Brasil tem mais de 20 tipos de vacinas em seu calendário de vacinação

(Dr. Johnny Zoppas fala da importância de vacinar crianças e adultos)

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No século 20, o mundo viveu uma epidemia de varíola que, entre as décadas de 1900 e 1970, deixou cerca de 500 milhões de mortos. Nos anos 1960, países de todo o mundo se uniram em campanhas de vacinação, fazendo com que a doença infecciosa, sem cura, se tornasse a única enfermidade a ser totalmente erradicada. O último caso notificado no Brasil foi em 1971, e no mundo, em 1977, na Somália.

Ao longo do século passado, as vacinas foram decisivas para que doenças infecciosas fatais fossem controladas. Contudo, em 2015, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta global, informando que uma em cada cinco crianças no mundo não recebe as vacinas básicas.

Dr. Johnny Zoppas, clínico geral, alerta que com a baixa imunização das populações na última década, doenças que já estavam controladas na maior parte do mundo estão voltando a circular com grande intensidade. É o caso do sarampo, responsável por surtos na América e na Europa; as hepatites, que já matam mais que o HIV; e a poliomielite.

No Brasil, pelo menos 312 cidades estão sob alerta de volta do vírus causador da poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, e entre 1º de janeiro e 23 de maio deste ano, foram registrados 995 casos de sarampo no país.

Segundo Zoppas, a baixa imunização nesta década tem sido atribuída a movimentos de contestação a vacinas, que argumentam contra a quantidade de vacinas que devem ser tomadas ao longo da vida, duvidam de sua segurança ou disseminam teorias da conspiração que ligam vacinas a casos de autismo ou morte.

No Brasil, o Ministério da Saúde também alerta para o esquecimento dos brasileiros sobre determinadas doenças que não ocorriam mais no território, fazendo com que essas pessoas não vejam mais a necessidade de se vacinarem e vacinarem seus filhos.

Segundo a OMS, as vacinas representam o tratamento com melhor custo-benefício em saúde pública, pois evitam 2,5 milhões de mortes por ano e reduzem os custos dos tratamentos específicos de doenças evitáveis.

Vacinas recomendadas globalmente:

Entre as vacinas recomendadas mundialmente estão: a tríplice viral, contra os vírus do sarampo, rubéola e caxumba; vacinas contra a difteria, tétano, hepatite B e coqueluche; e a vacinação anual contra a Influenza, vírus causador da gripe.

 

Dr. Johnny afirma que no Brasil, o esquema é mais rigoroso, com vacinas obrigatórias que costumam ser dadas logo nos primeiros anos de vida.

O Plano Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, atualmente oferece de graça 27 vacinas a toda a população, de todas as faixas etárias. Essas vacinas combatem sarampo, caxumba, rubéola, tétano, tuberculose, febre amarela, difteria, coqueluche, poliomielite, influenza e HPV.

Cada brasileiro tem sua própria caderneta de vacinação. É de responsabilidade dos pais manter o documento atualizado durante a infância, período em que se concentra a maioria das vacinas obrigatórias no Brasil.

Portanto, segundo Dr. Johnny, procure o Posto de Saúde e peça uma revisão da Caderneta de Vacinação. Lembrando que muitas vacinas são ministradas também na vida adulta.

Dr. Johnny Zoppas é clínico geral e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

 

8 de Agosto – Dia Nacional de Controle do Colesterol

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As doenças cardiovasculares são as principais responsáveis pelos óbitos registrados anualmente no Brasil. O desenvolvimento dessas doenças está associado a diversos fatores de risco que podem ser controlados como alimentação, prática de atividades físicas, obesidade, aumento do colesterol, pressão alta, diabetes e tabagismo.

No dia 8 de agosto comemoramos o Dia Nacional de Controle do Colesterol.

Segundo Dra. Mariza Garcia Rosa, médica cardiologista, o colesterol é apontado como um dos principais causadores de infartos, acidentes vasculares cerebrais e aneurismas, doença arterial periférica que podem levar o indivíduo a sequelas importantes ou a morte, entre outras complicações.

