Endocrinologia: Falando sobre Retinopatia Diabética

Saiba mais sobre esta doença com a endocrinologista Dra. Morgana

Dra. Morgana - endocrinologista

A Retinopatia Diabética (RD) é uma das principais complicações do Diabetes e a principal causa de cegueira em pessoas entre 20-74 anos. Resulta da glicose elevada cronicamente causando alterações nos vasos sanguíneos de pequeno calibre, edema, redução de fluxo sanguíneo e formação de novos vasos. Como é uma doença silenciosa, as alterações visuais surgem numa fase avançada, sendo o rastreio oftalmológico anual essencial para o diagnóstico precoce antes do aparecimento de sintomatologia e de lesões irreversíveis ou que necessitem de tratamentos mais agressivos. É realizado através da avaliação do Fundo de Olho no Diabetes tipo 1 a partir de 5 anos de diagnóstico e no Tipo 2 já no momento do diagnóstico.

Segundo a Dra. Morgana Regina Rodrigues, endocrinologista, o paciente assume um papel fundamental no tratamento, pois é necessário o controle de fatores sistêmicos. Todo o paciente diabético deve ser alertado para o controle da glicemia, pressão arterial, perfil lipídico, evitar fatores de risco como obesidade (controle de circunferência abdominal e índice de massa corporal), praticar exercício físico regularmente e realizar uma alimentação saudável com fibras, verduras e frutas a fim de evitar o aparecimento da RD.

Consulte regularmente seu médico e fique atento aos sinais enviados pelo seu corpo. Dra. Morgana Regina Rodrigues é médica endocrinologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.

Saiba como controlar a caspa no inverno

Dra. Juliana Rietjens dá dicas importantes

Dra. Juliana4

A diferença entre as baixas temperaturas do inverno e as altas temperaturas do chuveiro intensificam um problema que incomoda entre 15 e 20% da população: a caspa.

O nome popular é dermatite seborreica, mas a caspa nada mais é do que uma inflamação responsável por produzir descamação da pele, normalmente na região do couro cabeludo, mas que pode também ocorrer na face, sobrancelha, nariz, orelha, peito, costas e virilha.

Segundo a dermatologista Dra. Juliana Rietjens, banhos quentes e longos no inverno aceleram a descamação natural da pele, dificultando o controle da caspa.

Além da típica descamação que gruda nas roupas e nos cabelos, a caspa pode provocar vermelhidão, coceira e ardência. Embora a inflamação tenha fundo genético, fatores emocionais, como o estresse, também podem provocar ou intensificar o problema: “O sistema nervoso tem íntima ligação com a pele”, explica a Dra. Juliana.

A médica acrescenta que a caspa é um processo crônico, para o qual não existem garantias de cura definitiva: “Ela pode ser controlada com o uso de shampoos específicos e cremes indicados por um médico dermatologista. Também é importante evitar banho muito quente e não estimular a umidade do couro cabeludo”.

Um problema esteticamente desconfortável, a caspa pode aparecer durante todo o ano. No entanto, alguns hábitos adotados no inverno contribuem para o maior aparecimento da caspa. São eles:

Lavar os cabelos com menor frequência: isso pode colaborar para o acúmulo de sebo no couro cabeludo, além da menor eliminação das células mortas ou resíduos;

Lavar os cabelos em água muito quente: vai ocasionar o ressecamento do couro cabeludo, o que estimula as glândulas sebáceas a produzirem mais sebo. O surgimento de oleosidade, por sua vez, pode contribuir para o desenvolvimento de um tipo de fungo, o Malassezia Furfur, que piora o quadro de caspa;

Mudanças bruscas de temperatura: climas pouco úmidos favorecem o ressecamento e a descamação da pele, por isso o aumento da caspa. Entretanto, nos dias mais frios o cabelo demora mais para secar. Os fios molhados por tempo prolongado associados ao uso de chapéu e gorro para se proteger do vento frio, fazem com que o couro cabeludo fique úmido e abafado, ambiente favorável ao desenvolvimento de bactérias e fungos;

Tendência a usar mais roupas escuras: nessa época do ano, os trajes pesados e de cores mais sóbrias é comum, por isso a descamação do couro cabeludo fica mais visível e dá a sensação de que a caspa é mais frequente no inverno.

