny Zoppas lembra que acidentes causados por outras aranhas podem ser comuns, porém sem relevância em saúde pública, sendo que os principais grupos pertencem, principalmente, às aranhas que vivem nas casas ou suas proximidades, como caranguejeiras e aranhas de grama ou jardim.

Como prevenir acidentes com as aranhas

  • Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades das casas.
  • Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas. Manter a grama aparada.
  • Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto das casas.
  • Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois as aranhas e escorpiões podem se esconder neles e picar ao serem comprimidos contra o corpo.
  • Não pôr as mãos em buracos, sob pedras e troncos podres.
  • Usar calçados e luvas de couro pode evitar acidentes.
  • Vedar soleiras das portas e janelas ao escurecer, pois muitos desses animais têm hábitos noturnos.
  • Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes, consertar rodapés despregados, colocar saquinhos de areia nas portas e telas nas janelas.
  • Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques.
  • Afastar as camas e berços das paredes. Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão. Inspecionar sapatos e tênis antes de calçá-los.
  • Preservar os inimigos naturais de escorpiões e aranhas: aves de hábitos noturnos (coruja, joão-bobo), lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos, coatis, entre outros (na zona rural).

O que fazer em caso de acidente com aranhas

  • Lavar o local da picada.
  • Usar compressas mornas, pois ajudam no alívio da dor.
  • Elevar o local da mordida.
  • Procurar o serviço médico mais próximo.
  • Quando possível, levar o animal para identificação.

Atenção ao que não deve-se fazer após acidente com aranhas

  • Não fazer torniquete ou garrote.
  • Não furar, cortar, queimar, espremer ou fazer sucção no local da ferida.
  • Não aplicar folhas, pó de café ou terra para não provocar infecções.
  • Não ingerir bebida alcoólica, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país.

Procure sempre atendimento médico o mais breve possível e sempre lembre destas orientações. Dr. Johnny Zoppas é clínico geral e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Você pode mudar seu metabolismo?

(Dra. Morgana – endocrinologista esclarece)

Morgana 2019

Já pensou se pudesse controlar seu metabolismo lendo um livro em uma poltrona confortável? Essa é a promessa de suplementos alimentares e estilo de vida que pretendem acelerar o metabolismo em repouso e você perder peso com menos contagem de calorias e exercício.

Infelizmente, apesar dos depoimentos, marketing e celebridades, aumentar o metabolismo é um mito. “Há muita pouca esperança de alterar a taxa metabólica em repouso, porque você está lutando com sua biologia”, diz Eric Ravussin (diretor do Centro de Pesquisa em Obesidade Nutricional, Baton Rouge)

Isso se explica por diversos fatores fisiológicos. A Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista, lembra que a taxa metabólica de repouso é expressa pelo número de calorias que seu corpo precisaria se você não fizesse nada pelas próximas 24horas. Se o total de calorias diárias consumidas menos calorias queimadas for maior que a taxa metabólica de repouso, o peso aumentará. Pessoas do mesmo sexo, idade, altura, peso e composição corporal podem ter taxas metabólicas de repouso diferentes porque há diferença na composição corporal e há órgãos que consomem mais energia que outros. A partir desse conceito, entende-se por que o metabolismo diminui de 1-2% por década: há uma redução do volume cerebral e perda muscular. O terceiro fator que justifica essas diferenças é a genética.

Mas afinal, o que pode ser efetivo no aumento da taxa metabólica de repouso? Dra. Morgana dá algumas dicas: Beber muita água é um dos principais programas de perda de peso, em parte porque isso faz você se sentir mais cheio. Também foi descoberto que o consumo extra de água pode aumentar a taxa metabólica de repouso. Em um estudo, 50 jovens com excesso de peso, descobriu que adicionando 3 porções de meio litro de água por dia à ingestão normal de líquidos, queimavam em média 50 calorias adicionais por dia. Pode não parecer muito, mas é igual a cerca de meia banana.