A médica lembra que são dois os grandes vilões no aumento do índice de LDL, que é considerado o colesterol prejudicial: a alimentação incorreta, representada pelo excesso de gordura animal e gorduras trans, e o fator genético, ou seja, de origem familiar.

A dica de prevenção é: alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos! Esta são as melhores formas de controlar o colesterol maléfico à saúde. Além disso, consulte seu médico regularmente. Preserve sua saúde para poder aproveitá-la no futuro.

Dra. Mariza Garcia Rosa é cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

 

Amamentar pode ser natural, mas não é simples …

Lactancia materna

Durante o Agosto Dourado, mês do Aleitamento Materno são reforçados os benefícios da amamentação tanto para a mãe quanto para o bebê, destacando que esses benefícios recebidos na infância têm reflexos positivos até a vida adulta, reduzindo riscos de muitas doenças.

Sabe-se que leite materno é um alimento completo, por isso, até os 6 meses, o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Além de ser de fácil digestão funciona como uma vacina, pois é rico em anticorpos, protegendo a criança de muitas doenças.

Segundo a Enfermeira Rejane Santini Federle, para a mãe no período pós-parto, melhora a recuperação materna, auxilia na redução do peso, ajuda o útero a retornar o tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e anemia, além de reduzir o risco de diabetes e de desenvolver câncer de mama e ovário.

A amamentação promove um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê, é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, onde ajuda a ter dentes bonitos, desenvolver a fala e ter uma boa respiração.

O Ministério da Saúde recomenda a amamentação em livre demanda, isto quer dizer, não existem horários fixos para o bebê mamar, será a hora em que ele quiser e quantas vezes quiser. Ao longo dos meses mãe e bebê acabarão estabelecendo naturalmente uma rotina própria e as mamadas ficarão mais espaçadas.

Portanto, segundo Rejane, não existe leite fraco, o leite materno é ideal para o bebê, a tranquilidade e repouso serão fundamentais para facilitar a saída do leite e a sucção do bebê que manterá a produção deste, o que quer dizer, quanto mais o bebê sugar, mais leite será produzido.

Amamentar pode ser natural, mas não é simples e muito menos fácil, requer informações, necessita de uma rede de apoio segura e dedicada para auxiliar neste momento tão especial tanto para a mãe, bebê e família.

Rejane Santini Federle, é enfermeira e atua na Saúde Center Clínica com o Dr. Mario Blaya (Ginecologista e Obstetra) e a Dra. Elenice Mariotto Blaya (Pediatra). Informações pelo telefone  3344-3600.

Enfermeira da Saúde Center participa de Jornada Científica sobre o aleitamento materno

Evento aconteceu em Passo Fundo

 Rejane Santini Federle - enfermeira

 O aleitamento materno exclusivo é considerado fundamental para o crescimento saudável dos recém-nascidos.

Sabendo desta importância, a enfermeira Rejane Santini Federle, que atua na Saúde Center Clínica com Dr. Mario Blaya (Ginecologista e Obstetra) e Dra. Elenice Mariotto Blaya (Pediatra), participou da Jornada Científica do Aleitamento Materno, nos dias 26 e 27 de julho, em Passo Fundo.

O evento, promovido pelo Hospital da Cidade, teve o objetivo de promover a difusão de novos conhecimentos sobre o assunto e também celebrar a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2018.

O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e a amamentação exclusiva até os seis meses de vida. A enfermeira Rejane avaliou a Jornada Científica como de grande valia, já que reuniu conferencistas de renome nacional e internacional, além de repassar atualizações e pesquisas na área da amamentação: “O Dr. Mário e a Dra. Elenice buscam constantemente atualizações em suas áreas e me sinto honrada em poder colaborar e trazer novidades aos seus pacientes”, conta Rejane.

Os bebês que mamam no peito têm maior nível de inteligência, menos infecções, menor risco de morte súbita e menos câncer infantil. Durante a infância e a vida adulta, terão menos chance de serem obesos e desenvolver diabetes.

A Semana do Aleitamento Materno, que inicia nesta quarta-feira dia 1º e segue até o dia 8 tem como tema deste ano: “AMAMENTAÇÃO: a base da vida”.

Geleca caseira vira febre entre crianças, mas pode trazer riscos à saúde

(Dra. Elenice alerta para “Slimes”e “amoebas”)

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As mãos esticam, puxam, apertam, estendem e desdobram a massa grudenta. Como se estivesse fazendo pão ou dando liga a um chiclete gigante, as crianças veem logo ganhar forma o brinquedo que virou febre na internet e nas escolas: a meleca caseira conhecida como slime ou amoeba.

Basta procurar no YouTube ou no Instagram para que receitas grudem na tela, ensinem a fabricar a gosma e mostrem como personalizá-la com corantes ou glitter. Depois, é só brincar de esticar a massa muitas… muitas e muitas vezes por dia.

Mania de slime

A Dra. Elenice Mariotto Blaya lembra que a mania é tanta que já existem vídeos no youtube ensinando a fazer as gelecas com receitas caseiras.

Independentemente da fórmula, dois ingredientes se repetem: cola branca e água boricada. Algumas levam ainda bórax, composto químico usado como inseticida – um canal, com mais de 10 milhões de inscritos no YouTube, ensina a fazer o brinquedo com esse ingrediente, por exemplo.

A Sociedade Brasileira de Pediatria, porém, alerta para riscos. Segundo Carlos Augusto Mello da Silva, presidente do Departamento de Toxicologia da entidade, o manuseio do bórax pode gerar intoxicação. O mesmo vale para a água boricada. “O uso por crianças pode ter efeitos imprevisíveis”, afirma.

Dra. Elenice diz que para driblar a proibição dos pais a esses componentes, algumas crianças usam uma receita com farinha de trigo, sal, água e óleo. Sem cola e compostos químicos, o slime fica com consistência de massinha. “Não é grudento, mas dá para criar bichos e paisagens”, afirmaram algumas crianças.

Nos Estados Unidos e na Inglaterra, duas mães já relataram casos de queimaduras de segundo e terceiro grau em suas filhas após a confecção do “slime” — que no Brasil é chamado também de amoeba.

No Reino Unido, uma mulher relatou em rede social que sua filha precisou de cirurgias para recuperar as queimaduras decorrentes da confecção da geleca.

Segundo Dra. Elenice, em sites e contas nas redes sociais do Brasil, receitas do “slime” também são muito populares. Em geral, incluem o uso de água, cola e corantes, mas podem recomendar também o uso do borato de sódio. Mas, segundo a pediatra, os pais devem ficar atentos e deixar que seus filhos manuseiem somente receitas que não possuem composição química, evitando acidentes, como queimaduras.

Dra. Elenice Mariotto Blaya é pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.

Saiba como aliviar cólicas e acalmar o bebê

Dra. Elenice M. Blaya dá dicas valiosas

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Papais e mamães de primeira viagem ou até mesmo os experientes sofrem junto, e às vezes por horas, especialmente durante a madrugada. As cólicas acontecem porque o sistema digestivo dos recém-nascidos ainda não está totalmente formado e, mesmo com medidas preventivas, como amamentação correta das mães, esse incômodo pode ocorrer.

A boa notícia para pais e cuidadores é que hoje existem técnicas que ajudam a aliviar os sintomas da cólica e acalmar os bebês para que consigam ter um bom sono.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya selecionou três destas técnicas: charutinho (também conhecida como rolinho), massagem shantala e banho de ofurô (ou balde).

Shantala

Trata-se de uma massagem indiana, que pode ser feita nos primeiros dias de vida do bebê e mais de uma vez ao dia. Ela usa movimentos leves que acalmam a criança, aliviam as dores e aumentam a ligação com quem a faz, como pais e mães. A massagem shantala é uma Prática Integrativa reconhecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Charutinho (rolinho)

A técnica do charutinho ou rolinho, como também é conhecida, consiste em enrolar o bebê recém-nascido em uma manta de pano elástico e macio. Dessa forma, a criança fica confortável e protegida. Depois, a mãe, o pai o quem quer que esteja cuidando do bebê pode apertá-lo, sem machucar, é claro, de forma carinhosa, junto ao peito. Movimentos de balanço completam a prática que, que contribuiu para deixar a criança calminha durante crises de cólica.

