Dr. Cesar Queiroz comenta sobre o tema

O sofrimento da menopausa pode durar mais do que você esperava. A chegada da menopausa é a fase das ondas de calor alternadas com arrepios de frio, diminuição da libido, ressecamento e flacidez da pele, queda de cabelo, astenia, secura vaginal, irritação, labilidade emocional, depressão e ansiedade.
Embora a maioria experimente esse cortejo de sintomas, para algumas mulheres eles são de pequena intensidade, à s vezes quase imperceptÃveis. Em compensação, há casos em que são devastadores.
Segundo o Dr. Cesar Augusto Queiroz, Ginecologista, Obstetra e Ultrassonografista, as ondas de calor, em geral, são acompanhadas de vermelhidão no rosto e sudorese intensa, molham a roupa em momentos inadequados, criando constrangimento social. São amigas da noite e inimigas do sono reparador. Há mulheres despertadas por elas cinco, seis vezes durante a madrugada.
Com intensidade variável, esses sintomas vasomotores afligem 80% das mulheres. Por incrÃvel que pareça, a duração desse fenômeno tão prevalente era mal conhecida, porque até aqui os estudos envolveram número pequeno de participantes acompanhadas por perÃodos curtos.
Em apenas 20% dos casos, os calores só começaram depois da parada das menstruações; em 66%, o inÃcio foi no perÃodo em que as menstruações se tornaram irregulares e, em 13%, surgiram ainda na vigência de ciclos regulares.
Segundo Dr. Queiroz, a enorme surpresa provocada por esse estudo multiétnico e multirracial foi mostrar que pode ser longo esse perÃodo da condição feminina.
A media de duração das ondas foi de 7,4 anos. Quer dizer, em metade das mulheres não atingiu esse tempo; na outra metade, ultrapassou-o. Nos casos mais extremos, persistiram por 14 anos.
Outro achado original e inesperado: quanto mais cedo as ondas chegam, mais tempo levam para ir embora. Naquelas pacientes em que os primeiros calores surgiram na pré-menopausa ou na fase em que os ciclos estavam irregulares (perimenopausa), a duração média ultrapassou 11,8 anos. Já nas que não menstruavam mais, quando eles se instalaram, foi bem menor: 3,4 anos.
Dr. Queiroz cita que a explicação mais provável está nas diferenças de sensibilidade dos centros de regulação térmica (situados no hipotálamo) à redução dos nÃveis de hormônios sexuais na circulação. Mulheres com sensibilidade exaltada apresentam sintomas mais precoces, por mais tempo.
As diferenças entre os grupos étnicos foram significantes: mulheres negras: 10,1 anos; latino-americanas brancas: 8,9 anos; brancas não latino-americanas: 6,5 anos; e asiáticas: 5 anos.
Dr. Queiroz lembra que as razões para a variabilidade étnica não são conhecidas – podem estar relacionadas com a genética, as dietas e com a história reprodutiva.
Dr. Cesar Augusto Queiroz é ginecologista, obstetra e ultrassonografista. Ele integra o corpo clÃnico da Saúde Center ClÃnica de Tapejara. Informe-se pelo telefone 3344-3600.









   