Na dieta, há dois ajustes necessários que podem aumentar o metabolismo porque aumentam as necessidades de energia do corpo para digestão: comer mais fibras e proteínas. Recomenda-se uma dieta que inclua 25-35 gramas de fibra por dia e a proteína constitua 25-30% das calorias. Como na água, o retorno potencial é modesto, menos de 100 calorias extras queimadas por dia para a maioria das pessoas. Quanto ao exercício, aumentar a massa muscular aumentará levemente o metabolismo em repouso.

Embora, você não consiga realmente acelerar o metabolismo, infelizmente pode desacelerá-lo a partir da perda de peso de 10% ou mais que será acompanhando de uma redução na necessidade de calorias diárias entre 20-25% justificado pela termogênese adaptativa – um metabolismo de repouso reduzido aparentemente permanente em pessoas que perderam uma grande quantidade de peso. Quanto maior a perda inicial e mais rápida a perda, mais o metabolismo em repouso será reduzido a longo prazo.

Um objetivo mais realista e saudável do que tentar acelerar o metabolismo é tentar mantê-lo o mais alto possível. As etapas para atingir esse objetivo estão alinhadas às práticas que são boas para a saúde e a manutenção do peso: evite grandes oscilações de peso, mantenha-se ativo, beba bastante água, coma bastante fibra e proteína, construa músculos quando jovem e mantenha os músculos com a idade. Você não pode controlar a biologia, mas pode controlar suas escolhas.

Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Cardiologista Dra. Mariza Garcia Rosa comemora 25 anos de atuação em Tapejara

(Ela conta da evolução e principais descobertas na área)

b3ead15f-8476-4e41-81f9-5a43272ab3b3

A cardiologia teve um grande avanço nas últimas décadas, onde houve uma redução da mortalidade cardiovascular pelo melhor entendimento da doença e pelo desenvolvimento de novas técnicas diagnósticas e terapêuticas.

No início de janeiro deste ano, a Cardiologista Dra. Mariza Garcia Rosa, comemora 25 anos de atuação como cardiologista em Tapejara e, segundo ela “ pude partilhar das principais inovações e descobertas na cardiologia, com um impacto no cuidado dos pacientes”.

Segunda a médica, foram muitos estudos de prevenção da doença cardiovascular, estudo das gorduras (lipídios) e o desenvolvimento de arteriosclerose com surgimento de novas medicações no controle dessa doença, o surgimento de muitas unidades coronarianas, terapias medicamentosas para tratar o infarto. O cateterismo e a angioplastia, que surgiu principalmente no início dos anos 90 e depois em 94 onde iniciaram as angioplastias primárias, que são as angioplastias durante o evento do infarto agudo. A cirurgia cardíaca também evoluiu muito no passar destes anos e o aparecimento de desfibriladores implantáveis, no caso de arritmias graves (onde o implante evita que o paciente morra por uma arritmia ventricular).

Mas apesar de todo esse avanço, Dra. Mariza enfatiza que as doenças cardiovasculares ainda continuam sendo a principal causa de morte e incapacitação no mundo. “Milhares de pessoas ainda continuam morrendo por essas doenças, apesar de todo esse desenvolvimento que existiu no estudo da doença cardiovascular”, reitera.

Perguntamos à Dra. Mariza: E quem permanece então sendo os grandes vilões?

A especialista responde enfaticamente: São os fatores de risco que a gente tanto fala para as pessoas. “Tem que focar na prevenção: sedentarismo, dieta inadequada, tabagismo, diabetes, hipertensão e obesidade”.

Por isso então a insistência no consultório médico de orientar as pessoas para, além de fazer o tratamento com o remédio quando necessário, fazer atividade física regular, manter o peso adequado, tomar o remédio certinho para pressão, diabetes, não fumar e usar álcool com moderação.

Então a mensagem da Dra. Mariza, nesta comemoração dos seus 25 anos de atuação em cardiologia em Tapejara: “Por mais que a gente tenha avançado no estudo da doença cardiovascular, a gente precisa muito da conscientização de cada pessoa para poder baixar este índice alarmante de mortes e incapacitação das pessoas por essas doenças. Cada um tem que fazer a sua parte, fazer realmente essas mudanças de hábito de vida, para prevenção do infarto, do derrame cerebral, da insuficiência cardíaca, de morte súbita, das arritmias graves, de embolia pulmonar…  São todas as doenças causadas por essas alterações cardiovasculares. Lembro que muitas pessoas acabam nem chegando até um consultório médico”, finaliza Dra. Mariza.

