Calor pode aumentar risco de formação de pedra nos rins

(Médico Urologista fala sobre o assunto)

Dr. Luiz Eduardo

O calor intenso do verão, o aumento da transpiração e a baixa ingestão de água são os principais responsáveis pelo aumento do risco de formação dos cálculos renais, ou pedra nos rins. Segundo o Dr. Luis Eduardo Almeida, urologista, os casos de cálculo renal aumentam 30% nos períodos mais quentes do ano.

Apesar de a incidência ser maior nos homens, o especialista alerta que todos devem adotar as medidas para cuidar da saúde dos rins. “A dieta ideal inclui primordialmente o aumento da ingestão de líquidos – cerca de dois litros de água e de sucos de frutas cítricas por dia –, associado à diminuição do uso de sal nos alimentos. As refeições diárias devem conter mais verduras, legumes, frutas e saladas. ”

É preciso ainda estar atento quanto ao consumo de frutos do mar, porque apresentam índice elevado de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais. Além disso, é recomendável reduzir as frituras e o consumo de carne vermelha no período de calor.

Segundo Almeida, mais de 15% da população mundial apresenta cálculos renais e a maioria (85%) consegue expelir as pedras naturalmente, pela urina. “A maneira mais fácil de monitorar a hidratação ideal do corpo é observarmos a coloração da urina. Quanto mais transparente estiver, melhor. Se estiver com aparência amarelada e escura, é sinal de que o corpo precisa de mais líquidos para manter-se hidratado e longe dos cálculos renais”.

Por isso, mantenha uma alimentação equilibrada e beba mais água. Sempre que sentir algum desconforto, procure um especialista para um diagnóstico mais preciso. O Dr. Luis Eduardo Almeida é médico urologista integrante da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

 

Vacinação diminui internações de idosos por gripe

Dr. Johnny Zoppas comenta sobre a vacinação que inicia nesta segunda-feira

Dr. Johnny6

Pesquisa inédita da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, realizada em parceria com o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (SP), aponta que as internações de idosos com 60 anos ou mais em hospitais públicos do estado por complicações decorrentes da gripe caiu 62% depois que a vacinação contra a doença foi introduzida no calendário da rede pública de saúde.

Segundo o estudo, entre 1995 e 1998 a média de internações de idosos por doenças respiratórias associadas ao vírus Influenza em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) era de 5.982 por ano. De 1999 (ano de introdução da vacina) a 2009, a média caiu para 2.275.

 

Os dados também apontam queda de 43,4% nas mortes de idosos causadas por doenças respiratórias associadas à gripe. De 1995 a 1998, a média foi de 1.921 mortes por ano. Já entre 1999 e 2009, a média caiu para 1.088 mortes anuais.

“A partir dessa análise, não resta dúvida de que as pessoas não devem perder, de forma nenhuma, a oportunidade de se vacinar contra a gripe, em especial aquelas que têm mais probabilidade de desenvolver complicações do vírus Influenza, como é o caso dos idosos, por exemplo”, Dr. Johnny Zoppas, médico clínico geral.

 

Além dos idosos, crianças de seis meses a cinco anos, puérperas (que tiveram bebês nos últimos 45 dias), pessoas com doenças crônicas, profissionais de saúde, indígenas, população carcerária, trabalhadores do sistema penitenciário professores e gestantes são considerados grupos mais expostos e vulneráveis às complicações da gripe.

A campanha de vacinação contra a gripe vai até o dia 05 de junho em todo território nacional. Dr. Johnny Zoppas é integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Pesquisa conclui que exposição solar leve, com protetor solar, não impacta a produção de Vitamina D pelo organismo

Dermatologista comenta sobre o assunto

Dra. Juliana7

Um estudo inédito promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia identificou que a utilização do fotoprotetor e exposição leve ao sol não afeta a capacidade de síntese cutânea da vitamina D.

O estudo envolveu 95 voluntários, entre dermatologistas, residentes e alunos. Os voluntários foram divididos em três grupos: sem exposição solar por 24 horas, expostos a dose leve de sol com e sem fotoprotetor tópico (FPS 30). Seus níveis de Vitamina D foram medidos na manhã antes da exposição solar e também na manhã seguinte, permitindo o cálculo da variação dos níveis sanguíneos no intervalo de 24h.

