Saiba o que é a Clamídia

(A Ginecologista Dra. Daniela Piccoli explica)

Dra. Daniela

O que é clamídia?

Clamídia é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), que na maioria das vezes causa infecção nos órgãos genitais, mas pode afetar também a garganta e os olhos. Segundo a Dra. Daniela Maris Piccoli, ginecologista e obstetra, pode afetar homens e mulheres com vida sexual ativa. Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC/2017) mostram que a maioria dos casos acontece em pessoas na faixa etária entre 15 e 24 anos.

Como a clamídia é transmitida?

A clamídia é transmitida por meio do contato sexual (anal, oral ou vaginal) ou pela forma congênita (infecção passada da mãe para o bebê durante a gestação).

Quais são os sintomas da clamídia?

A maioria dos casos da clamídia não apresenta sintomas (em torno de 70% a 80% das situações). Quando presentes, os sintomas mais comuns nas mulheres são:

  • corrimento amarelado ou claro;
  • sangramento espontâneo ou durante as relações sexuais;
  • dor ao urinar e/ou durante as relações sexuais e/ou no baixo ventre (pé da barriga).

Nos homens, os sintomas mais comuns da clamídia são:

  • ardência ao urinar;
  • corrimento uretral com a presença de pus;
  • dor nos testículos.

Quais são as complicações da clamídia?

Quando não tratada, a clamídia pode provocar algumas complicações, como:

  • infertilidade (dificuldade para ter filhos);
  • dor crônica na região pélvica (“dor no pé da barriga”);
  • dor durante as relações sexuais;
  • gravidez tubária (quando ocorre nas trompas);
  • complicações na gestação (parto prematuro, obortamento…)
  • sangramentos vaginais irregulares.

Qual o tratamento para a clamídia?

Segundo a Dra. Daniela, o tratamento da clamídia é feito com o uso de antibióticos, receitados pelo médico conforme cada caso. Com o tratamento adequado é possível erradicar completamente a bactéria. A clamídia pode ser facilmente curada com o uso de antibióticos. No entanto, para garantir a cura total, durante o período de infecção é aconselhado evitar contato sexual desprotegido.

As parcerias sexuais também devem ser avaliadas e orientadas pelo profissional de saúde para evitar nova contaminação.

A melhor forma de prevenir é usar preservativo e a melhor forma de diagnóstico e tratamento é consultar um médico. A Dra. Daniela Maris Piccoli é integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Triagem Neonatal- Teste do Pezinho

Rejane Santini Federle - enfermeira

Dia 06/06 foi comemorado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. A Triagem Neonatal, popularmente conhecida como o Teste do Pezinho é um exame feito a partir de sangue coletado do bebê que pode ser no calcanhar ou outro local. Ele permite fazer um diagnóstico precoce de diversas doenças congênitas assintomáticas no período neonatal consequentemente impedindo o desenvolvimento de doenças genéticas, metabólicas e infecciosas que podem desencadear sequelas se instaladas no organismo humano e comprometer a qualidade de vida da criança.

De acordo com o Ministério da Saúde é recomendado que seja realizada a coleta entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê.

Segundo a enfermeira Rejane Santini Federle, todas as gestantes devem ser orientadas sobre a importância do teste e devem procurar uma Unidade de Saúde ou laboratório para realizar a coleta dentro do prazo.

O Teste do Pezinho pode diagnosticar condições de saúde como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hiperplasia adrenal congênita, deficiência da biotinidase, fibrose cística e hemoglobinopatias (doenças que afetam o sangue).

É importante fazer o Teste do Pezinho em todos os recém-nascidos, uma vez que as doenças identificadas pelo exame não apresentam sintomas ao nascimento e, se não forem tratadas cedo, podem levar à deficiência intelectual e causar sérios prejuízos para a qualidade de vida da criança.

Converse com seu pediatra para saber qual a versão do teste será mais indicada para seu filho.

Está em suas mãos, quem ama cuida.

Rejane Santini Federle é enfermeira e atua na Saúde Center Clínica com o Dr. Mario Blaya (Ginecologista e Obstetra) e Dra. Elenice Mariotto Blaya (Pediatra). Informações pelo telefone 3344-3600.

Você já ouviu falar em Assimetria no Quadril?