Dra. Mariza Garcia Rosa é cardiologista há 25 anos em Tapejara. Integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.

Você já ouviu falar em Tétano Neonatal?

(A pediatra Dra. Elenice Blaya explica)

Dra. Elenice - esta

O que é o Tétano Neonatal?  

É uma doença infecciosa aguda, grave, não contagiosa, que acomete o recém-nascido (RN), nos primeiros 28 dias de vida, tendo como manifestação clínica inicial a dificuldade de sucção, irritabilidade e choro constante. A doença é causada por uma bactéria chamada Clostridium tetani.

A imunidade do recém-nascido é conferida pela vacinação adequada da mãe.

Como o a transmissão?

A Dra. Elenice Mariotto Blaya, médica pediatra, explica que o tétano neonatal não é transmitido de pessoa a pessoa e sim pela contaminação do coto umbilical com os esporos da bactéria, que podem estar presentes em instrumentos não esterilizados e utilizados para secção do cordão umbilical, como tesoura e fios para laqueadura do cordão. Os esporos da bactéria também podem estar presentes em produtos do hábito cultural das populações, utilizados no curativo umbilical, como ervas, chás, pós e pomadas, entre outros.

Quais são os sintomas?

O recém-nascido apresenta, em caso de tétano neonatal, os seguintes sinais e sintomas:

  • choro excessivo; . dificuldade para mamar e abrir a boca;  . irritabilidade;
  • quando há presença de febre, ela é baixa; . contraturas musculares ao manuseio ou espontâneas.

Como é feito o tratamento?

O tratamento do tétano neonatal deve ser sempre em ambiente hospitalar. O paciente deve ser internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou em enfermaria apropriada, acompanhado por uma equipe médica e de enfermagem experiente e treinada na assistência dessa enfermidade, o que pode reduzir as complicações e a letalidade.  Sendo que a mortalidade apesar do tratamento é acima de 80%, sendo uma doença gravíssima.

Como prevenir o Tétano Neonatal?

A vacina antitetânica (esquema completo e atualizado) tem uma eficácia de quase 100% na prevenção do Tétano Neonatal. Além da vacina, o parto limpo (asséptico), cuidados higiênicos e adequados com o coto umbilical são fundamentais na prevenção da doença, afirma a médica. Essa vacina é aplicada nos 2 meses, 4 meses e 6 meses, com reforço após 1 ano.

Pré-Natal

A realização do pré-natal é extremamente importante para prevenir o tétano neonatal. A Dra. Elenice Mariotto Blaya é médica pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Os dois tipos de cólicas ou dismenorreia

(Dr. Mario Blaya explica) 

dr. Mario - abril 2019

São dois os tipos de cólica menstrual: dismenorreia primária e secundária. Em 80% dos casos, a cólica menstrual está associada à dismenorreia primária e se manifesta de um a dois anos após a primeira menstruação ou menarca. A dismenorreia primária é provocada pela produção aumentada de substâncias conhecidas como prostaglandinas pelo endométrio — a camada que reveste internamente o útero. A prostaglandina é uma substância hormonal, produzida a partir do estímulo da progesterona, hormônio que predomina na segunda fase do ciclo reprodutivo feminino, depois que ocorre a ovulação. O Ginecologista e obstetra Dr. Mario Blaya explica que o excesso de prostaglandinas durante o período menstrual provoca fortes contrações do útero. Ao contrair-se, o útero, que é um músculo, pressiona os vasos sanguíneos à sua volta, dificultando o suprimento de oxigênio aos tecidos. A dor é resultado da falta de oxigênio em partes do útero. O excesso de prostaglandina afeta outros órgãos, além do útero. E é por isso que a cólica menstrual é frequentemente acompanhada de sintomas como dor de cabeça, dor nas costas, náusea e vômito, tontura e diarreia.

