Dicas para ajudá-lo a parar de fumar

Dr. Johnny D. Zoppas dá dicas importantes

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Não é novidade que fumar faz mal para a saúde. Estima-se que mais da metade das pessoas que fumam desejam largar o cigarro, e muitas já tentaram.

Dr. Johnny D. Zoppas, médico clínico geral e cirurgião, lembra que não existe uma fórmula mágica para se livrar da dependência de nicotina. São diversos os caminhos possíveis, e cada pessoa vai encontrar um que funcione melhor para ela. Mas é fato que quem conta com ajuda profissional (médicos, terapeutas e outros) pode enfrentar menos dificuldades e ter mais chance de sucesso. Passar pelo processo sozinho não é impossível — você pode até conhecer alguns casos –, mas apenas uma minoria consegue parar de fumar sem ajuda.

Se você já tentou parar e não conseguiu, ou se conseguiu por um tempo e depois acabou voltando a fumar, não desanime. Isso é mais comum do que você pensa. Existem maneiras diferentes de parar de fumar, e você pode tentar novas formas, conservando as estratégias que funcionaram melhor e incorporando outras. Mantenha isto em mente:  “É difícil parar, mas quando você parar, vai perceber que é mais fácil do que imagina”.

DICAS PARA DRIBLAR A ABSTINÊNCIA NO DIA A DIA:

  • Transforme o negativo em positivo:Mentalize aspectos que você considera negativos em fumar. Por exemplo, se você se espanta ao pensar na quantidade de cigarros que fuma em um mês, use essa sensação para resistir à vontade. Se você se incomoda com o gosto, o cheiro ou a perda de fôlego, lembre-se desses efeitos e use-os como incentivo para não acender o cigarro;
  • Água:Beba bastante água durante o dia, pois isso fará você se sentir melhor. Tenha uma garrafinha sempre com você e, sempre que pensar em acender um cigarro, tome um copo d’água;
  • Alimentação:Tenha sempre com você pequenas porções de alimentos, de preferência não muito calóricos, como cenoura e pepino cortados em bastões. Fazer mais refeições menores ao longo do dia ajuda a combater a ansiedade;
  • Chicletes: Gomas de mascar podem ser aliadas na hora em que bate a ansiedade. Prefira as sem açúcar;
  • Atividade física:Pratique exercícios físicos, que ajudam a controlar o peso e liberam serotonina e endorfina, neurotransmissores que dão sensação de bem-estar e aplacam a ansiedade. Procure uma atividade que você goste e crie o hábito de praticá-la sempre;
  • Companhia:Evite ficar no mesmo ambiente com pessoas que fumam, comunicando a elas que você está no processo de parar. Se alguém na sua casa fuma, vale a pena tentar incluir essa pessoa na luta contra o cigarro. Vocês podem se ajudar;
  • Atividades terapêuticas:Além de praticar esportes, faça um curso ou uma oficina, consuma formas de arte. Adicione na sua rotina atividades de que você gosta e que o coloquem em contato consigo mesmo;
  • Economia:Todos os dias, guarde o dinheiro que você gastaria com o cigarro e o conte ao final de cada semana para ver quanto economizou. Você pode guardar até investir o dinheiro em algum passeio de que goste ou em um presente para quem estiver lhe ajudando nessa jornada. A economia também pode servir de incentivo para não fumar de novo;
  • Pontos positivos:Preste atenção nos ganhos que você vai adquirir ao parar. Quando você para de fumar, seu olfato e seu paladar melhoram, você respira melhor e sua pele fica mais bonita. E o melhor, segundo Johnny, você está ganhando tempo e qualidade de vida.

BENEFÍCIOS IMEDIATOS DE PARAR DE FUMAR:

  • Depois de 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;
  • Depois de 2 horas já não há mais nicotina circulando no sangue;
  • Depois de 8 horas, o nível de oxigênio no sangue normaliza;
  • Depois de 12 a 24 horas, os pulmões passam a funcionar melhor;
  • Depois de 2 dias, o olfato e o paladar melhoram;
  • Depois de 3 semanas, a respiração fica mais fácil e a circulação melhora;
  • Depois de 1 ano, o risco de morte por infartocai pela metade.