Estresse: ele está intimamente ligado às crises, uma vez que os hormônios do estresse atuam diretamente sobre a glândula sebácea, levando a uma maior produção de sebo.

Alivie a caspa durante o inverno com estas dicas

  1. Lave os cabelos sempre com shampoo anticaspa: isso vai ajudar a remover a sujeira e todos os resíduos que vão se acumulando, além de evitar a oleosidade excessiva;
  2. Lave os cabelos com água morna e usar produtos adequados ao seu tipo de cabelo;
  3. Diminua a temperatura do secador e a frequência de uso deste aparelho e de chapinhas;
  4. Evite dormir com cabelos molhados e evitar abafar o couro cabeludo;
  5. Procure o médico dermatologista caso não haja controle dos sintomas.

Se a caspa persistir, procure um especialista que irá lhe indicar o melhor tratamento. A Dra. Juliana Rietjens é medica dermatologista e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informações pelo telefone 3344-3600.

Endocrinologia: Falando sobre a Dieta Mediterrânea e Doença Cardiovascular

Dra. Morgana, endocrinologista, fala sobre o tema

Dra. Morgana - endocrinologista

A dieta mediterrânea é baseada na alta ingesta de azeite de oliva, frutas, nozes e cereais; ingesta moderada de peixe e frango; baixa ingesta de carne vermelha, carnes processadas e doces; consumo moderado de vinho nas refeições. Em estudo publicado em 2013 e revisado recentemente -  PREDIMED – foram feitas comparações entre 2 dietas mediterrâneas suplementadas com azeite de oliva e nozes versus dieta de baixo teor de gordura em paciente sem doença cardiovascular existente, porém de alto risco: Diabéticos ou a presença de 3 ou mais fatores de risco: tabagismo, hipertensão arterial, LDL elevado, HDL baixo, sobrepeso ou obesidade ou história familiar de doença cardiovascular precoce. O consumo de azeite de oliva foi de 1 litro/semana por casa ou 4 colheres de sopa por pessoa/dia e o de frutas oleoginosas era 30 gramas (15g de nozes, 7,5g amêndoas e 7,5g de avelã).

O resultado apresenta que pessoas com alto risco para eventos cardiovasculares que fizeram dieta mediterrânea com suplementação do azeite de oliva ou nozes tiveram menor taxa de eventos cardiovasculares que as pessoas com dieta de baixo teor de gordura. Os achados corroboram para um efeito benéfico da dieta mediterrânea na prevenção primária de doença cardiovascular.

A geração da cadeira

A cardiologista Dra. Mariza fala sobre o tema

Dra. Mariza 2

Pela primeira vez na história da humanidade, adquirimos a possibilidade de ganhar o sustento sem levantar da cadeira.

O conforto da vida moderna, no entanto, cobrou um preço alto: doenças cardiovasculares e câncer são as principais causas de morte, a obesidade virou epidemia até em países de renda mais baixa e limitam a mobilidade de milhões de pessoas, os serviços de saúde ficaram sobrecarregados.

A Dra. Mariza Garcia Rosa, Cardiologista, lembra que a vida sedentária está associada a diversos fatores de risco para doenças cardiovasculares: acúmulo de gordura no abdômen, hipertensão arterial, inflamação crônica, resistência à insulina e disfunção do endotélio, a camada que reveste a parede interna dos vasos.

A atividade física moderada ou intensa aumenta a produção de NO (que provoca dilatação das artérias) e reduz a expressão das moléculas de adesão, mecanismo que diminui o risco cardiovascular. Mesmo exercícios leves têm efeitos metabólicos benéficos.

A revista “Nature” traz um estudo para esclarecer este detalhe: a atividade física leve também seria suficiente para corrigir a disfunção endotelial associada ao sedentarismo?

Os autores estudaram três grupos “Sit, Sitless e Exercise”. Durante 4 dias, os do grupo “Sit” passaram 14 horas diárias sentados. Dessas 14 horas diárias, os do grupo “Sitless” ficaram apenas 9 horas sentados e 5 a 6 horas movimentando-se devagar ou permanecendo em pé. Os do grupo “Exercise” permaneceram 13 horas por dia sentados, e uma hora praticando exercícios moderados ou intensos.