(Dr. Bruno – Cirurgião Plástico explica o procedimento)

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ASSIMETRIA NO QUADRIL acontece quando os ossos da bacia apresentam desproporções que podem afetar o resultado final do contorno corporal, principalmente após a abdominoplastia. A assimetria no quadril é comum na população em geral e pode ser responsável pelas aparentes diferenças na altura da cicatriz da abdominoplastia e no volume dessa região após a lipoaspiração dos quadris e flancos.

Um estudo recente, examinou fotos de 100 mulheres para avaliar a existência de assimetria nos quadris dessas pacientes. Quando a assimetria estava presente, esse estudo observava qual lado do quadril estava mais alto. A partir dessa análise verificou-se que 82% das mulheres pesquisadas tinham assimetria no quadril.

Segundo Dr. Bruno Blaya, cirurgião plástico, em geral, as pessoas não enxergam esse desnível em seus próprios quadris, mas após a cirurgia, frequentemente, notam a diferença na altura da cicatriz abdominal ou percebem a desproporção no volume dessa região após a lipoaspiração.

Por isso, a importância em procurar um Cirurgião Plástico competente que explique para seus pacientes as limitações de cada técnica, abdominoplastia e/ou lipoaspiração, na correção desses problemas, uma vez que as discrepâncias esqueléticas (ossos da bacia) não são melhoradas com esses procedimentos.

Dessa maneira, é fundamental discutir assimetria no quadril com o seu cirurgião antes da cirurgia. Conhecendo o seu corpo você pode perceber, por exemplo, o que é excesso de gordura (que pode ser corrigido com abdominoplastia e/ou lipoaspiração) e o que são discrepâncias esqueléticas. Assim, ao esclarecer suas dúvidas, você aumenta a sua satisfação com o resultado final da cirurgia.
Dr. Bruno Blaya é Cirurgião Plástico e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

 

CRM/RS 35691

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Hipertensão Arterial se alastra entre os mais jovens

(Dra. Mariza – Cardiologista, comenta sobre o tema)

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A hipertensão arterial configura como o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares que mais matam no Brasil: infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Segundo dados do Ministério da Saúde, a pressão alta (PA) chega a afetar 30 milhões de brasileiros adultos, em uma proporção de um a cada quatro. Segundo a Dra. Mariza Garcia Rosa, médica cardiologista, os números são alarmantes, não só aqui, mas em todo o mundo.
CUIDADOS NA INFÂNCIA 
Chamada pelos médicos de “inimigo oculto” dos adultos e idosos, por sua ação silenciosa, a doença tem se tornado mais preocupante ao atingir, cada vez mais, os jovens. Atualmente, estima-se que a hipertensão já atinja três milhões de crianças e adolescentes dos 3 aos 18 anos de idade, no país.
Para Dra. Mariza, o aumento exponencial de crianças hipertensas pode ser explicado pelo crescimento da obesidade em todo o mundo. A médica ainda destaca que para a definição de pressão arterial normal ou elevada há de se levar em conta variáveis, como sexo, peso, altura e idade, tanto nos mais jovens quanto nos mais velhos.
“É importante frisar que o sedentarismo e hábitos alimentares inadequados têm contribuído diretamente para o aumento dos casos de elevação pressórica, principalmente entre as crianças. Ainda, dados de uma pesquisa americana recente sugerem que a PA elevada é maior em meninos (15%-19%) do que em meninas (7%-12%)”, afirma Dra. Mariza.
De acordo com as recomendações das diretrizes brasileiras e internacionais a pressão arterial deve ser medida em crianças a partir dos três anos de idade, a fim de detectar precocemente a elevação da mesma: “Quando não diagnosticada, a hipertensão arterial promove alterações nos chamados órgãos-alvo da doença hipertensiva. Desse modo, a presença de hipertrofia ventricular esquerda durante a adolescência, por exemplo, pode ser um precursor de arritmias e insuficiência cardíaca na idade adulta, entre outras complicações”.
Dra. Mariza finaliza reforçando que as preocupações devem envolver não apenas a criança, mas toda a família no que diz respeito à mudança alimentar e de estilo de vida. “Os jovens devem ser estimulados a praticar atividade física e manter-se na faixa de normalidade para o peso, dando preferência a alimentos in natura e evitando o consumo de produtos industrializados, embutidos, etc.”, pontua.
Dra. Mariza Garcia Rosa é médica cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600

Você tomou a segunda dose da vacina contra o sarampo?