Banho de Ofurô (balde)

Para completar, a terceira técnica usada para amenizar as cólicas é o banho de ofurô ou de balde mesmo. A primeira regra é comprar um ofurô próprio ou um balde exclusivo para esta finalidade. Não vale pegar o mesmo usado na limpeza da casa. O banho deve ser feito com bastante cuidado para que não haja acidente algum. Mas, não tem muito segredo. É fácil fazer e vale a pena, desde a primeira semana de vida da criança.

Gostou das técnicas? Se conhecia alguma, vale a pena experimentar as demais.

Dra. Elenice salienta que apesar de terem a mesma finalidade, elas se completam. É só ter cuidado e respeitar o bebê, caso ele apresente desconforto com alguma destas práticas. Para finalizar, a amamentação é uma das melhores aliadas para acalmar o bebê no momento de dor.

Dra. Elenice Mariotto Blaya é médica pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Risco de doenças cardíacas aumenta após a menopausa

A dica é da Dra. Mariza - cardiologista

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O coração feminino precisa de atenção. Após os 40 anos, o risco de doenças cardiovasculares aumenta, mas depois dos 50, quando chega a época da menopausa, ele cresce ainda mais: há um aumento de 30% no número de casos de infarto e cirurgias cardíacas em mulheres nesse período, segundo a Dra. Mariza Garcia Rosa, cardiologista da Saúde Center Clínica.

O hormônio estrogênio é um protetor e aliado do coração, pois estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. Com a chegada da menopausa, o nível desse hormônio diminui, o que aumenta o risco do desenvolvimento de algumas doenças. Assim, quem tem menopausa precoce também fica vulnerável mais cedo a doenças cardiovasculares, pois os níveis de estrogênio começam a baixar antes.

Hoje, 30% das pessoas que sofrem infarto são do sexo feminino, e a cada ano elas estão mais expostas ao risco. No Brasil, mais de 200 mulheres morrem por dia vítimas de infarto. Se somarmos problemas cardíacos e cerebrovasculares, como AVC, o número de mortes chega a ser seis vezes maior que as causadas por câncer de mama.

Segundo a cardiologista, as mulheres estão a cada ano mais expostas ao risco de doenças cardiovasculares, pois cerca de 40% apresentam aumento da circunferência abdominal, mais de 20% fumam, 18% são ex-fumantes, 23% têm seus níveis de pressão arterial acima do preconizado e 21% possuem alteração dos níveis de colesterol. Todos esses são fatores de risco para doenças cardíacas.

Mulheres com histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que tiveram doenças inflamatórias, doenças autoimunes e obesidade também têm mais risco de desenvolver problemas cardíacos. O risco pode ser maior para quem usa determinados tipos de anticoncepcional, por isso é indicado buscar orientação médica antes de começar a tomar pílula. O sedentarismo também deve ser combatido. A atividade física deixa os vasos mais dilatados, facilitando o fluxo sanguíneo, e ajuda a controlar melhor o peso, a pressão arterial e a frequência cardíaca.

O estresse é outro fator relevante. A médica esclarece que, quando passamos por uma situação estressante, nosso cérebro estimula glândulas a secretar determinados hormônios que aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Quem vive sob estresse contínuo acaba passando por esse processo muitas vezes, o que pode desencadear eventos cardíacos mais graves. Além disso, existe a questão psicológica: pessoas muito estressadas podem desenvolver estados depressivos.