As dicas são do Dr. Johnny Dorval Zoppas, médico clínico e cirurgião geral, que integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Números de casos de Leucemia aumentam no país

(A Hematologista Dra. Moema fala sobre o assunto)

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A leucemia é um tipo de câncer do sangue que afeta os glóbulos brancos e é curável. Mesmo assim a taxa de mortalidade é alta no Brasil, como mostra o levantamento feito pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia. Através de dados registrados foram contabilizados 62.385 óbitos decorrentes da doença entre os anos de 2007 e 2016. Segundo estimativas do Instituto nacional do Câncer surgirão 10.800 novos casos por ano.

Segundo a Dra. Moema Nenê Santos, médica hematologista, a leucemia surge quando células da medula óssea, conhecido como tutano do osso, sofrem mutação e passam a se multiplicar descontroladamente, tirando o lugar de células saudáveis. Existem diversos tipos de leucemias, mas as mais comuns são: leucemia linfoide aguda, linfoide crônica, mielóide aguda e mielóide crônica. Elas podem aparecer em crianças e pessoas mais velhas.

Dra. Moema lembra que substâncias químicas, benzeno, agrotóxicos, cigarro, exposição à radiação e doenças hereditárias podem ser algumas causas da doença.  Existem alguns sinais que pedem atenção e podem significar que o paciente está com leucemia, como: febre, anemia, cansaço extremo, sangramento na gengiva, infecções recorrentes, perda de peso, manchas roxas pelo corpo, dor nos ossos e nas articulações, tais sinais e sintomas também são comuns também a outros tipos de doenças.

O tratamento das leucemias é diferenciado para cada tipo específico da doença, grande parte dos quadros agudos é realizado com quimioterapia, imunoterapia, e com o controle de infecções que possam vir a surgir devido a alterações no sangue, bem como eventos hemorrágicos presentes em alguns tipos. A leucemia mielóide crônica geralmente é tratada com uma medicação que inibe a ação de uma proteína doente que leva a proliferação anormal das células, algumas leucemias tipo linfocítica crônica na dependência do estágio podem ser acompanhadas com ou sem necessidade de tratamento O transplante de medula também é uma opção de tratamento para alguns tipos de leucemias.

Dra. Moema Nenê Santos é médica hematologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Crianças também podem ter infecção urinária

(Dra. Elenice Mariotto Blaya, pediatra, explica)

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Infecções urinárias, companheiras frequentes de boa parte das mulheres, também são comuns na infância. O mais curioso é que, nesse período, as crises acometem mais os meninos. Isso ocorre porque eles nascem com a glande (cabeça) do pênis mais coberta pela pele, o que dificulta a sua exposição e facilita a adesão de bactérias. Meninos não circuncidados ou que têm fimose também costumam sofrer mais com o problema, mas quando o prepúcio retrai normalmente, o risco diminui.

Segunda a Pediatra, Dra. Elenice Mariotto Blaya, importante observar, também, as crianças que têm constipação grave, ou seja, dificuldade para evacuar em um período entre 5 e 7 dias, pois há associação entre os dois problemas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a infecção urinária em crianças abaixo de 2 anos está geralmente associada a má-formação do trato urinário (rinsureteres e/ou bexiga) que podem facilitar a proliferação de bactérias. O refluxo vesico uretral, por exemplo, é uma alteração dos ureteres que facilita o retorno da urina da bexiga para os rins. Esses casos merecem atenção porque a infecção dos rins pode levar a cicatrizes que estão associadas à hipertensão e que comprometem a função desses órgãos, inclusive na fase adulta.

Algumas más-formações são visíveis já nos ultrassons realizados no pré-natal, mas outras, para serem diagnosticadas, necessitam de exames mais específicos.