Comparados aos do grupo “Sit”, os “Exercise” apresentaram função endotelial mais preservada, sugestiva de risco cardiovascular reduzido, entretanto, os níveis de colesterol e a sensibilidade à insulina não se alteraram. Nos “Sitless”, ocorreu o oposto: a disfunção endotelial permaneceu igual à dos sedentários, mas a sensibilidade à insulina e os níveis de colesterol melhoraram.

Em resumo a Dra. Mariza alerta: passar o dia sentado aumenta o risco de doença cardiovascular. Reduzir o número de horas sedentárias, sem fazer exercícios mais intensos, melhora o metabolismo dos lipídeos e a sensibilidade à insulina, mas não traz benefícios à função endotelial. Uma hora de exercícios moderados ou intensos, faz o contrário.

Conclusão: Para o bom funcionamento do sistema cardiovascular é preciso fazer exercício e sair da cadeira.

Dra. Mariza Garcia Rosa, cardiologista, integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

 

Endometriose

Dr. Mario Blaya fala sobre a doença

Dr. Mario1

A endometriose acontece quando o endométrio, tecido que reveste o útero, cresce para fora do órgão. Os fragmentos vão parar no ovário, nas trompas e até em regiões vizinhas. Mesmo deslocado, o tecido excedente é estimulado a crescer e, na hora da menstruação, descama junto com o endométrio original.

A partir daí, surgem as cólicas intensas, o desconforto e, com o tempo, dificuldades para engravidar. Além disso, o risco de câncer de ovário é mais alto em mulheres com o problema.

Dr. Mario Blaya, ginecologista e obstetra, revela que é difícil estabelecer as causas da endometriose, mas, em parte, o distúrbio é provocado pela menstruação retrógrada, quadro em que pequenas porções de sangue voltam pela tuba uterina e se alojam aonde não deveriam. Isso ocorre pelo estímulo constante do estrogênio, hormônio que faz o endométrio aumentar de tamanho e sangrar todos os meses.

Sinais e sintomas

– Cólica intensa mesmo fora do período menstrual
– Inchaço abdominal
– Dor durante e após o sexo
– Dor para urinar e evacuar
– Intestino preso ou solto demais
– Menstruação irregular
– Dificuldade para engravidar

 

Fatores de risco

– Ter filhos depois dos 30 anos
– Alterações no útero
– Estresse
– Má alimentação

 

A prevenção

Embora em muitos casos não dê para prevenir o aparecimento da endometriose, alguns hábitos diminuem o risco de ela dar as caras, como diminuir o estresse e aumentar o consumo de alimentos ricos em ômega-3, como o salmão e o óleo de linhaça.

O diagnóstico

A partir da primeira menstruação, o médico precisa ficar atento às cólicas — quanto mais rápido o diagnóstico, menor o risco de a doença progredir. Exames de imagem e sangue dão início à investigação, mas a certeza do diagnóstico só vem mesmo com a videolaparoscopia, uma cirurgia que permite observar os focos da endometriose. A doença é classificada em leve, moderada ou grave.

 

O tratamento

Segundo Dr. Mario, não há cura para a endometriose, mas dá para combater os focos dela e praticamente anular os sintomas. Anticoncepcionais que barram a ação do estrogênio são frequentemente prescritos, apesar de não serem criados originalmente para esse fim. Há também remédios mais específicos, que simulam a ação da progesterona no controle do endométrio.

Quando a doença avança, os médicos podem optar pela cirurgia. Por meio de uma pequena incisão no umbigo, a videolaparascopia identifica e cauteriza os locais afetados. Outra opção é apenas extrair as células que estão fora do lugar. A atividade física também pode ser benéfica porque libera substâncias que aliviam a dor.

Se você apresenta algum desses sintomas, procure seu médico para uma avaliação mais detalhada.  O acompanhamento é muito importante. Visite seu médico regularmente.

O Dr. Mario Blaya é ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informe-se pelo telefone 3344-3600.