Dr. Johnny D. Zoppas comenta sobre a importância

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Têm sido constantes as notícias sobre o surto de sarampo nos Estados Unidos no primeiro semestre de 2019, com cerca de 75 casos registrados diariamente. No Brasil, até o momento, a situação está controlada, mas desde 2018 estão surgindo casos que até então não ocorriam com tanta frequência. Na cidade de São Paulo, o terceiro caso de sarampo, um paciente infectado em Israel, foi registrado em meados de maio. Ainda há surtos no Amazonas, no Pará e em Roraima, muito ligados a casos da doença na Venezuela.

O Dr. Johnny D. Zoppas, clínico geral, explica que não há motivo para alarme, mas reforça que é de extrema importância estar com a vacinação em dia para evitar a circulação do vírus no país. O aviso precisa ser reforçado principalmente porque muitas pessoas mais velhas tomaram somente uma dose da vacina. “Uma boa parte das pessoas não tomou a segunda dose, que deve ser administrada ainda na infância. No passado, achava-se que a pessoa estava protegida com apenas uma dose. Tanto é que antigamente, na rede pública, a vacina tinha só uma dose. Mas hoje sabemos que não: é necessária uma segunda dose. Então, pessoas que estão na casa dos 30, 40 anos, podem não estar com a vacinação em dia”, esclarece.

Somente a partir do ano 2000 o Ministério da Saúde estabeleceu uma segunda dose da vacina contra o sarampo. Atualmente, a vacina é trivalente (imuniza contra três doenças: sarampo, rubéola e caxumba). A primeira dose deve ser dada aos 12 meses de idade, e a segunda, três meses após a primeira dose.

Outro fator que contribui para que haja indivíduos vulneráveis é que, como o vírus do sarampo havia sido erradicado do país e a doença “deixou de ocorrer”, muitas pessoas acharam que estavam seguras e deixaram de se vacinar. É importante lembrar que caso a imunização não tenha sido realizada nas idades recomendadas, não há problema: é possível atualizar as vacinas em qualquer idade. “É importante dar uma olhada na carteira de vacinação para ver se está tudo em dia. Se não houver registro da vacina ou você não recordar se tomou as doses ou não, procure o posto para receber a vacina. Na dúvida, é melhor tomar”, orienta Dr. Johnny.

Dr. Johnny Zoppas é clínico e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. In formações pelo telefone 3344-3600.

Conhecendo um pouco da área de atuação da Hematologia

(Hematologista Dra. MOEMA atende na Saúde Center Clínica de Tapejara)

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A medula óssea, popularmente chamada de tutano, é o tecido gelatinoso que fica no interior dos ossos. É onde são produzidas as hemácias (glóbulos vermelhos), que transportam o oxigênio dos pulmões para todo o organismo, os leucócitos (glóbulos brancos), que fazem parte do nosso sistema de defesa e também as plaquetas, que integram o sistema de coagulação do sangue.

 

As doenças no sangue podem se manifestar como uma simples anemia, que pode ser revertida com a reposição de suplementos, ou em situações mais graves, como é o caso da leucemia, ou doenças do nosso sistema de defesa ou da nossa coagulação. O mais importante é buscar orientação de um Hematologista a qualquer suspeita de enfraquecimento nas células de defesa do organismo ou alterações nos exames de sangue ou mesmo quando há aumento das nossas ínguas no corpo.

 

 

Doenças Hematológicas malignas mais comuns

 

As doenças hematológicas malignas mais comuns são a leucemia, linfoma e mieloma. Essas doenças envolvem anomalias nas células do sangue, do sistema linfático ou da medula óssea, onde as células sanguíneas se desenvolvem.

– Os Linfomas são um grupo de doenças malignas, caracterizadas por uma proliferação anormal de linfócitos geralmente nos gânglios linfáticos ou na medula óssea.

– A Leucemia é uma doença caracterizada pela proliferação de células imaturas (leucemias agudas) ou pela acumulação de células maduras, mas malignas e com ruim funcionamento (leucemias crônicas). Existem diferentes tipos de leucemias, dependendo da célula atingida e da sua agressividade.