A pesquisa revelou que a variação dos níveis de Vitamina D foi maior no grupo exposto com filtro solar do que para o grupo não exposto, mostrando que ocorreu síntese efetiva de Vitamina D após breve exposição ao sol, mesmo com filtro solar.  “A diferença da variação dos níveis de vitamina D entre o grupo exposto com filtro solar e o grupo exposto sem o filtro não atingiu diferença significativa, indicando que não houve prejuízo ä síntese de vitamina D”, explica um dos pesquisadores.

Segundo a Dra. Juliana Rietjens, médica dermatologista, a síntese de vitamina D depende de doses muito baixas de UVB em pequenas áreas do corpo. A radiação atinge a pele através do vestuário leve e couro cabeludo, além de áreas que não são completamente cobertas pelo filtro solar.

O uso regular do filtro solar nas áreas diretamente expostas ao sol para prevenção ao câncer da pele, queimaduras e fotoenvelhecimento tem sido criticado por alguns profissionais como importante causa da hipovitaminose D na população devido ä redução de sua síntese cutâneas. Mas, até o momento, nenhum estudo havia sido conduzido para avaliar e subsidiar recomendações de uso do filtro solar, especialmente, em regimes de exposição solar leve (habitual).

A atual epidemia de hipovitaminose D deve decorrer da ingesta insuficiente e, principalmente, os hábitos de lazer e de trabalho em ambientes abrigados da proteção solar, característicos da sociedade moderna que não se expõe ao sol no seu cotidiano. Isso não depende do filtro solar. Há também elementos ligados ao indivíduo, como a espessura da pele exposta (reduzida em idosos), má-absorção do intestino (sobretudo em pacientes que fizeram cirurgia bariátrica), medicamentos de uso regular, obesidade, sedentarismo e variações nos receptores de vitamina D nos tecidos, que interferem a síntese e disponibilidade de vitamina D.

Portanto a dermatologista Dra. Juliana Rietjens, integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica, alerta que todos devem usar o protetor solar, que este não influencia a síntese da Vitamina D no organismo.

Sair no vento depois de tomar banho quente faz mal?

Dr. Johnny Zoppas fala sobre o tema

Dr. Johnny4

Quem nunca ouviu dizer que depois de um banho quente é preciso aguardar um pouco antes de sair de casa para não tomar friagem? Mas, afinal, isso é mesmo necessário?

Em parte, afirma Dr. Johnny Zoppas, clínico geral. “Mas fique tranquilo, não há nenhum risco de sua boca ou rosto ficarem paralisados ou tortos por conta de uma corrente de ar”.  A paralisia facial não possui relação com a exposição a mudanças bruscas de temperatura. Na verdade, sua causa tem possível etiologia viral.

Entretanto, é bom ficar atento ao vento frio por outro motivo. Segundo Dr. Johnny, a variação de temperatura pode provocar irritação nas mucosas, causando desconforto em algumas pessoas, como espirros, ardor na garganta e coriza, sintomas de hipersensibilidade (alergia) ao frio. Mas não confunda os sintomas com gripes e resfriados, que são ocasionados por vírus.

Dr. Johnny Zoppas é clínico geral e cirurgião e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

 

Jovens estão perdendo a audição por causa de fones de ouvido

A Dra. Elenice comenta sobre o tema

Dra. Elenice1

A cada dia, mais jovens estão apresentando perda de audição causada pelo uso irregular de fones de ouvido. O alerta é feito pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). “Os adolescentes usam esse equipamento de som com volume muito alto. A gente vem notando que a audição deles não é tão normal como antigamente, já tem mais perda. E se continuar a usar esse som alto, eles terão uma perda irreversível, não volta mais ao normal”, disse a presidente do CFFa, Thelma Costa.

Segundo a pediatra Dra. Elenice Mariotto Blaya, as perdas auditivas por causa de ruído estão aumentando entre a população, tanto por ruído industrial, quanto por equipamentos de som. Ela cita como exemplo o caso dos músicos, lembrando que existem protetores auditivos que selecionam o som. “Então, eles conseguem seguir com a profissão e estão se prevenindo, o que não acontece com os adolescentes”.

A Dra. orienta os pais e responsáveis a monitorar o volume dos fones de ouvido. “Se você estiver a 1 metro da pessoa e ouvir o que ela está escutando, ela provavelmente terá uma perda de audição. A 1 metro de distância, você não deve ouvir o que a pessoa está escutando no fone de ouvido”, reforçou a Dra. Elenice.

A orientação é baixar o volume. Segundo ela, já houve uma proposta de projeto de lei no Congresso Nacional para que esses equipamentos tenham controle máximo de volume, mas ele não foi aprovado.