As causas da dismenorreia secundária

Estão associadas a algum distúrbio nos órgãos reprodutivos femininos — ovários, anexos uterinos ou do próprio útero. As principais condições que podem dar origem à dismenorreia secundária são:

– Endometriose – doença que leva à proliferação do tecido endometrial, fora do seu local;
– Mioma – espécie de tumor benigno que cresce dentro do útero;
– Doença inflamatória pélvica – infecção causada por bactéria que começa dentro do útero e pode se espalhar pelos anexos desse órgão como trompas e ovários.

Os sintomas das dismenorreias

Além da dor, que pode ser intensa, também podem ocorrer os seguintes desconfortos:

– Náusea;  – Diarreia;  – Vômito;  – Dor na região lombar e do sacro, com irradiação para as coxas;
– Fadiga;  – Nervosismo;  – Tontura;  – Dor de cabeça (cefaleia);
– Desmaio ou síncope [esta ocorrência, em particular, é bem rara].

Prevenção do estresse e ansiedade

Em paralelo ao tratamento, Dr. Mario enfatiza que são recomendadas mudança de hábitos, tais como, evitar situações de fadiga ou estresse. O cansaço físico ou psíquico produz ansiedade e esta condição emocional piora muito a experiência da dor. Tomar banhos quentes ou usar bolsa de água quente sobre o abdome é outra indicação para ajudar a aliviar o desconforto da dismenorréia moderada.
A prática regular de meditação, yoga ou de qualquer outra atividade física contribui para melhorar o bem estar, independentemente da medicação e atenuar a dor. Recomenda-se ainda uma dieta leve para os dias de dor mais intensa, baseada em vegetais, legumes e cereais integrais. Atividade física regular também ajuda na prevenção.

Dr. Mario Blaya é ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.

Notas rápidas sobre o CÂNCER DE MAMA

(Dr. Mario Blaya, ginecologista e obstetra, explica)

dr. Mario - abril 2019

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostraram que no ano passado, foram quase 60 mil novos casos.

Ele é relativamente raro antes dos 35 anos. Acima desta idade, sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos.

Segundo Dr. Mario Blaya, a prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis.

De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores. Alimentação, controle do peso e atividade física podem reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver o câncer de mama.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é fundamental. Isso porque o câncer de mama metastático pode ocorrer em decorrência da evolução de um câncer de mama detectado e tratado em estágio anterior ou em função do diagnóstico tardio da doença. A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico. Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.

Tratamento

O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão. Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista.

Entre os tratamentos estão a quimioterapia e radioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia, além da cirurgia.

Portanto não custa relembrar: alimentação adequada, controle do peso e atividade física são os princípios para uma vida saudável, e consequentemente, com menos probabilidade de câncer. Dr. Mario Blaya é ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Conheça os perigos da automedicação

(Dr. Johnny Zoppas adverte)

Dr. Johnny7

Os sites de pesquisa vêm sendo muito usado para pesquisar remédios, tratamentos e até diagnósticos e isso, sem sombra de dúvidas, é um verdadeiro terror para a nossa da saúde.

O Dr. Johnny D. Zoppas alerta que a prática da automedicação é um problema gravíssimo que vem sendo cada vez mais frequente. Isso porque todo medicamento tem inúmeras contraindicações e diversas reações que podem ser visíveis (quando acarretam em sintomas como diarreia, vômito…) e invisíveis (quando elas agridem nossos órgãos sem percebermos).

PERIGOS DA AUTOMEDICAÇÃO

– Desenvolvimento de alergias a substâncias presentes em algum medicamento, como no caso dos antibióticos e anti-inflamatórios;

– Complicação por incompatibilidade com outro medicamento que você já toma, podendo causar desde a anulação dos efeitos de um anticoncepcional, até o desenvolvimento de trombose, ou até parada cardíaca;

– Possibilidade de intoxicação, quando ingerido uma quantidade de medicamento que não é apropriada para o organismo (cada organismo tem suas individualidades que devem ser levadas em conta na hora da medicação);

– Possibilidade de dependência, que é quando a pessoa se torna dependente da substância.

SEMPRE PROCURE UM MÉDICO

Você jamais deve se automedicar. Sempre vá a um especialista que possa auxiliar no que quer que seja, alerta Zoppas.

Somos indivíduos singulares, onde cada um tem um organismo que funciona diferente. Uns tem problemas no fígado, outros não. Uns tem problemas cardíacos, outros não. Uns tem diabetes, outros não. Por isso jamais confie em tomar o medicamento que funciona para uma pessoa, pois pode ser muito prejudicial para você.

Os medicamentos sempre serão agressivos para o nosso corpo. Até os naturais podem acabar prejudicando alguns dos nossos órgãos, quando tomados sem cautela ou indicação médica.

Além disso, a automedicação cria a possibilidade de você estar camuflando algum problema sério de saúde.

“Portanto, acredite nos sinais do seu corpo e busque sempre um profissional da saúde. Não permita que o desconhecimento o leve a desenvolver doenças e problemas muito maiores”, finaliza o profissional.

Dr. Johnny Zoppas é clínico geral e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Diabetes em crianças

Dra. Morgana R. Rodrigues – Endocrinologista explica)

Morgana 2019

Cresce no mundo o número de crianças e adolescentes diabéticos. O 9º IDF Diabetes Atlas, aponta que 1,1 milhão de meninos e meninas com menos de 20 anos têm o tipo 1 da doença no mundo, e a estimativa é de que o aumento anual global de casos seja em torno de 3%. Na América Latina, 127,2 mil convivem com a diabetes, e o país com mais registros é o Brasil: 95,5 mil casos. No ranking global, o país só perde em número de casos para os Estados Unidos e a Índia.

Segundo o relatório da IDF, cerca de 98,2 mil crianças e adolescentes com menos de 15 anos são diagnosticados com diabetes tipo 1 a cada ano – o número sobe para 128,9 mil quando a faixa etária se estende até os 20 anos.

Nos últimos 10 anos, a prevalência de diabetes tipo 1 aumentou 14 vezes em crianças e adolescentes. Nesse grupo, é a doença crônica endocrinológica mais frequente e a segunda ou a terceira doença crônica pediátrica, dependendo da população, mais frequente“, afirma a Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista.

Segundo o IDF, há evidências de que o diabetes tipo 2, que é mais frequente em adultos, também esteja aumentando entre crianças e adolescentes. Não há, entretanto, dados estatísticos confiáveis que confirmem isso.

No Brasil, as crianças com idade entre 5 e 9 anos, os dados apontam que 3 a cada 10 delas estão acima do peso. “A obesidade é o fator de risco mais importante para o diabetes tipo 2 porque gera uma situação de resistência à ação da insulina, ou seja, o corpo não consegue usá-la para controlar adequadamente os níveis de açúcar no sangue”, explica o endocrinologista.

No caso do tipo 1 da doença, a ação do excesso de peso se dá de forma indireta. “Em uma criança que já tenha predisposição genética para a enfermidade, o excesso de peso pode deflagrar a reação imune à insulina ou de forma mais precoce ou mais intensa“, explica a médica.

Na lista de complicações estão doenças cardiovasculares, insuficiência renal crônica, potenciais amputações dos membros inferiores, problemas na visão, acometimento dos nervos (neuropatia periférica) e cetoacidose diabética – quando processo do corpo para compensar a ausência de insulina acaba por deixar o sangue ácido. O risco de morte também é grande.

Segundo a Dra. Morgana, os tipos de diabetes que acometem crianças e adolescentes são o 1 e o 2. O 1, de acordo com a SBD, se dá quando o próprio sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem insulina, fazendo com que pouca ou nenhuma quantidade do hormônio seja liberada para o corpo.

Seus principais sintomas são sede constante, vontade de urinar diversas vezes ao dia, alterações no apetite, perda de peso (mesmo comendo mais), fraqueza e fadiga.

O tratamento é feito com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas.

Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.