COMO IDENTIFICAR A INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇAS

Dra. Elenice lembra que o diagnóstico da infecção urinária precisa de atenção especial dos pais, principalmente quando se trata de recém-nascidos ou bebês. Nessa fase, muitas vezes eles não apresentam nenhum sintoma aparente além de febre. Às vezes, não se alimentam, ficam mais lentos, vomitam, têm diarreia e urina com odor forte. Por isso, ao notar qualquer desses sintomas, é importante não perder tempo e procurar um pediatra.

Em crianças maiores, fique atento a idas constantes ao banheiro e a reclamações de dor e queimação na hora de fazer xixi. Observe, também, a coloração da urina. Se ela estiver amarelo-escura e formando muita espuma, é importante investigar. Quando a infecção afeta os rins, podem surgir também dores nas costas, calafrios e mal-estar geral.

COMO EVITAR A INFECÇÃO URINÁRIA EM BEBÊS

Dra. Elenice faz um alerta: Quando for trocar as fraldas do bebê, lembre-se de que as bactérias presentes nas fezes não perdem a oportunidade de entrar no organismo, e a uretra é um dos acessos comuns. Por isso, muita atenção na hora da limpeza: passe o algodão da região genital para o ânus, nunca na direção contrária, para evitar a contaminação.

Dra. Elenice Mariotto Blaya é Pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Medula Óssea

(Dra. Moema – hematologista, explica quem pode doar)

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A medula óssea é um tecido encontrado no interior dos ossos, ela está relacionada com a produção de células sanguíneas. A formação dela é feita principalmente por células sanguíneas do tecido hematopoiético

A Dra. Moema Nenê Santos, médica hematologista, explica que a medula está presente nos fetos e em quase todos nossos ossos, conforme ficamos mais velhos a quantidade de produção vai diminuindo.

Você pode ser doador de Medula

Passo a passo para a doação células tronco hematopoiéticas (medula óssea)

–  A doação pode ser feita por sangue de cordão umbilical, ou em banco de sangue através de um processo que se chama aférese e se dá por uma máquina, ou mesmo pode ser deve ser feita em centro cirúrgico, sob anestesia e requer internação;

– A medula é tirada do interior dos ossos da bacia, através de punções;

– A medula óssea do doador se recompõe em 15 dias;

– Nos primeiros dias pode haver desconforto no local da doação;

– Normalmente, após a primeira semana da doação o doador já pode voltar às suas atividades habituais.

O que é transplante de medula óssea?

É um tratamento que consiste da substituição de uma medula óssea doente por células normais de medula, o objetivo é reconstituir uma medula. Dra. Moema lembra que o transplante também pode ser feito através de células da medula óssea, encontradas no sangue circulante de um doador ou do sangue do cordão umbilical e da placenta.

Quando é indicado a doação de medula óssea?

O transplante é indicado para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia aguda, linfomas, anemias graves, hemoglobinopatias, talassemia graves, entre outras.

O que é compatibilidade de medula óssea?

Para ser realizado um transplante de medula óssea é necessário que tenha compatibilidade entre doador e receptor. Esta compatibilidade é medida pelos genes localizados no cromossomo 6, que devem ser iguais. Com base em leis da genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal 100% entre irmãos são em torno de 25%. Mas atualmente existem várias outras fontes de células tronco hematopoiéticas ou mesmo familiares com menor compatibilidade.

Quem pode doar?

Para ser um doador é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar com boa saúde, não possuir doença infecciosa e não ter câncer.

Dra. MOEMA NENÊ SANTOS é médica hematologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

ARRITMIAS CARDÍACAS

(A Cardiologista Dra. Mariza G. Rosa explica)

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 O que é?

O coração funciona como uma bomba, distribuído o sangue para o corpo humano. O funcionamento dessa bomba é percebido por meio da frequência e do ritmo do coração que variam ao longo de um dia conforme a necessidade de oxigênio do organismo. Quando há alterações na frequência e no ritmo cardíaco, é constatada uma arritmia cardíaca. O coração pode apresentar um batimento muito rápido (taquicardia), muito lento (bradicardia) ou irregular.