Prevenção e tratamento

O CFFa alerta que existem várias situações que podem causar problemas de audição e muitos delas são preveníveis. Dra. Elenice explica que as causas para a perda de audição dependem da fase da vida. Os bebês, por exemplo, podem nascer com deficiência auditiva por problemas na gestação, quando a mãe é usuária de drogas, teve sífilis ou rubéola durante a gravidez, ou problemas no parto. “Por isso é importante fazer o teste da orelhinha na maternidade, para saber se nasceu surdo ou não e intervir, se necessário”, disse ela.

No caso das crianças, as otites devem ser tratadas com cuidado e a vacinação deve estar em dia. Doenças como meningite e caxumba podem causar perda da audição, por exemplo, e há vacinas disponíveis na rede pública.

A Dra. Elenice Mariotto Blaya é pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informe-se pelo telefone 3344-3600.

Calores femininos

Dr. Cesar Queiroz comenta sobre o tema

Dr. Quiroz

O sofrimento da menopausa pode durar mais do que você esperava. A chegada da menopausa é a fase das ondas de calor alternadas com arrepios de frio, diminuição da libido, ressecamento e flacidez da pele, queda de cabelo, astenia, secura vaginal, irritação, labilidade emocional, depressão e ansiedade.

Embora a maioria experimente esse cortejo de sintomas, para algumas mulheres eles são de pequena intensidade, às vezes quase imperceptíveis. Em compensação, há casos em que são devastadores.

Segundo o Dr. Cesar Augusto Queiroz, Ginecologista, Obstetra e Ultrassonografista, as ondas de calor, em geral, são acompanhadas de vermelhidão no rosto e sudorese intensa, molham a roupa em momentos inadequados, criando constrangimento social. São amigas da noite e inimigas do sono reparador. Há mulheres despertadas por elas cinco, seis vezes durante a madrugada.

Com intensidade variável, esses sintomas vasomotores afligem 80% das mulheres. Por incrível que pareça, a duração desse fenômeno tão prevalente era mal conhecida, porque até aqui os estudos envolveram número pequeno de participantes acompanhadas por períodos curtos.

Em apenas 20% dos casos, os calores só começaram depois da parada das menstruações; em 66%, o início foi no período em que as menstruações se tornaram irregulares e, em 13%, surgiram ainda na vigência de ciclos regulares.

Segundo Dr. Queiroz, a enorme surpresa provocada por esse estudo multiétnico e multirracial foi mostrar que pode ser longo esse período da condição feminina.

A media de duração das ondas foi de 7,4 anos. Quer dizer, em metade das mulheres não atingiu esse tempo; na outra metade, ultrapassou-o. Nos casos mais extremos, persistiram por 14 anos.

Outro achado original e inesperado: quanto mais cedo as ondas chegam, mais tempo levam para ir embora. Naquelas pacientes em que os primeiros calores surgiram na pré-menopausa ou na fase em que os ciclos estavam irregulares (perimenopausa), a duração média ultrapassou 11,8 anos. Já nas que não menstruavam mais, quando eles se instalaram, foi bem menor: 3,4 anos.

Dr. Queiroz cita que a explicação mais provável está nas diferenças de sensibilidade dos centros de regulação térmica (situados no hipotálamo) à redução dos níveis de hormônios sexuais na circulação. Mulheres com sensibilidade exaltada apresentam sintomas mais precoces, por mais tempo.

As diferenças entre os grupos étnicos foram significantes: mulheres negras: 10,1 anos; latino-americanas brancas: 8,9 anos; brancas não latino-americanas: 6,5 anos; e asiáticas: 5 anos.

Dr. Queiroz lembra que as razões para a variabilidade étnica não são conhecidas – podem estar relacionadas com a genética, as dietas e com a história reprodutiva.

Dr. Cesar Augusto Queiroz é ginecologista, obstetra e ultrassonografista. Ele integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informe-se pelo telefone 3344-3600.

Quando as varizes se tornam um problema

Dr. ANDRÉ LORENZON, fala sobre o tema

Dr. André Lorenzon

A princípio, aquelas veias dilatadas, de aspecto tortuoso, cor azulada e que ficam bem visíveis na batata da perna podem representar somente um problema estético. Nesses casos, por mais que o indivíduo tenha varizes espalhadas por toda a região dos membros inferiores, não há a manifestação de sintomas como dor, queimação ou ardência, principalmente quando se fica muito tempo em pé. Por outro lado, há quem possua varizes minúsculas, nem tão visíveis, mas que provocam um desconforto tremendo que só melhora quando as pernas ficam de repouso para cima.

O Dr. André Lorenzon, cirurgião vascular, explica que as varizes nada mais são do que veias dilatadas, que podem ser de pequeno, médio ou grande calibre. As veias das pernas possuem válvulas que se abrem e se fecham para que o sangue que chega na região dos membros inferiores consiga retornar até o coração. Entretanto, seja por predisposição genética, gravidez, idade, obesidade ou uso de pílula anticoncepcional, as válvulas passam a funcionar de maneira ineficiente e o sangue fica parado dentro das veias. Resultado: veias dilatadas devido à pressão.

O problema acomete quase 40% da população brasileira, sendo encontrada em 30% dos homens e em 45% das mulheres. Mas quando elas passam a ser preocupantes além da estética?

Segundo Dr. André, deve-se ter mais atenção quando as veias apresentam um aspecto muito inchado e os sintomas prejudicam a qualidade de vida do paciente. “Independentemente de ser ou não um problema estético, o tratamento precoce deve começar o quanto antes, porque varizes podem levar a quadros de complicações. Um dos sintomas iniciais é a sensação de cansaço nas pernas. Além disso, pode haver a formação de edemas, pois o sangue não consegue retornar. Os eczemas também são uma das complicações, quando a pele fica vermelha, escamosa e coçando”.

As varizes, infelizmente, têm origem genética e grande influência hormonal. Quando a mulher toma pílula anticoncepcional, ela está induzindo o organismo a uma “falsa gestação”. “Do ponto de vista hormonal, é como se estivesse grávida. Por isso, é importante ficar atenta, pois mulheres que usam hormônios femininos por tempo prolongado têm grande chance de desenvolver varizes no futuro”.

A cirurgia basicamente fecha os pontos de refluxo e retira apenas as veias superficiais dilatadas. O Dr. André explica que existem três indicações para o procedimento: 1) estética, para resolver o problema e prevenir a piora do quadro; 2) funcional, quando as veias estão muito dilatadas e o paciente apresenta sintomas e 3) nos casos de urgência, caracterizados quando o paciente apresenta flebite (inflamação) da safena magna na coxa e com progressão para a crossa da safena (região da virilha), levando ao risco de embolia pulmonar.

É importante destacar que o tratamento vai depender da progressão da doença. Se, por exemplo, os sintomas ainda não existem, mas há predisposição familiar, é importante se prevenir fazendo exercícios físicos diários que mexam as pernas, como caminhadas de pelo menos 30 minutos. Meias elásticas também são indicadas (mas devem ser prescritas por especialistas), pois como as veias ficam apertadas, as válvulas passam a bombear melhor o sangue.

Vasinhos são varizes?

Já os “microvasinhos”, presente em oito de cada 10 mulheres, são vasos de fino calibre, superficiais, intradérmicos e dilatados, que podem ser eliminados com sessões de escleroterapia. O tratamento consiste em injetar líquidos, em geral uma solução viscosa de glicose a 75%, que oblitera os vasinhos, fazendo-os sumir. Esses vasos de pequeno calibre são considerados os estágios iniciais da disfunção venosa e servem como sinal de alerta.
“Nestes casos, utilizamos essas injeções que servem para secá-las. Para as mais grossas, que fazem saliência na pele, é necessária intervenção cirúrgica”, explica Dr. André.

O Dr. André Lorenzon realiza angiologia e cirurgia vascular e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informe-se pelo telefone 3344-3600.

Saúde Center realiza treinamento de Suporte Básico de Vida

Cardiologista ensinou primeiros atendimentos a pacientes em parada cardíaca

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Na noite desta terça-feira (21), a Saúde Center Clínica, através da Dra. Mariza Garcia Rosa, médica cardiologista, realizou o treinamento Suporte Básico de Vida.

Médicos e colaboradores da Saúde Center receberam orientações sobre procedimentos a serem adotados em pessoas que estão sendo acometidas por uma parada cardíaca.

O que fazer, como e os itens a seguir, foram ministrados pela cardiologista, que com maestria ensinou o passo a passo para ajudar os pacientes. “Estamos em um local onde os pacientes nos procuram principalmente quando não estão muito bem, e podemos receber a qualquer momento um paciente infartando. Esse foi o objetivo. Identificar os sintomas, saber a quem se reportar e os primeiros atendimentos,” explicou a Dra. Mariza.

Dra. Mariza mostrou com detalhes como realizar a massagem cardíaca em um boneco de simulação e mostrou o desfibrilador que possui em seu consultório médico e que pode ser utilizado.

Este é um dos objetivos da Saúde Center Clínica, capacitar seus colaboradores para oferecer atendimento imediato e de qualidade a toda região.

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Gordura no fígado (esteatose hepática)

Dr. José Alberto fala dos sintomas e tratamento

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Esteatose hepática é um distúrbio que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no interior das células do fígado, uma glândula situada do lado direito do abdômen por onde circula grande quantidade de sangue. O fígado exerce mais de 500 funções fundamentais para o organismo.

O aumento de gordura dentro dos hepatócitos, constante e por tempo prolongado, pode provocar uma inflamação capaz de evoluir para quadros graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer. Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como adquire um aspecto amarelado.

Também conhecida por doença hepática gordurosa, gordura no fígado ou fígado gorduroso, a esteatose hepática é uma condição cada dia mais comum, que pode manifestar-se também na infância e atinge mais as mulheres. A estimativa é que 30% da população apresentem o problema e que aproximadamente metade dos portadores possa evoluir para formas mais graves da doença.

Causas

Dr. José Alberto da Silva, lembra que as esteatoses hepáticas podem ser classificadas em alcoólicas (provocadas pelo consumo excessivo de álcool) e não alcoólicas.

Sobrepeso, diabetes, má nutrição, perda brusca de peso, gravidez, cirurgias e sedentarismo são fatores de risco para o aparecimento da esteatose hepática gordurosa não alcoólica. Há evidências de que a síndrome metabólica (pressão alta, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e triglicérides) e a obesidade abdominal estão diretamente associadas ao excesso de células gordurosas no fígado.

Num número bem menor de casos, pessoas magras, abstêmias, sem alterações de colesterol e glicemia, podem desenvolver quadros de esteatose hepática gordurosa.

Sintomas

Nos quadros leves de esteatose hepática, a doença é assintomática. Os sintomas aparecem quando surgem as complicações da doença. Num primeiro momento, as queixas são dor, cansaço, fraqueza, perda de apetite e aumento do fígado.

Tratamento

Segundo Dr. José Alberto, não existe um tratamento específico para o fígado com excesso de gordura. Ele é determinado de acordo com as causas da doença, que tem cura, e baseia-se em três pilares: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos. São mais raros os casos em que se torna necessário introduzir medicação

Recomendações

Algumas medidas são indispensáveis para prevenir o acúmulo de gordura no fígado ou para reverter o quadro já instalado.

  1. Esteja atento às medidas da circunferência abdominal, que não devem ultrapassar 88 cm nas mulheres e 102 cm nos homens;
  2. Procure manter o peso dentro dos padrões ideais para sua altura e idade, mas cuidado. Dietas restritivas que provocam emagrecimento muito rápido podem piorar o quadro;
  3. Beba com moderação durante a semana e nos fins de semana também;
  4. Restrinja o consumo dos carboidratos refinados e das gorduras saturadas. Substitua esses alimentos pelos integrais e por azeite de oliva, peixes, frutas e verduras.

Dr. José Alberto da Silva é Pós-Graduado em doenças do fígado pela Universidade Federal de São Paulo.

Hormônios: Parceiros fieis das Mulheres

Dra. Morgana - endocrinologista

“Por que eu estou nervosa? Ai meu Deus! São cinco horas da manhã e eu aqui, de olhos abertos! O despertador vai tocar às sete… “Trim!!!!” Ah, não, agora que eu consegui pegar no sono vou ter que levantar… Preciso descansar, mas, se me atrasar para o trabalho, o estresse vai ser maior! Olha só: engordei! Mas não mudei minha alimentação… Que calor é esse?! Todo mundo de casaco e eu aqui suando! Ai meu Deus, começou de novo: esse calor subindo até o alto da cabeça! Já estou aqui na redação, quero ligar o ventilador, o ar condicionado, mas está todo mundo com frio! Ih, fiquei menstruada! Acho que hoje vou conseguir dormir…” (Sandra Malafaia)
Em se tratando da ação dos hormônios na vida das mulheres, isso pode ser explicado seja na puberdade, gravidez, tensão pré-menstrual (TPM) ou menopausa, eles, com certeza, são parceiros fiéis.

A Dra. Morgana Regina Rodrigues, médica endocrinologista explica melhor:

Puberdade

Na puberdade, o corpo da menina começa a dar sinais de mudança, ela já se compara com as outras e fica meio sem saber se é criança ou mulher. Tudo isso aliado às variações hormonais.

No Brasil, cuja população é composta por várias raças, as meninas fazem geralmente a sua primeira menstruação entre os 11 os 13 anos. Nesta época, não existe ovulação e, então, há predomínio do estrogênio sobre a progesterona. O estrogênio irá atuar no desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários: crescimento de mamas, distribuição da gordura corporal tipicamente feminina; enquanto os androgênios, inicialmente da suprarrenal e depois dos ovários, fazem aparecer os pelos axilares e pubianos.

TPM

Nervosismo, raiva, ansiedade, irritabilidade, baixa autoestima, depressão, distúrbios do sono e aumento de conflitos interpessoais são alguns dos sintomas da tensão pré-menstrual. Pesquisas recentes mostram que a TPM está mais relacionada à transmissão de substâncias no plano cerebral. Quando se associa antidepressivo que estimula o nível de serotonina, há melhora dos sintomas.
Gravidez

Já na gravidez, a quantidade de estrogênio e progesterona aumenta bastante. Por isso, quando a criança nasce algumas mulheres podem ter depressão pós-parto. Isso acontece devido à queda hormonal, que também está ligada à diminuição de serotonina no cérebro.

Menopausa

Mas é a Menopausa – cessação da menstruação – que mais tem chamado a atenção. A verdade é que, desde o começo dos tempos, ela nunca foi tão estudada, discutida e mencionada como na atualidade.

Reposição Hormonal
Calcula-se que mais de 1/3 da vida feminina esteja na pós-menopausa. Por isso, há necessidade de se começar a pensar numa reposição hormonal não podendo separar a mulher do tipo de vida atual. Vai se viver cada vez mais na menopausa e deve-se viver bem, não vegetar.

É preciso deixar de lado a ideia da reposição hormonal como um “bicho de sete cabeças”. Existem hormônios e hormônios; não se pode colocar todos no mesmo saco. Quando se substitui os hormônios exatamente iguais aos das mulheres, seja estrogênio ou progesterona, na quantidade ideal para cada uma delas, a qualidade de vida melhora muito.

Além disso, a aparência física da mulher que faz reposição hormonal pode ficar mais jovem, já que o estrogênio é responsável pelas curvas na cintura do sexo feminino.

Benefícios

O estrogênio contribui para que a mulher durma melhor, atua contra as ondas de calor comuns nas alterações hormonais, entre outros benefícios.

Na menopausa, além da consequência da idade, há também uma acomodação diferente da gordura corporal. A mulher, que até então não possuía gordura localizada no quadril, começa a ter; e a tendência se estende ao abdômen. Isso não tem apenas importância estética, mas também na saúde, pois pode acarretar resistência à insulina, pressão alta, aumento nos níveis de triglicerídeos, gordura em vísceras e no fígado, além de maior risco de doença cardiovascular.

Outros problemas da não-reposição hormonal: ressecamento vaginal, diminuição da libido (devido à perda de testosterona – outro hormônio secretado pelos ovários), perda de cálcio nos ossos, maior tendência a desenvolver Mal de Alzheimer e câncer de colo do intestino.

O Tratamento

O primeiro problema na mulher é a falta de progesterona, a qual gera irregularidade menstrual. Portanto, este é o primeiro hormônio a ser reposto. Com isso, a mulher volta a obter os ciclos regulares. Mas chega um dia em que deixa de menstruar, mesmo com a progesterona. Isso significa que também está faltando o estrogênio e é chegada a hora de repor os dois hormônios.

Em alguns casos em que a menstruação constitui um problema, como enxaqueca, muita cólica, sangramento abundante, pode-se tentar um tipo de reposição em que não exista sangramento. Como a quantidade de estrogênio prescrita é a mais baixa possível e a de progesterona é a ideal para a proteção do útero, esse sangramento costuma ser pequeno, sem maiores problemas associados.

Por Quanto Tempo?

Muitas mulheres perguntam por quanto tempo devem fazer a reposição. Enquanto elas estiverem realizando seus exames de seis em seis meses e sendo orientadas pelo ponto de vista médico, os hormônios devem ser continuados para manter a qualidade de vida.

A questão do tempo é medida apenas com relação ao começo, pois não se inicia em mulheres mais velhas, depois de já estarem cerca de dez anos na menopausa.

A Dra. Morgana Regina Rodrigues, endocrinologista, é integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informe-se pelo telefone 3344-3600.