Mieloma múltiplo é uma doença maligna de células linfoides diferenciadas, produtoras de anticorpos, os plasmócitos um tipo diferenciado de células de defesa. Localizam-se preferencialmente na medula óssea, provocando, frequentemente, anemia, dor com lesões ósseas e algumas vezes perda de função renal.

Doenças da coagulação

 

As doenças hemorrágicas abrangem diversas condições clínicas, sendo caracterizadas por hemorragias de gravidade variável, espontâneas ou pós-traumáticas, em diferentes locais do corpo, presentes ao nascimento ou diagnosticadas ocasionalmente. Nas doenças hemorrágicas a hemostasia encontra-se prejudicada. A hemostasia é um processo fisiológico que tem como objetivo manter o sangue em estado fluido dentro dos vasos sanguíneos, sem que haja hemorragia ou trombose.

As Trombofilias já são alterações na coagulação do sangue que levam a quadros de tromboembolismo.

São vários os tipos de trombofilias, existem as mais severas e formas mais leves, bem como as de causa hereditárias  e ou genéticas e também as adquiridas

 

 

Hiperferritinemia

 

A hiperferritinemia que é o aumento da ferritina vista em exames de sangue tem várias causas, a grande maioria é de causa metabólica ou seja, hábitos de vida, uso de álcool, dislipidemias ( aumento do colesterol, triglicerídeos ) diabetes mas também pode ser por doenças do fígado e também  de causa genética.

Para cada uma de suas causas existe um tratamento específico.

 

 

Conheça a Dra. Moema Nenê Santos

A Dra. Moema possui graduação em Medicina pela Universidade de Passo Fundo e Residência Médica pelo Hospital Nossa Senhora da Conceição de Porto Alegre aperfeiçoamento em Transplante de Medula Óssea pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Possui Título Europeu da AFSA ( Formação médica europeia aprofundada ) pela Faculdade de Medicina Pitie-Salpetriere de Paris, em Hematologia e Transplante de Medula Óssea  e pelo Hospital Saint Antoine também em Hematologia e Transplante de Medula Óssea pela Hospital Saint Louis,  e formação em  Terapia Celular pela Universidade Denis Diderot Paris VIII.

Atualmente é Médica Hematologista e Preceptora da Residência em Clínica Médica do Hospital São Vicente de Paulo, e do grupo de pesquisa em Hematologia Clínica e Hematologia-  Oncológica e trabalhando conosco atualmente na Clínica Saúde Center de Tapejara.

Erisipela: Para contrair a bactéria é preciso ter ferida na pele?

(Dra. Juliana fala sobre a doença)

Dra. Juliana

Erisipela é uma infecção causada por bactérias que atingem principalmente membros inferiores (pernas e pés).

A forma que ela se apresenta é com vermelhidão, inchaço e dor no local, podendo em alguns casos haver o aparecimento de bolhas de água (erisipela bolhosa).

Em casos mais graves pode haver febre, náuseas e/ou vômitos.

Na maioria dos casos a doença não traz complicações quando tratada, mas se houver demora no tratamento ou se não for tratado, o quadro pode se agravar.

Segundo a Dra. Juliana Rietjens, médica dermatologista, o principal agente causador da erisipela é o estreptococo. Na maioria das vezes a bactéria não traz risco à saúde, tanto que ela vive na pele das pessoas sem causar nenhum mal. Porém em algumas situações onde houver alguma porta de entrada, como: machucados, feridas, micoses, picada de insetos ou alergias provocadas por má circulação, a bactéria pode penetrar o tecido e causar a infecção.

GRUPOS DE RISCO

Pessoas com diabetes devem ter atenção redobrada com a doença, pois em alguns casos, principalmente quando a glicemia está descontrolada, o paciente tem perda da sensibilidade nos membros. Esse efeito ocorre principalmente em extremidades, como os pés, o que pode facilitar o surgimento de feridas imperceptíveis. Como a bactéria se aproveita desses ferimentos, a pessoa pode não notar os sintomas que indicam o início da infecção.

Pessoas com varizes, má circulação, retenção de líquido, pacientes em tratamentos imunossupressores (como quimioterapia) e obesos também fazem parte desse grupo. “Identificar se a pessoa pertence a algum grupo de risco e ajudar a controlar sua condição também faz parte do tratamento”, orienta a Dra. Juliana. Mantenha sempre a higiene em dia e não negligencie machucados,  micoses ou qualquer outra possível porta de entrada.