Em geral, as mulheres são mais tolerantes à dor. Em muitos casos, justamente por conta do acúmulo de tarefas, elas acabam ignorando sinais de que algo está errado e perdem a chance de obter um diagnóstico rápido quando ficam doentes. A médica comenta que algumas sentem dor nas costas, dor no estômago e náuseas e pensam que é apenas algo pontual quando, na verdade, já podem estar desenvolvendo algum problema cardíaco. “Existem mulheres que nunca mediram a pressão arterial ou a taxa de colesterol, por exemplo. E fazer isso é muito importante. Sintomas também não devem ser negligenciados. Se você sentiu desconforto torácico, dor ou algo diferente, procure um médico para fazer uma avaliação”, recomenda a cardiologista.

A dica da Dra. Mariza  é começar a se cuidar cedo. Quando uma pessoa mais velha começa a ter os sintomas de doenças cardiovasculares, provavelmente os problemas já se iniciaram há algum tempo. Eles podem ser resultado de anos de hábitos danosos à saúde.

É fundamental realizar avaliações médicas periódicas. Aquelas que já se enquadram no grupo de risco (que inclui hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, colesterol alto, estresse, sedentarismo e histórico familiar) não devem esperar o período da menopausa para ir ao médico, mas procurá-lo antes dos 30 anos. Após os 40, é indicado que a mulher compareça a consultas periódicas, pois já está na fase da pré-menopausa e o nível de estrogênio começa a cair. Depois dos 50, é indispensável fazer uma avaliação, no mínimo, uma vez por ano.

A Dra. Mariza Garcia Rosa é médica cardiologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informe-se pelo telefone 3344-3600.

Santa Maria tem 569 casos confirmados de toxoplasmose

Dr. Cesar Queiroz fala sobre a doença

Dr. Quiroz

O número de casos confirmados de toxoplasmose em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, subiu para 569, de acordo com o último relatório divulgado pelas secretarias municipal e estadual de Saúde.

Ainda conforme o novo relatório, 312 suspeitas da doença seguem em investigação.

Enquanto a causa do surto não é descoberta, segundo o Dr. Cesar Augusto Queiroz, ginecologista e obstetra, a orientação continua sendo ferver a água antes de beber, evitar carne crua ou mal passada e ter bastante higiene no preparo dos alimentos.

A toxoplasmose, cujo nome popular é doença do gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos [onde o parasita se desenvolve] provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro. Destaca-se que na gestação pode ocorrer infecção transplancentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez, podendo causar elevado risco de acometimento fetal pela toxoplasmose congênita.

Sintomas

Em alguns casos os sintomas não se manifestam, mas podem ser:

  • Febre
  • Cansaço
  • Mal estar
  • Gânglios inflamados

O período de incubação da toxoplasmose vai de 10 a 23 dias quando a causa é a ingestão de carne, e de 5 a 20 dias quando o motivo é o contato com cistos de fezes de gatos.

Dr. Queiroz faz um alerta! Há muitos casos no RS e todos devem ficar alerta. A qualquer sintoma, o médico deve ser procurado.

Dr. Cesar Augusto Queiroz é ginecologista e obstetra e atende na Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Endocrinologia: Falando sobre Retinopatia Diabética

Saiba mais sobre esta doença com a endocrinologista Dra. Morgana

Dra. Morgana - endocrinologista

A Retinopatia Diabética (RD) é uma das principais complicações do Diabetes e a principal causa de cegueira em pessoas entre 20-74 anos. Resulta da glicose elevada cronicamente causando alterações nos vasos sanguíneos de pequeno calibre, edema, redução de fluxo sanguíneo e formação de novos vasos. Como é uma doença silenciosa, as alterações visuais surgem numa fase avançada, sendo o rastreio oftalmológico anual essencial para o diagnóstico precoce antes do aparecimento de sintomatologia e de lesões irreversíveis ou que necessitem de tratamentos mais agressivos. É realizado através da avaliação do Fundo de Olho no Diabetes tipo 1 a partir de 5 anos de diagnóstico e no Tipo 2 já no momento do diagnóstico.

Segundo a Dra. Morgana Regina Rodrigues, endocrinologista, o paciente assume um papel fundamental no tratamento, pois é necessário o controle de fatores sistêmicos. Todo o paciente diabético deve ser alertado para o controle da glicemia, pressão arterial, perfil lipídico, evitar fatores de risco como obesidade (controle de circunferência abdominal e índice de massa corporal), praticar exercício físico regularmente e realizar uma alimentação saudável com fibras, verduras e frutas a fim de evitar o aparecimento da RD.

Consulte regularmente seu médico e fique atento aos sinais enviados pelo seu corpo. Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Saiba como controlar a caspa no inverno

Dra. Juliana Rietjens dá dicas importantes

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A diferença entre as baixas temperaturas do inverno e as altas temperaturas do chuveiro intensificam um problema que incomoda entre 15 e 20% da população: a caspa.

O nome popular é dermatite seborreica, mas a caspa nada mais é do que uma inflamação responsável por produzir descamação da pele, normalmente na região do couro cabeludo, mas que pode também ocorrer na face, sobrancelha, nariz, orelha, peito, costas e virilha.

Segundo a dermatologista Dra. Juliana Rietjens, banhos quentes e longos no inverno aceleram a descamação natural da pele, dificultando o controle da caspa.

Além da típica descamação que gruda nas roupas e nos cabelos, a caspa pode provocar vermelhidão, coceira e ardência. Embora a inflamação tenha fundo genético, fatores emocionais, como o estresse, também podem provocar ou intensificar o problema: “O sistema nervoso tem íntima ligação com a pele”, explica a Dra. Juliana.

A médica acrescenta que a caspa é um processo crônico, para o qual não existem garantias de cura definitiva: “Ela pode ser controlada com o uso de shampoos específicos e cremes indicados por um médico dermatologista. Também é importante evitar banho muito quente e não estimular a umidade do couro cabeludo”.

Um problema esteticamente desconfortável, a caspa pode aparecer durante todo o ano. No entanto, alguns hábitos adotados no inverno contribuem para o maior aparecimento da caspa. São eles:

Lavar os cabelos com menor frequência: isso pode colaborar para o acúmulo de sebo no couro cabeludo, além da menor eliminação das células mortas ou resíduos;

Lavar os cabelos em água muito quente: vai ocasionar o ressecamento do couro cabeludo, o que estimula as glândulas sebáceas a produzirem mais sebo. O surgimento de oleosidade, por sua vez, pode contribuir para o desenvolvimento de um tipo de fungo, o Malassezia Furfur, que piora o quadro de caspa;

Mudanças bruscas de temperatura: climas pouco úmidos favorecem o ressecamento e a descamação da pele, por isso o aumento da caspa. Entretanto, nos dias mais frios o cabelo demora mais para secar. Os fios molhados por tempo prolongado associados ao uso de chapéu e gorro para se proteger do vento frio, fazem com que o couro cabeludo fique úmido e abafado, ambiente favorável ao desenvolvimento de bactérias e fungos;

Tendência a usar mais roupas escuras: nessa época do ano, os trajes pesados e de cores mais sóbrias é comum, por isso a descamação do couro cabeludo fica mais visível e dá a sensação de que a caspa é mais frequente no inverno.

Estresse: ele está intimamente ligado às crises, uma vez que os hormônios do estresse atuam diretamente sobre a glândula sebácea, levando a uma maior produção de sebo.

Alivie a caspa durante o inverno com estas dicas

  1. Lave os cabelos sempre com shampoo anticaspa: isso vai ajudar a remover a sujeira e todos os resíduos que vão se acumulando, além de evitar a oleosidade excessiva;
  2. Lave os cabelos com água morna e usar produtos adequados ao seu tipo de cabelo;
  3. Diminua a temperatura do secador e a frequência de uso deste aparelho e de chapinhas;
  4. Evite dormir com cabelos molhados e evitar abafar o couro cabeludo;
  5. Procure o médico dermatologista caso não haja controle dos sintomas.

Se a caspa persistir, procure um especialista que irá lhe indicar o melhor tratamento. A Dra. Juliana Rietjens é medica dermatologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.