Já são seis casos confirmados de sarampo no RS

Dra. Elenice fala sobre o retorno da doença no Estado

Dra. Elenice1

Neste ano, já são seis casos confirmados de sarampo no Rio Grande do Sul.  As Américas foram consideradas livres de sarampo em setembro de 2016, após a ausência da circulação do vírus pelo período de 12 meses. Além do RS, a doença está presente em Roraima e Amazonas. Antes de ocorrer o processo de eliminação do vírus do sarampo, o último caso confirmado no estado foi em 1999. Em 2010, houve oito casos importados e em 2011 foram sete, também importados. Desde então, o estado não havia registro da circulação do vírus de sarampo.

Vacinação é a forma mais efetiva de se proteger

A Dra. Elenice Mariotto Blaya alerta que, qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar o seu médico para a investigação diagnóstica, principalmente aqueles que estiveram recentemente em locais com circulação do vírus.

A mais efetiva forma de prevenção é a vacinação. Para ser considerada vacinada, a pessoa precisa ter o registro em caderneta de vacinação conforme esquema vacinal. A rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente a vacina Tríplice Viral para a população de 12 meses e 15 meses a tetraviral. Também até 49 anos de idade e para profissionais de saúde e demais pessoas envolvidas na assistência à saúde hospitalar.

Fique atento pois são muitos casos confirmados: na Europa, até abril de 2018, haviam sido notificados mais de 7.600 casos, com 22 óbitos. Nas Américas, segunda a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), 11 países já haviam notificado a doença até abril de 2018. A disseminação se iniciou pela Venezuela, que registra o maior número de casos. No Brasil, até final de maio, foram registrados mais de 1.000 casos suspeitos, e muitos confirmados, em Roraima (83 casos), Amazonas (115), São Paulo (1) e Rio Grande do Sul (6).

A doença pode infectar igualmente adultos ou crianças, mas tem maior prevalência na fase infantil.

O vírus é transmitido quando a pessoa entra em contato com secreções do paciente contaminado. Pode ocorrer através de tosses, espirros ou gotículas de saliva que se espalham pelo ar.

A dica da Dra. Elenice é: verifique a carteirinha de vacinação de seu filho. Caso apresente os sintomas citados, procure imediatamente o médico. Essa é uma doença altamente contagiosa e com letalidade potencial. Fique alerta!

A Dra. Elenice Marioto Blaya é pediatra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Telefone 3344-3600.

Videolaparoscopia Diagnóstica e Cirúrgica

Dr. Yuri é especialista e fala sobre a técnica

Dr. Yuri - cirurgia geral

Laparoscopia se referia, a princípio, a uma maneira de olhar dentro do abdomem. Hoje em dia, contudo, ela se refere a uma intervenção cirúrgica minimamente invasiva, muito utilizada em cirurgias ginecológicas, do trato gastrointestinal e urológicas ou outras (mesmo fora do abdomem), mas consagrada para a retirada da vesícula biliar, que foi seu primeiro uso, em 1987, embora já houvesse antecedentes menos ambiciosos desde 1960.

Atualmente, graças à evolução da tecnologia, pode-se acessar praticamente todos os órgãos do corpo humano com aparelhos contendo, na extremidade que é introduzida no corpo, uma minicâmera que transmite imagens em alta resolução para monitores de vídeo e que podem ser gravadas para estudos posteriores. Este procedimento é chamado, então, videolaparoscopia. Usada primitivamente quase só para fazer diagnósticos, a videolaparoscopia atual permite colher material para biópsias e praticar intervenções cirúrgicas antes só possíveis a céu aberto (cirurgias abertas).

Em que consiste a laparoscopia?

Segundo o Dr. Yuri, que realiza este procedimento em Tapejara, geralmente o paciente é internado e submetido à anestesia geral e, conforme a cirurgia, pode deixar o hospital no mesmo dia ou um pouco mais à frente. A laparoscopia consiste em que o médico faça uma pequena incisão na região a ser examinada ou tratada, por onde introduz o laparoscópio (aparelho por meio do qual irá visualizar e tratar a região abordada), que consiste em um fino tubo de fibras óticas, através do qual pode visualizar os órgãos internos e fazer intervenções diagnósticas ou terapêuticas. Outras pequenas incisões podem ser necessárias para introduzir os instrumentos cirúrgicos. Os instrumentos usados na videolaparoscopia são idênticos aos usados nas cirurgias tradicionais, só que mais delicados. Se a cirurgia for no abdome, uma certa quantidade de gás (dióxido de carbono) é introduzida dentro da cavidade abdominal a fim de expandi-la e criar um campo de trabalho para se realizar a cirurgia.

Dr. Yuri esclarece que esta técnica tem a vantagem de ser minimamente invasiva e ocasionar, assim, um menor trauma cirúrgico, menos sangramento intraoperatório, menor dor pós-operatória, recuperação pós-cirúrgica mais rápida e retorno mais cedo às atividades habituais e ao trabalho, além de menores cicatrizes. Ela reduz a taxa de infecções e a ocorrência de aderências pós-operatórias e também pode ser utilizada em outros tipos de cirurgias, como em operações nas articulações (artroscopias), por exemplo, principalmente em cirurgias no joelho. Além dessas, cirurgias do trato intestinal (apendicite, colecistite, cálculo de vesícula biliar, neoplasias de estômago, intestino, fígado, cirurgias bariátrica, etc), ginecológicas e urológicas podem ser realizadas por laparoscopia.

Fale com seu médico, quando necessitar de cirurgia, se existe para seu caso a oportunidade de ser feita por videolaparoscopia. Dr. Yuri Goersch é especialista em cirurgia geral, com experiência em videolaparoscopia e atende todos os dias na Saúde Center Clínica de Tapejara. Informe-se pelo telefone 3344-3600.

 

A importância da vacinação contra o HPV

(Dr. Mario Blaya comenta sobre a importância da vacinação)

Dr. Mario1

O HPV (vírus do papiloma humano) é uma infecção sexualmente transmissível, provocada por vírus que ataca, especialmente, as mucosas (oral, genital ou anal), tanto nas mulheres como nos homens. Existem mais de 200 variações desse tipo de vírus. A maioria está associada a lesões benignas, como o aparecimento de verrugas, que podem ser clinicamente removidas.

 

Existem, no entanto, 12 subtipos de HPV que estão associados aos cânceres do colo do útero, de pênis, de orofaringe e, até mesmo, de câncer reto-anal. No Brasil, há predominância na circulação de quatro subtipos que atingem tanto homens quanto mulheres.

A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual.

Fique atento!

  • Verrugas não dolorosas, isoladas ou agrupadas, que aparecem nos órgãos genitais.
  • Irritação ou coceira no local.
  • O risco de transmissão é muito maior quando as verrugas são visíveis.
  • As lesões podem aparecer no pênis, ânus, vagina, vulva (genitália feminina), colo do útero, boca e garganta.
  • O vírus pode ficar latente no corpo: a lesão muitas vezes aparece alguns dias ou anos após o contato.
  • As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e pessoas com imunidade baixa.

 

Prevenção

O Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente. A população-alvo prioritária da vacina HPV é a de meninas na faixa etária de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, que receberão duas doses (0 e 6 meses) com intervalo de seis meses, e mulheres vivendo com HIV na faixa etária de 9 a 26 anos, que receberão três doses (0, 2 e 6 meses).

Segundo o Dr. Mario Blaya, ginecologista e obstetra, essa vacina é destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem ainda efeito demonstrado nas infeções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida. “É importante lembrar que a vacina não substitui o exame preventivo de câncer de colo uterino”, reitera Blaya.

 

Na presença de qualquer sinal ou sintoma da infecção pelo HPV, recomenda-se procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

Dr. Mario lembra também que a realização periódica do exame preventivo de câncer de colo uterino é uma medida essencial.

Importante

O exame preventivo (de Papanicolaou ou citopatológico) pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

Portanto, se você tiver filho na faixa etária de vacinação, procure um Posto de Saúde e leve consigo a Carteirinha de Vacinação. A vacina é gratuita e para outras idades está disponível no setor privado. Outra dica é consultar o médico regularmente e usar camisinha para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

Dr. Mario Blaya é ginecologista e obstetra e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara.

 

Você sabe o que é pressão arterial e porque deve ficar de olho nela?

A cardiologista Dra. Mariza explica!