Dra. Juliana Rietjens é médica dermatologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Tratamento Cirúrgico do Diabetes Tipo 2 – Cirurgia Metabólica

(Dra. Morgana – endocrinologista, comenta sobre o tema)

Julho de 2018 Dra Morgana Regina Rodrigues

A Cirurgia Bariátrica no tratamento do Diabetes tipo 2 deve ser indicada por dois endocrinologistas, mediante parecer fundamentado atestando a refratariedade ao tratamento clínico otimizado por no mínimo 02 anos com uso de antidiabéticos orais e/ou injetáveis em pacientes com IMC a partir de 30kg/m2, idade mínima de 30 anos e máximo 70 anos, história de Diabetes inferior a 10 anos e não ter contraindicações para o procedimento cirúrgico.

Segundo a Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista, é contraindicado nas seguintes circunstâncias:

– Ausência de um período de controle médico pré-operatório identificável;

– Pacientes incapazes de aderir a um seguimento médico prolongado;

– Presença de distúrbios psicóticos não estabilizados, depressão grave, distúrbios de personalidade e dietéticos, a menos que o paciente seja especificamente liberado pelo psiquiatra experiente em obesidade;

– Uso abusivo de álcool e/ou dependência de drogas;

– Pacientes incapazes de cuidar de si mesmos e que não disponham de apoio familiar ou social adequado.

As técnicas cirúrgicas:

– Derivação gastrojejunal em Y de Roux (DGJYR) (Bypass Gástrico) é a cirurgia de primeira escolha para o tratamento de pacientes com DM2 não controlado

– Gastrectomia Vertical (GV) (Sleeve) é alternativa caso haja contraindicação ou desvantagem do DGJYR

Dra. Morgana relata que os resultados de estudos mostram que em 90% dos pacientes ocorre remissão do Diabetes a curto prazo. A longo prazo (> 05 anos) faltam estudos quanto a durabilidade das melhoras glicêmicas, desfechos micro e macrovasculares, câncer, mortalidade. Também faltam melhores evidências quanto aos riscos sobre metabolismo ósseo.

Dessa forma, ressalta a médica, a cirurgia é uma opção ao tratamento do Diabetes tipo 2 com melhora glicêmica importante, porém vale lembrar que é uma doença crônica e não tem cura, se os hábitos de vida e o acompanhamento com equipe multidisciplinar não forem mantidos, ocorrerá descompensação da doença inclusive com retorno de terapias injetáveis, se necessário for.

Dra. Morgana Regina Rodrigues é medica endocrinologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

 

O que fazer para prevenir a obesidade infantil?

(A pediatra Dra. Elenice dá dicas importantes)

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Foi-se o tempo em que criança gordinha era sinônimo de saúde. Atualmente, a obesidade infantil é preocupação para pais e médicos e é um dos maiores problemas de saúde pública.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que uma em cada três crianças brasileiras com idade entre cinco e nove anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quais são as causas da obesidade infantil?

A Dra. Elenice Mariotto Blaya, médica pediatra, explica que a causa da doença é multifatorial. “A obesidade infantil está associada à uma combinação de fatores de exposição das crianças a um ambiente que favorece comportamentos relacionados à ingestão de alimentos densamente calóricos e sedentarismo, comportamentos inadequados e respostas biológicas a esse ambiente. Muitas crianças hoje estão crescendo em ambientes que incentivam o aumento de peso e a obesidade”, afirma.

Como consequência, são observadas repercussões importantes como o desenvolvimento precoce de doenças crônicas como resistência à insulina, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, distúrbios psicológicos e obesidade na vida adulta.

O que deve ser feito para evitar a obesidade infantil?

Os hábitos alimentares das crianças são formados ainda na barriga da mãe e se estendem nos primeiros anos de vida. Para evitar que se tornem adultos com excesso de peso (obesos ou com sobrepeso), os pais devem contribuir para que seus filhos tenham uma alimentação adequada e saudável.

A gestante deve optar por alimentos saudáveis, limitar o consumo de alimentos processados. Antes dos dois anos, os pais não devem oferecer açúcar e alimentos ultraprocessados para seus filhos. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013) apontam que 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas. Também devem manter distante dos pequenos, suco de frutas, comidas industrializadas e refrigerantes. Dra. Elenice recomenda ainda que a alimentação deve ser baseada em alimentos in natura e minimamente processados.