Sintomas e exames

Segundo a Dra. Mariza Garcia Rosa, Médica Cardiologista, os sintomas mais comuns são palpitações ou “batedeiras”, desmaios e tonturas. Há casos que podem apresentar confusão mental, fraqueza, pressão baixa e dor no peito. As arritmias podem ou não apresentar sintomas e, em casos mais graves, pode ocorrer parada cardiorrespiratória que leva à morte súbita. Pacientes que já apresentam histórico de problemas cardíacos como infarto, insuficiência cardíaca ou que já tenha passado por algum procedimento cirúrgico cardíaco tendem a apresentar um risco maior por isso o acompanhamento médico é muito importante.

Principais Causas

Hipertensão, diabetes, colesterol alterado, tabagismo, e sedentarismo são alguns dos fatores de risco para as arritmias. Distúrbios do sono como ronco e apneia obstrutiva também são fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Consumo de álcool e/ ou energéticos podem induzir a uma arritmia, esse último tem alto nível de cafeína na sua composição. Vale ressaltar, segundo Dra. Mariza, que o consumo de pequenas doses de cafeína não causa arritmia, mas podem aumentar a frequência cardíaca em torno de 5 a 10 batimentos por minuto. A combinação dessa substância com o álcool pode potencializar o distúrbio.

Tratamento e cuidados após o diagnóstico

Quem determinará qual o melhor tratamento para o paciente é o médico especialista. As opções terapêuticas dependerão da condição do paciente e podem ou não envolver tratamentos medicamentosos ou intervencionistas. Ela lembra que assim como outras doenças do coração, a adesão aos hábitos saudáveis e alimentação balanceada podem ajudar na prevenção de arritmias. Exames anuais preventivos também fazem parte desse processo.

Complicações

Quando não diagnosticada e tratada corretamente, a arritmia cardíaca pode provocar parada cardíaca, que ocorre quando o coração para de funcionar. Nessa condição, ele deixa de exercer a função de bomba, inviabilizando a circulação do sangue pelo organismo levando à morte.

Dra. Mariza Garcia Rosa é médica cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Diferenças entre pneumonias e resfriados

Dr. Maicon Cimarosti explica

Dr. Maicon

As pneumonias ocorrem quando um agente infeccioso ou irritante consegue penetrar nos alvéolos, as estruturas pulmonares onde ocorre a troca do ar oxigenado que respiramos pelo ar rico em gás carbônico que expiramos. Os agentes causadores de pneumonias podem ser diversos, desde vírus e bactérias até fungos, alérgenos ou substâncias irritantes.

O Dr. Maicon Cimarosti, médico clínico e cirurgião do Pulmão, explica que as pneumonias compartilham alguns sintomas semelhantes com as gripes e resfriados, mas geralmente existem características que permitem diferenciá-los facilmente.

  • Na pneumonia, costuma haver febre alta, acima de 38ºC, enquanto resfriados provocam febre baixa.
  • tossepode ser diferenciada porque na maior parte das vezes a tosse da pneumonia produz muco verde-amarelado, enquanto a tosse do resfriado é seca.
  • Como a pneumonia provoca uma inflamação nos pulmões, decorrente da luta do organismo para expulsar o agente irritante, também ocorre dor no tórax ao respirar, inexistente no resfriado.

Outros sintomas que aparecem na pneumonia, mas não em resfriados, incluem falta de ar, confusão mental e mal-estar generalizado. “É importante lembrar que essa doença pode ter evolução muito rápida. A pessoa está bem, mas dali a algumas horas, a infecção se manifesta e é preciso procurar atendimento médico sem demora”, orienta Dr. Maicon.

Segundo o médico, o tabagismo é um dos principais fatores de risco para a pneumonias. “Todo tabagista corre risco maior de ter a doença, porque o fumo, por si só, causa uma reação inflamatória que facilita a entrada de outros agentes agressores nos pulmões.” Crianças, que estão com o sistema imune em desenvolvimento, e idosos, que podem estar com a imunidade deficiente, também são mais suscetíveis à doença.

Ar-condicionado também pode facilitar a disseminação de agentes causadores da pneumonia, tanto porque o ambiente tende a ficar muito seco (o que facilita a invasão por micro-organismos) como porque o ar do local é continuamente reciclado, aumentando o risco de germes permanecerem circulando.

Dr. Maicon orienta que evitem o cigarro e mantenham arejados os ambientes. Tanto para pneumonias quanto para resfriados estas são as dicas iniciais de prevenção, além de beber muita água.

Dr. Maicon Cimarosti é médico clínico e Cirurgião do Pulmão. Ele é integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Conheça algumas doenças do sangue

(Dra. Moema Nenê Santos – Hematologista explica)

A hematologia é a área da medicina que estuda o sangue, seus distúrbios e doenças relacionadas. Os elementos, glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos), plaquetas, medula óssea, linfonodo e o baço são estudados nesta especialidade médica.

Segundo a Dra. Moema Nenê Santos, médica hematologista, as doenças do sangue podem ser hereditárias (quando vem de outros familiares) e adquiridas (quando são adquiridas por questão do ambiente, alimentação, entre outros fatores).

O tipo da doença depende do componente sanguíneo afetado. Existem diversas doenças hematológicas. Vamos abordar algumas hemoglobinopatias e coagulopatias.

Existem as hemofilias que são genéticas e outras adquiridas e que podem estar associadas a outras doenças sistêmicas e provocam sangramentos como as doenças de coagulação das plaquetas, hemofilias etc e outras que levam a tromboses como trombofilias.

Outra doença do sangue é a talassemia, segundo Dra. Moema ela ocasiona a produção de quantidades muito pequenas de hemoglobina normal. A talassemia pode ser alfa e beta, um tipo de anemia hereditária, entre várias outras que são estudas.

Dra. Moema lembra que algumas doenças associadas a nosso sistema imune também são estudas pela hematologia, algumas afetam nosso sistema linfático, ínguas e outras podem afetar diretamente a medula óssea, como os Linfomas Mielomas e leucemias. Existem diversas outras doenças do sangue, é preciso sempre procurar um médico e estar atento à sua saúde.

Dra. Moema Nenê Santos é médica Hematologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Agosto – Mês de Valorização da Paternidade

Dra. Mario Blaya fala da importante participação masculina

dr. Mario - abril 2019

Promover o engajamento dos homens nas ações do planejamento reprodutivo, no acompanhamento do pré-natal, nos momentos do parto de sua parceira e nos cuidados no desenvolvimento da criança, com a possibilidade real de melhoria na qualidade de vida para todas as pessoas envolvidas e vínculos afetivos saudáveis. Esses são os principais objetivos para a criação do Mês de Valorização da Paternidade, que é celebrado anualmente em agosto.

O mês de valorização da paternidade foi instituído pelo Comitê Vida, grupo de trabalho intersetorial que integra profissionais de organizações governamentais e não-governamentais, universidades e demais pessoas e instituições interessadas. A Coordenação Nacional de Saúde do Homem (CNSH) do Ministério da Saúde apoia essa inciativa e estimula que seja desenvolvida em todo território nacional.

A ação é baseada em um dos eixos prioritários da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: o eixo de Paternidade e Cuidado. O eixo da Paternidade e Cuidado consiste em incentivar a presença de homens acompanhando suas parceiras nas consultas de pré-natal e traz a ideia de que o acesso dos homens aos serviços de saúde para participar dessas consultas também pode ser potencializado como momento de promoção do autocuidado e educação em saúde.

Segundo Dr. Mario Blaya, Ginecologista e Obstetra, o ponto fundamental para implementação desse eixo é a estratégia pré-natal do parceiro, que tem como objetivo sensibilizar trabalhadores de saúde sobre a importância do envolvimento dos pais e futuros pais na lógica dos serviços de saúde ofertados, possibilitando que eles realizem seus exames preventivos de rotina e também façam testes rápidos de sífilis, hepatite e HIV; atualizem o cartão de vacinação; participem de atividade educativas desenvolvidas durante o pré-natal; sejam estimulados a participarem dos momentos do parto e cuidados com a criança e ao mesmo tempo exerçam uma paternidade ativa.

Dr. Mario Blaya é Médico Ginecologista e Obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

O Sarampo está de volta

Pediatra Dra. Elenice sala sobre a doença

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Sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o paciente tossefalaespirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina.

Quais são os sintomas do sarampo?

·        febre acompanhada de tosse;

·        irritação nos olhos;

·        nariz escorrendo ou entupido;

·        mal-estar intenso;

Segundo a Dra. Elenice Mariotto Blaya, médica pediatra, em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.

 Como prevenir o sarampo?

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. Os critérios de indicação da vacina são revisados periodicamente pelo Ministério da Saúde e levam em conta: características clínicas da doença, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida, ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

 

Quando tomar a vacina do sarampo?
  Primeira dose:  Aos 12 meses de idade (1 ano)

·        Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida

Tomou apenas uma dose até os 29 anos de idade?
 Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu apenas uma dose, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina;

·        Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente.

Não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão ou não se lembra?
 De 1 a 29 anos – São necessárias duas doses;

·        De 30 a 49 anos – Apenas uma dose.

 

Agora, o Ministério da Saúde abriu o período Nacional de Vacinação: todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas.

Onde devo tomar a vacina?

 As vacinas são ofertadas em unidades públicas e privadas de vacinação. No SUS, as vacinas são gratuitas e seguras.

O que causa o sarampo?

A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

A transmissão pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.

O sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou causar o óbito. A vacina é a única maneira de evitar que isso aconteça.

Dra. Elenice Mariotto Blaya é médica pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Falta de libido

(Ginecologista Dra. Daniela fala sobre o tema)

Dra. Daniela

A noite chegou, você terminou todos seus afazeres, as crianças dormem tranquilamente e ao seu lado está o homem que você ama, cheio de desejo. Porém, a única coisa que você consegue pensar é em virar para o lado e dormir.

Pesquisa divulgada no ano passado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revela que 48,5% das mulheres que procuram ajuda médica por conta de disfunções sexuais sofrem de falta ou diminuição do desejo sexual, dor durante as relações sexuais ou dificuldade para atingir o orgasmo. A pesquisa com 455 mulheres também mostrou que apenas 13% dos casos têm origem orgânica, a imensa minoria, portanto.

A Dra. Daniela Maris Piccoli, médica Ginecologista e Obstetra argumenta que descontados os problemas físicos que podem levar às disfunções sexuais, podemos pensar em alguns aspectos socioculturais que afetam a sexualidade feminina.

Em primeiro lugar, precisamos considerar que as meninas aprendem a repreender a sexualidade desde pequenas. Enquanto aceitamos e até incentivamos a masturbação e a curiosidade sexual masculina, ensinamos as meninas a se resguardarem, a não expressarem sua sexualidade. Elas, portanto, se tornam mulheres que desconhecem o próprio corpo e todo o prazer que ele pode lhes proporcionar.

Depois que cresce, a mulher é incentivada a se casar e procriar. Dentro da família assume, na maioria das vezes, o papel de cuidadora, responsável pelo bem-estar de todos. Exatamente como nossas avós, com a diferença que muitas ainda têm de trabalhar fora.

A mulher, cansada, passa a enxergar o parceiro que costumava atrai-la tempos atrás como parte das suas obrigações. Uma visão nada sexual.

Dra. Daniela cita que as revistas e programas femininos só aumentam a sensação de culpa ao dizerem que é preciso ser criativa para “apimentar” a relação. Como se para ser criativo não fosse preciso sentir desejo sexual e não vice-versa.

Como abrir espaço para o desejo? Dra. Daniela afirma que antes de tudo, é preciso se livrar da culpa e sentir-se merecedora do prazer sexual. É necessário dissociar a relação conjugal da vida cotidiana, tentar ver o homem como parceiro de fato na busca pelo que lhe agrada e, se preciso, buscar ajuda profissional.

Assumir toda a responsabilidade por uma vida sexual pouco satisfatória é supor, erroneamente, que o sexo é algo dissociado das outras áreas da vida.

Dra. Daniela Maris Piccoli é médica ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.