Dra. Mariza 2

A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9). A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo.  A pressão alta é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

Segundo a Dra. Mariza Garcia Rosa, cardiologista, o problema é herdado dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, como os hábitos de vida do indivíduo.

Causas da pressão alta

Essa doença é herdada dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, entre eles:

  • Fumo
  • Consumo de bebidas alcoólicas
  • Obesidade
  • Estresse
  • Elevado consumo de sal
  • Níveis altos de colesterol
  • Falta de atividade física;

Além desses fatores de risco, sabe-se que a incidência da pressão alta é maior na raça negra, em diabéticos, e aumenta com a idade.

Sintomas da pressão alta

Os sintomas da hipertensão costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito: podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.

Tratamento

A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente.

Diagnóstico

Medir a pressão regularmente é a única maneira de diagnosticar a hipertensão. Pessoas acima de 20 anos de idade devem medir a pressão ao menos uma vez por ano. Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano.

Prevenção

 

Segundo Dra. Mariza, além dos medicamentos disponíveis atualmente, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável:

  • Manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares;
  • Não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;
  • Praticar atividade física regular;
  • Aproveitar momentos de lazer;
  • Abandonar o fumo;
  • Moderar o consumo de álcool;
  • Evitar alimentos gordurosos;
  • Controlar o diabetes.

 

Portanto, cuide de sua saúde. Avalie regularmente sua pressão. Tenha uma alimentação de qualidade e pratique alguma atividade física que lhe seja prazerosa. A vida deve ser vivida intensamente e com saúde! Visite seu médico regularmente. Esta é a dica da Dra. Mariza Garcia Rosa, médica cardiologista, integrante do corpo clínico da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informe-se pelo telefone 3344-3600.

Facebook lança ferramenta para incentivar doação de sangue no Brasil

Nova ferramenta da rede social vai permitir que bancos de sangue acionem pessoas cadastradas para ajudar a reforçar estoque de sangue

Dr. Yuri - cirurgia geral

Doadores de sangue de todo o país poderão receber notificações quando os bancos de sangue próximos realizarem eventos para atrair voluntários ou fizerem solicitações urgentes para reforçar o estoque de sangue. Para isso, é necessário se cadastrar na nova ferramenta do Facebook, lançada nesta quarta-feira (23), em São Paulo, resultado de um trabalho conjunto da plataforma com o Ministério da Saúde, bancos de sangue centrais e especialistas em saúde, para garantir que essa ferramenta possa beneficiar pessoas em todo o Brasil.

As pessoas poderão se registrar como doadoras de sangue no Facebook, a partir de agora, e serão notificadas quando existirem oportunidades de doação por perto. No Brasil, são feitas cerca de 3,4 milhões de doações de sangue por ano. Dados de 2016 indicam que 1,6% da população brasileira doa sangue. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde tem se esforçado para aumentar a taxa, e esta será mais uma ferramenta para ajudar.

Para o coordenador da área de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag, a ferramenta vai incentivar mais pessoas a se tornarem doadoras de sangue. “Mesmo vivendo em uma era tão tecnológica como a nossa, o sangue ainda é insubstituível – e quem precisa só consegue graças à generosidade de quem doa. Esperamos que este incentivo ajude a conscientizar a população e aumentar a fidelização de doadores regulares”, avalia.

Segundo Dr. Yuri Goerch, clínico e especialista em cirurgia geral, qualquer forma de divulgação é importante. “Como estamos em uma era digital e usa-se muito as redes sociais, este é mais um aliado que temos para a divulgação da doação de sangue, um gesto simples mas que pode salvar vidas”, complementa Dr. Yuri.

Construindo uma base de doadores

Quem usa o Facebook no Brasil já pode se registrar como doador de sangue em seu perfil ou acessando facebook.com/donateblood. Essas informações permanecerão, por padrão, privadas e definidas com visibilidade “Somente Eu”, mas as pessoas poderão compartilhar seus status de doadoras mais amplamente.

Doe sangue… e seja mais um a salvar vidas !

 

Dr. Yuri Goerch é clínico geral e especialista em cirurgia geral e integra o corpo clínico da Saúde Center Clínica. Informe-se pelo telefone 3344-3600.