Atividade física ajuda no combate à obesidade infantil?

A prática de atividades físicas é fundamental para todas as etapas do desenvolvimento infantil e auxilia no equilíbrio do balanço energético e, consequentemente, na prevenção e tratamento da obesidade e de doenças relacionadas à obesidade nesta fase da vida.

“As crianças devem fazer exercícios com o corpo e não só com a mente e os dedinhos”, alerta a nutricionista, sobre a quantidade de horas que os pequenos gastam na frente de tablets e computadores. Além de evitar doenças crônicas, as atividades físicas auxiliam na melhora do rendimento escolar.

Dra. Elenice Mariotto Blaya é médica Pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

AFTAS: causas e tratamentos

Dr. Johnny Zoppas comenta sobre o assunto

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Uma pequena ardência surge na ponta da língua. Ou na bochecha, ou nos lábios. Quando as aftas aparecem, elas são incômodas, ardidas, doloridas e dificultam a mastigação. Há quem quase nunca apresente uma afta, mas há pessoas que sofrem com esse incômodo de forma recorrente. Apesar de serem bem desagradáveis, geralmente elas não indicam nenhuma condição grave.

O que são aftas?

Segundo Dr. Johnny Zoppas, médico clínico e cirurgião, as aftas são pequenas feridas que surgem na cavidade bucal, também sendo chamadas por “úlcera oral”, “úlcera aftosa” ou “estomatite aftosa”.

Consideradas lesões benignas, elas são uma das alterações orais mais frequentes na população.

Não se sabe exatamente o que faz uma afta surgir, mas considera-se que seja uma resposta imunológica, uma reação à alimentação ou uma inflamação decorrente de alguma pequena lesão preexistente.

Como há pessoas que apresentam com frequência essas pequenas feridas, é possível que fatores como o estresse, a sensibilidade a certos alimentos e outros hábitos (como tabagismo) possam desencadear a inflamação. Por isso, são manifestações do nosso próprio corpo e não são contagiosas.

 A maioria das pessoas apresenta aftas pequenas e isoladas, mas elas podem surgir em tamanhos maiores, com mais de 1cm, ou surgir em grande quantidade, chegando a mais de 100 por toda a boca.

Notar uma ou outra afta ao longo dos meses pode ser apenas uma situação incômoda e sem grande necessidade de preocupação. Mas quando são recorrentes, duradouras ou comprometem o bem-estar, é preciso investigar as causas e buscar medidas para aliviar o incômodo e diminuir a incidência.

Qual a causa das aftas?

Ainda não é possível afirmar qual a real causa da afta ou porque ela surge com mais frequência em algumas pessoas. Em geral, indica-se que há causas multifatoriais que favoreçam o surgimento da lesão na boca, como alteração autoimunes, machucados, predisposição, alterações gástricas ou condições emocionais.

Quando surgem de maneira isolada e pontual, não há grandes necessidades de investigar as causas da afta, mas se forem recorrentes ou duradouras, deve-se buscar ajuda para o problema que pode estar relacionado aos hábitos ou alterações do organismo.

Fatores e grupos de risco

Alguns fatores podem favorecer a manifestação de aftas de modo frequente ou pontual. Além da predisposição genética, pessoas com alergias e intolerâncias alimentares podem sofrer de modo mais recorrente com as feridas ao entrarem em contato com os alimentos alergênicos.

Outros fatores que incidem no surgimento das lesões são:

  • Pacientes com baixa imunidade, por exemplo portadores de HIVou doentes crônicos;
  • Pessoas com rotinas estressantes;
  • Tabagismo;
  • Má alimentação;
  • Uso de medicamentos que afetem o pH estomacal;
  • Pessoas com aparelhos, próteses ou dentaduras.

Homens e mulheres podem ser afetados pelas aftas, mas devido às alterações hormonais no período menstrual, as mulheres podem apresentar manifestações mais frequentes das lesões.

Diagnóstico

Como as aftas são, geralmente, respostas a alterações do organismo ou de rotinas, mas sem grande impacto na saúde e funcionamento do corpo, elas tendem a não precisar de uma avaliação médica. Porém, em casos constantes ou persistentes, o diagnóstico médico é necessário.

Dr. Johnny D. Zoppas é médico clínico e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara.